Isabelle Nogueira se transforma em Gavião Real e leva torcida do Garantido ao delírio no Festival de Parintins
Cunhã-Poranga do boi vermelho protagonizou um dos momentos mais marcantes da primeira noite ao representar a força da mulher indígena e a ancestralidade amazônica.
- FOTO: Divulgação
Resumo
- O que aconteceu: Isabelle Nogueira se transformou em um gavião-real durante sua evolução na arena do Bumbódromo.
- Quando: Na madrugada desta sexta-feira (26), durante a primeira noite do 59º Festival de Parintins.
- Qual foi o tema: A apresentação integrou a lenda amazônica “Pindová’umi’ga”, exaltando os povos originários.
- Destaque: A performance emocionou o público ao unir dança, interpretação, efeitos cênicos e simbolismo indígena.
Notícias do Amazonas – A cunhã-poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, protagonizou um dos momentos mais aguardados da primeira noite do 59º Festival de Parintins ao se transformar em um gavião-real durante sua evolução na arena do Bumbódromo.
A apresentação ocorreu na madrugada desta sexta-feira (26) e fez parte da lenda amazônica “Pindová’umi’ga”, que retrata a chegada da primeira parintintin à Ilha Tupinambarana. A cena arrancou aplausos e levou a torcida vermelha e branca ao delírio.
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Qual é o significado da transformação em gavião?
Na narrativa apresentada pelo Garantido, Isabelle chegou à arena conduzida pelo Kawnadu, a grande harpia divina responsável por guiar Pindová’úmi’ga, herói criador e pajé ancestral do povo Parintintin, conhecido como Kawahiva.
Durante a evolução ao som da toada Aiyra Ibi Cunhã, a cunhã-poranga subiu em uma plataforma cenográfica e, diante dos jurados, transformou-se simbolicamente em um gavião-real.
O efeito cênico reforçou a ligação entre a mulher indígena, a natureza e a espiritualidade amazônica, um dos principais conceitos defendidos pelo boi na disputa deste ano.
Como foi construída a apresentação da Cunhã-Poranga?
Isabelle surgiu de uma alegoria que representava o Portal do Encantamento Amazônico, um dos elementos centrais do espetáculo apresentado pelo Garantido.
Em seguida, iniciou sua evolução reunindo dança, expressão corporal, interpretação e movimentos coreográficos, características que fazem da Cunhã-Poranga um dos itens mais valorizados pelos jurados do Festival de Parintins.
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A performance também fez referências às culturas indígenas Konduri e Pocó, destacadas pelo boi vermelho como parte da formação histórica e cultural da Ilha Tupinambarana.
Qual foi a mensagem transmitida pelo Garantido?
A apresentação reforçou a valorização da ancestralidade indígena, da memória coletiva e da identidade cultural amazônica.
Segundo a narrativa construída pelo Garantido, a força da mulher indígena, a resistência dos povos originários e a relação de respeito com a floresta são pilares fundamentais da história de Parintins e da Amazônia.
Ao longo da primeira noite, o boi vermelho apostou em grandes alegorias, efeitos visuais e elementos da mitologia amazônica para defender o tema “Parintins, Portal do Encantamento” diante dos jurados.
Por que esse momento foi um dos mais aguardados da noite?
A apresentação da Cunhã-Poranga costuma ser um dos pontos altos do Festival de Parintins por reunir técnica, beleza cênica e forte carga simbólica.
Neste ano, a transformação de Isabelle Nogueira em gavião-real elevou ainda mais a expectativa da torcida, que acompanhou a evolução com entusiasmo e respondeu com aplausos e cantos durante toda a performance.
Experiência regional
Quem acompanha o Festival de Parintins de perto sabe que a entrada da Cunhã-Poranga costuma provocar uma das maiores explosões de emoção no Bumbódromo. A reação das galeras é imediata, com o público acompanhando cada movimento do item, principalmente quando há efeitos especiais e transformações cenográficas, como a apresentada pelo Garantido na primeira noite.
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