Caprichoso promete maior alegoria da história de Parintins com Curupira de 37 metros trazendo Cunhã-poranga Marciele Alburquerque
Lenda amazônica será destaque da segunda noite do Festival de Parintins com estrutura gigante, efeitos especiais e transformação.

Fotos: Jorge Albuquerque e Jeiza Russo/A CRÍTICA
Resumo
- Grande atração: O boi Caprichoso apresentará uma alegoria do Curupira com 37 metros de altura na segunda noite do Festival de Parintins.
- Gigantismo: Segundo o artista Roberto Reis, será a maior alegoria já montada na história do festival sem uso de guindaste.
- Efeitos especiais: O espetáculo terá projeções mapeadas, chamas de até 15 metros de altura e transformações cênicas.
- Item da noite: A lenda amazônica conduzirá a cunhã-poranga Marciele Albuquerque durante sua evolução na arena.
Notícias do Amazonas – O Curupira, um dos personagens mais emblemáticos do imaginário amazônico e guardião das florestas segundo a tradição indígena, será o grande destaque da segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins.
O boi-bumbá Caprichoso levará para a Arena Bumbódromo uma alegoria inédita de 37 metros de altura, considerada pelo artista Roberto Reis a maior já construída para o festival sem a utilização de guindaste.
Segundo o responsável pelo projeto, a estrutura terá 35 metros de largura por 23 metros de profundidade e será revelada de forma cenográfica durante a apresentação.
Por que a alegoria é considerada histórica?
De acordo com Roberto Reis, o diferencial está no gigantismo e na forma como o Curupira surgirá na arena.
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A estrutura será içada por uma grande lança cenográfica acima das demais peças alegóricas e, posteriormente, descerá para revelar o item da apresentação.
“Com quase 40 metros de altura, creio que seja a maior alegoria que eu já fiz”, afirmou o artista.
A proposta faz parte do espetáculo “Brinquedo que canta seu chão”, tema defendido pelo Caprichoso na edição deste ano.
Quais efeitos especiais serão usados na apresentação?
Além do tamanho da alegoria, o projeto aposta em recursos tecnológicos para criar uma experiência imersiva ao público e aos jurados.
Entre os principais efeitos previstos estão:
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- Projeções mapeadas em um gavião alegórico de 32 metros de envergadura;
- Imagens de pássaros, água, fogo e elementos da floresta;
- Labaredas de fogo com aproximadamente 15 metros de altura;
- Transformações cenográficas ao longo da evolução da alegoria.
Segundo Roberto Reis, a aposta deste ano é justamente surpreender pelas transformações visuais.
Qual será o papel da cunhã-poranga Marciele Albuquerque?
Durante a evolução da lenda amazônica, o Curupira conduzirá a entrada da cunhã-poranga Marciele Albuquerque.
Além da alegoria, Roberto Reis também é responsável pela criação da indumentária utilizada pela item oficial do Caprichoso.
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Segundo o artista, a vestimenta contará com um efeito de transformação inédito em sua trajetória no festival.
“Será uma roupa que se transforma. Nunca fiz transformação em indumentária e acredito que ficará um resultado muito bonito”, destacou.
Quando o Curupira voltou a ser destaque em Parintins?
A última vez que a lenda amazônica teve grande protagonismo na Arena Bumbódromo foi em 2019.
Na ocasião, Roberto Reis também assinou a alegoria “Sete Espíritos”, apresentada pelo boi Garantido.
Agora, em 2026, o artista retorna ao tema apostando em uma leitura completamente diferente, priorizando inovação tecnológica, gigantismo e novos efeitos visuais.
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Quantas pessoas participam da construção da alegoria?
A produção da lenda indígena mobiliza uma equipe multidisciplinar formada por 23 profissionais.
Entre eles estão:
- Escultores;
- Soldadores;
- Pintores;
- Aderecistas;
- Especialistas em robótica;
- Pasteladores;
- Técnicos responsáveis pelos mecanismos de transformação.
Segundo Roberto Reis, o trabalho foi planejado estrategicamente para fortalecer a segunda noite do Caprichoso.
Por que a apresentação ficou para a segunda noite?
O artista revelou que a escolha foi estratégica.
Segundo ele, o Conselho de Arte do Caprichoso decidiu distribuir as principais alegorias entre as três noites de apresentações para manter o equilíbrio competitivo durante o festival.
A expectativa é que o Curupira se torne um dos momentos mais marcantes da disputa deste ano.
Experiência regional
No Festival de Parintins, as alegorias costumam ser um dos quesitos mais aguardados pelo público e pelos jurados. Estruturas monumentais, efeitos especiais e mecanismos de transformação frequentemente definem a percepção do espetáculo na arena. O investimento em uma alegoria de quase 40 metros reforça a tradição do Caprichoso de apostar em tecnologia, identidade amazônica e narrativas ligadas aos povos da floresta para emocionar quem acompanha o festival presencialmente ou pela televisão.
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