Apreensão de 2,5 toneladas de drogas em Coari causou prejuízo de R$ 57 milhões ao crime organizado, diz secretário
Coronel Anézio Paiva destacou integração das forças de segurança e apoio da população para o resultado da operação no interior do Amazonas.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Resumo
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Paiva, afirmou que a integração das forças de segurança e uma denúncia anônima foram decisivas para a apreensão de 2,5 toneladas de drogas em Coari. A operação causou prejuízo estimado em R$ 57 milhões ao crime organizado e se tornou a segunda maior da história da Base Arpão 2.
Notícias policiais – O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Paiva, atribuiu à atuação integrada das forças policiais, ao apoio do Governo Federal e à colaboração da população o sucesso da operação que resultou na apreensão de 2,5 toneladas de entorpecentes na Base Fluvial Arpão 2, em Coari, a 363 quilômetros de Manaus. O balanço da ação foi apresentado nesta segunda-feira (22), durante divulgação dos resultados da Operação Segurança Presente.
Segundo o secretário, a apreensão foi possível após uma denúncia anônima que levou as equipes a interceptarem uma embarcação suspeita que navegava pelos rios do Amazonas. O carregamento continha drogas avaliadas em aproximadamente R$ 57 milhões, representando um duro golpe financeiro contra organizações criminosas que utilizam as rotas fluviais da região.
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“Foi fruto de uma denúncia anônima que nós conseguimos interceptar essa embarcação, fazer a abordagem e localizar os entorpecentes. É um resultado que demonstra a força do sistema integrado de segurança pública”, destacou Anézio Paiva.
O que foi apreendido na operação
De acordo com os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), foram encontrados cerca de 2.425 quilos de maconha do tipo skunk, conhecida como “supermaconha”, além de 115 quilos de cocaína pura.
Leia mais: Com 2,5 toneladas de drogas, segunda maior apreensão é realizada pela Base Arpão 2 no Amazonas
A droga estava escondida na embarcação abordada durante fiscalização na Base Arpão 2. Após a interceptação, um cão farejador da corporação, chamado Xerife, identificou a presença dos entorpecentes. Em seguida, o barco foi conduzido para a base, onde a carga foi retirada e periciada.
A ocorrência entrou para a história da unidade fluvial como a segunda maior apreensão de drogas já registrada no local.
Como a carga foi descoberta
As autoridades informaram que a operação contou com a participação de policiais militares, policiais civis, peritos, bombeiros militares, além do apoio da Força Nacional e da Marinha do Brasil.
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A denúncia recebida pelos órgãos de segurança permitiu que as equipes monitorassem a embarcação até a abordagem. A estratégia faz parte das ações da Operação Segurança Presente, que reforça o combate ao tráfico de drogas em diferentes regiões do Amazonas.
Para a SSP-AM, a participação da população tem sido fundamental para ampliar os resultados das operações e identificar movimentações suspeitas nos rios do estado.
Qual o impacto da apreensão para o Amazonas
O Amazonas é considerado uma das principais portas de entrada de drogas no Brasil devido à extensa faixa de fronteira com países produtores de cocaína, como Colômbia e Peru. Grande parte dos carregamentos utiliza os rios amazônicos para chegar aos grandes centros consumidores do país.
Por isso, operações realizadas em bases fluviais estratégicas, como a Arpão 2, são consideradas essenciais para interromper o fluxo de drogas e enfraquecer financeiramente as facções criminosas.
Segundo Anézio Paiva, o prejuízo estimado de R$ 57 milhões demonstra a relevância da ação para a segurança pública do estado.
Amazonas já ultrapassa 31 toneladas de drogas apreendidas
Durante a apresentação dos resultados, o secretário também informou que as forças integradas de segurança já apreenderam 31,3 toneladas de entorpecentes em 2026.
O número reforça o aumento das operações de fiscalização nos rios amazonenses, especialmente em áreas consideradas estratégicas para o combate ao narcotráfico.
A expectativa das autoridades é manter a intensificação das ações ao longo do ano, ampliando o monitoramento das rotas utilizadas pelo crime organizado e fortalecendo a cooperação entre os órgãos estaduais e federais.
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