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Amazonas

Prefeitura de Manaquiri é notificada pelo MP-AM por falta de transparência em pregões presenciais

Inquérito Civil vai apurar se município adotou medidas adequadas de publicidade, competitividade e divulgação dos processos licitatórios.

Por Jonas Souza

24/06/2026 às 19:45 - Atualizado em 24/06/2026 às 19:49

Resumo 

A Prefeitura de Manaquiri foi oficialmente notificada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) após a abertura de um inquérito civil para investigar possíveis falhas de transparência e competitividade em licitações municipais. O foco da apuração está no uso recorrente de pregões presenciais e na divulgação dos editais. A medida pode resultar em recomendações, ajustes administrativos ou outras providências legais.


Notícias do Brasil – A Prefeitura de Manaquiri, sob gestão de Nelson Nilo, passou a ser alvo de uma investigação formal do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que notificou o município para prestar esclarecimentos detalhados sobre a condução de licitações realizadas nos anos de 2025 e 2026. A apuração busca verificar se houve falhas na publicidade, transparência e competitividade dos processos licitatórios, especialmente em razão da utilização frequente de pregões presenciais em vez da modalidade eletrônica.

Leia mais: Sérgio Kruke reage à nota de Maria do Carmo: “Não aceitaremos ser ameaçados ou forçados a apoiar A ou B”

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A investigação busca esclarecer se os procedimentos adotados pelo município estão em conformidade com os princípios previstos na nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021), que incentiva a ampliação da transparência e da concorrência por meio do uso de plataformas digitais.

A apuração teve início após o Ministério Público entender que ainda não existem elementos suficientes para comprovar se os mecanismos de divulgação adotados pela Prefeitura de Manaquiri garantem ampla publicidade aos processos licitatórios.

Na portaria que converteu a notícia de fato em Inquérito Civil, o MPAM destaca que é necessário verificar, de forma concreta, a quantidade de pregões presenciais e eletrônicos realizados pelo município, as justificativas para a não adoção da modalidade digital e os meios utilizados para dar publicidade aos certames. O documento ressalta que os dados reunidos até o momento não permitem avaliar de maneira objetiva se houve observância dos princípios da transparência, da competitividade e da eficiência nas contratações públicas.

Uso de pregões presenciais

A legislação federal permite a realização de pregões presenciais em situações específicas. No entanto, a regra geral estabelecida pela Lei nº 14.133/2021 prioriza a utilização de meios eletrônicos para ampliar a concorrência entre fornecedores e facilitar o acesso às licitações por empresas de diferentes localidades. Na avaliação do Ministério Público, quando a modalidade presencial é utilizada, a administração pública deve apresentar justificativas formais e fundamentadas para demonstrar a necessidade da escolha.

O MPAM observa que a utilização da modalidade presencial “exige motivação adequada e compatibilidade com os princípios da publicidade, competitividade, eficiência e seleção da proposta mais vantajosa”. A investigação pretende verificar se essas exigências foram cumpridas pela Prefeitura de Manaquiri nos procedimentos realizados nos anos de 2025 e 2026.

Iformações foram solicitadas pela Promotoria

Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público requisitou uma série de informações detalhadas à administração municipal.

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Entre os dados solicitados estão:

  • Quantidade de pregões eletrônicos realizados em 2025 e 2026;
  • Quantidade de pregões presenciais realizados no mesmo período;
  • Cópias das justificativas utilizadas para não adoção da modalidade eletrônica;
  • Informações sobre gravações em áudio e vídeo das sessões presenciais;
  • Formas de divulgação utilizadas em cada licitação;
  • Planejamento para migração gradual dos pregões presenciais para o formato eletrônico;
  • Identificação dos responsáveis pela alimentação do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e do Portal da Transparência.

O prazo estabelecido para resposta é de 20 dias.

O que o Ministério Público quer descobrir

O objetivo central da investigação é verificar se a população, os órgãos de controle e as empresas interessadas tiveram acesso adequado às informações sobre os processos licitatórios realizados pelo município. Outro ponto de análise será a efetividade da divulgação dos editais em plataformas oficiais, incluindo o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o Portal da Transparência, diários oficiais e outros meios de comunicação exigidos pela legislação.

A ampla divulgação é considerada fundamental para aumentar a concorrência, ampliar a participação de fornecedores e garantir melhores condições de contratação para a administração pública.

Impacto para Manaquiri

A abertura do inquérito não significa que houve irregularidade comprovada, mas demonstra que o Ministério Público identificou a necessidade de aprofundar as apurações antes de qualquer conclusão. Caso sejam constatadas falhas na transparência ou na condução dos procedimentos licitatórios, o município poderá ser alvo de recomendações, ajustes administrativos e, eventualmente, medidas judiciais para adequação às exigências legais.

Para os moradores de Manaquiri, a investigação possui relevância direta porque os contratos públicos influenciam áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, transporte e prestação de serviços municipais.

Após o recebimento das informações requisitadas, a Promotoria de Justiça de Manaquiri analisará os documentos e verificará se houve cumprimento das normas previstas na legislação federal. A partir dessa avaliação, o Ministério Público poderá arquivar o procedimento, expedir recomendações ao município ou adotar novas medidas investigativas para aprofundar a apuração.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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