Adolescente vítima de rede de exploração sexual chefiada por PM contraiu IST em Manaus, revela delegada
Adolescente resgatada em cativeiro passa por tratamento médico urgente.
- Foto: Divulgação
Resumo
Uma das adolescentes mantidas em uma casa de prostituição clandestina em Manaus contraiu uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). O esquema, desmantelado pela Depca, era gerenciado de forma remota pelo cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Rayson Rodrigo Batista de Sá, de 36 anos, que usava câmeras de vigilância para monitorar os abusos e evitar deixar provas criminais.
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Notícias policiais – Uma adolescente resgatada de um cativeiro de exploração sexual no bairro Petrópolis, na Zona Sul de Manaus, foi diagnosticada com uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) decorrente da rotina de abusos a que era submetida. A revelação detalhada pela Polícia Civil do Amazonas escancara a gravidade e o impacto físico severo sofrido pelas jovens de 15 e 17 anos oriundas do interior do estado, aliciadas para abastecer o esquema clandestino.
Durante a apresentação dos resultados da operação, a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), classificou o cenário como de extrema crueldade e vulnerabilidade extrema. Os encontros eram ofertados na internet por valores médios de R$ 150, gerando lucros financeiros diretos para o principal suspeito de coordenar a rede, um cabo da ativa da Polícia Militar do Amazonas.
“As adolescentes eram anunciadas em um site de prostituição e o valor do programa era na média de 150 reais. Além disso, o contato com as adolescentes era feito por meio de câmeras da casa para não ter provas. A situação era tão grave que uma das meninas contraiu uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) nesse período”, disse.
Como funcionava o esquema de monitoramento?
A estrutura montada na residência alugada contava com recursos tecnológicos avançados para blindar o local e inibir a fiscalização policial. Em vez de manter contato físico ou presencial constante com as vítimas no imóvel, a gerência da rede criminosa utilizava câmeras de segurança instaladas estrategicamente nos cômodos.
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Por meio dessa transmissão em tempo real, o fluxo de clientes era rigidamente controlado à distância. As orientações verbais para as jovens eram transmitidas pelos próprios dispositivos conectados, uma manobra articulada propositalmente para evitar o registro de mensagens de texto, depoimentos ou rastros físicos que pudessem servir como provas materiais em futuras investigações ou flagrantes.
- Foto: Divulgação
O que acontece agora com as vítimas resgatadas?
Após a intervenção das forças policiais e a interrupção do cárcere privado, as duas menores de idade foram prontamente retiradas do endereço e inseridas na rede de assistência social do Estado do Amazonas. Elas recebem amparo de equipes multidisciplinares compostas por assistentes sociais e psicólogos para mitigar os danos emocionais causados pela exploração.
No âmbito da saúde, a jovem identificada com a IST recebe atenção médica imediata e prioritária. Ela foi encaminhada a uma unidade da rede pública de saúde especializada em infectologia em Manaus, onde já iniciou o tratamento ambulatorial com protocolos urgentes de medicação para controle e cura da patologia.
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