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Canetas emagrecedoras começam a ser aplicadas gratuitamente no SUS; veja quem pode participar

Os pacientes precisam atender aos requisitos.

Por Natan AMPOST

26/06/2026 às 21:45

Resumo

  • O que mudou: O SUS iniciou um projeto-piloto com canetas emagrecedoras gratuitas.
  • Quem participa: Inicialmente, 250 pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica.
  • Onde: Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS).
  • Objetivo: Avaliar a eficácia, os custos e a viabilidade de incorporar a semaglutida ao Sistema Único de Saúde.

Notícias do Brasil – O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (26) o projeto-piloto Real-Bari, que oferece gratuitamente tratamento com semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta fase inicial, o estudo contempla 250 pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.

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A proposta é verificar se a perda de peso proporcionada pelo medicamento pode aumentar as chances de sucesso do procedimento cirúrgico e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quais são os critérios para participar do estudo?

Os pacientes precisam atender aos seguintes requisitos:

  • Estar em acompanhamento médico no Grupo Hospitalar Conceição;
  • Ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano;
  • Estar na fila da cirurgia bariátrica;
  • Comprovar que dieta e atividade física não apresentaram resultados satisfatórios por, no mínimo, dois meses;
  • Conseguir aplicar a medicação sozinho ou contar com auxílio de um cuidador.

O projeto ainda está em fase de pesquisa e, por enquanto, não há inscrição aberta para pacientes de outras unidades do SUS.

O que será avaliado durante o projeto?

O acompanhamento dos participantes ocorrerá ao longo de dois anos.

Durante esse período, os pesquisadores irão analisar:

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  • Perda de peso;
  • Qualidade de vida;
  • Resultados de exames clínicos;
  • Condições dos pacientes após a cirurgia bariátrica;
  • Custos do tratamento para o sistema público.

Os dados servirão de base para avaliar uma possível ampliação da oferta do medicamento na rede pública.

O que disse o Ministério da Saúde?

Durante o lançamento do projeto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil passa a ser pioneiro na utilização da semaglutida em um sistema público de saúde.

Segundo ele, além do tratamento da obesidade e do diabetes, a tecnologia poderá futuramente ser estudada para outras doenças crônicas e até alguns tipos de câncer, caso existam evidências científicas que justifiquem essa ampliação.

Quem foi o primeiro paciente atendido?

O motorista de aplicativo Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, foi o primeiro paciente a receber a aplicação da semaglutida pelo projeto.

Ele aguardava havia mais de mil dias na fila do SUS para realizar a cirurgia bariátrica e recebeu a primeira dose durante o lançamento oficial da iniciativa, ao lado do ministro Alexandre Padilha.

Segundo o paciente, a expectativa é ganhar mais disposição e melhorar sua qualidade de vida enquanto aguarda o procedimento.

A obesidade é considerada uma doença crônica e está associada a problemas como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Em muitos casos, a perda de peso antes da cirurgia bariátrica reduz riscos operatórios e melhora a recuperação. O projeto Real-Bari pretende produzir dados científicos para embasar uma futura decisão sobre a incorporação da semaglutida ao SUS em todo o país.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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Letícia Butterfield

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