Povo de Roraima vai às urnas para eleger novo governador em eleição suplementar neste domingo (21)
Mais de 384 mil eleitores estão aptos a votar para escolher quem comandará o estado até janeiro de 2027.
- Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Resumo
Os eleitores de Roraima voltam às urnas neste domingo (21) para escolher governador e vice-governador em uma eleição suplementar. A votação foi convocada após a cassação do mandato do ex-governador Edilson Damião por crimes eleitorais. O eleito cumprirá um mandato-tampão até janeiro de 2027.
Notícias de Roraima – Os moradores de Roraima retornam às urnas neste domingo (21) para definir quem assumirá o comando do estado pelos próximos meses. A eleição suplementar foi convocada após a cassação do mandato do ex-governador Edilson Damião (Republicanos), decisão que provocou a necessidade de um novo pleito para preencher o cargo até o fim do atual ciclo administrativo.
A votação ocorrerá das 8h às 17h em todos os municípios do estado. Segundo a Justiça Eleitoral, 384.582 eleitores estão aptos a participar da escolha do novo governador e vice-governador.
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O vencedor terá um mandato temporário e permanecerá no cargo até janeiro de 2027, quando assumirá o governador eleito nas eleições gerais previstas para outubro deste ano.
O que aconteceu para haver uma nova eleição
A realização da eleição suplementar é consequência da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato de Edilson Damião por irregularidades eleitorais relacionadas ao pleito de 2022.
Com a perda do mandato, foi necessário convocar uma nova votação para garantir a continuidade da administração estadual por meio da escolha direta dos eleitores.
Enquanto o novo governador não é eleito, o comando do estado está sob responsabilidade interina do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado estadual Soldado Sampaio.
Quem disputa o governo de Roraima
Três chapas participam da disputa eleitoral.
A primeira é formada por Arthur Henrique e Subtenente Velton, ambos do PL. A candidatura concorre sub judice após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que indeferiu o registro. O caso ainda aguarda análise de recursos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Outra chapa é composta por Nelita Frank, do PT, e Barto Macuxi, do PSOL. Nelita assumiu a candidatura após a substituição de Antônia Pedrosa, que teve o registro questionado por questões relacionadas aos prazos de desincompatibilização previstos na legislação eleitoral.
Também disputa o cargo a chapa formada por Soldado Sampaio e Tayla Peres, ambos do Republicanos. Atualmente, Sampaio ocupa interinamente o Governo de Roraima.
Como funciona a votação
O processo segue as mesmas regras das eleições convencionais. O voto é obrigatório para os eleitores que se enquadram nas exigências da legislação eleitoral.
Quem estiver apto a votar e não comparecer deverá justificar a ausência posteriormente. Caso contrário, poderá ser penalizado com multa e outras restrições previstas pela Justiça Eleitoral.
Para votar, é recomendado que o eleitor consulte previamente seu local de votação e leve um documento oficial com foto. O uso do aplicativo e-Título também é permitido para identificação, desde que o cadastro possua fotografia.
Qual o impacto da eleição
A escolha deste domingo terá efeitos imediatos na administração estadual, já que o vencedor assumirá a responsabilidade de conduzir políticas públicas, orçamento e programas governamentais até o início do próximo mandato regular.
Apesar da importância da votação, a eleição suplementar não substitui nem altera o calendário eleitoral nacional. Em outubro, os eleitores de Roraima voltarão às urnas para escolher o governador que comandará o estado a partir de 2027.
Como denunciar crimes eleitorais
Denúncias de irregularidades e crimes eleitorais na eleição suplementar podem ser feitas por mensagens de texto ou áudio via WhatsApp 95 3621-4747 da Polícia Federal.
No dia da votação, os juízes eleitorais e os presidentes de seção exercem poder de polícia, podendo tomar as providências necessárias para cessar qualquer irregularidade e inibir práticas ilegais dos candidatos e dos eleitores.
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