Prefeito Renato Junior anuncia ajuda humanitária à Venezuela e relembra apoio durante a crise do oxigênio na pandemia em Manaus
Prefeito Renato Junior mobiliza força-tarefa com alimentos, água, medicamentos e colchões para atender vítimas da tragédia.
- Foto: reprodução
Resumo
- O que aconteceu? A Prefeitura de Manaus iniciou uma operação humanitária para enviar ajuda às vítimas do terremoto na Venezuela.
- O que será enviado? Cestas básicas, água potável, colchões, medicamentos, kits de higiene e produtos de limpeza.
- Como será o transporte? A carga seguirá por via terrestre em caminhões do Exército Brasileiro até Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela.
- Como ajudar? Doações podem ser entregues no almoxarifado da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), no bairro Petrópolis.
Notícias de Manaus – O prefeito de Manaus, Renato Junior, anunciou neste sábado (27) o envio de uma força-tarefa humanitária para atender as vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela. A primeira remessa reúne 10 mil cestas básicas, cerca de 10 mil litros de água potável, colchões, medicamentos, kits de higiene e produtos de limpeza, que serão transportados em caminhões do Exército Brasileiro até a fronteira com o país vizinho. Durante o anúncio, o prefeito afirmou que a iniciativa representa um gesto de solidariedade e também de gratidão pelo apoio prestado pela Venezuela ao Amazonas durante a crise de oxigênio na pandemia da Covid-19.
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A primeira remessa reúne itens considerados essenciais para o atendimento emergencial da população afetada:
- 10 mil cestas básicas;
- Aproximadamente 10 mil litros de água potável;
- 560 colchões;
- 300 kits de higiene;
- 5.520 unidades de produtos de limpeza;
- Medicamentos e insumos hospitalares.
Segundo a prefeitura, toda a carga será encaminhada ainda neste sábado em caminhões do Exército Brasileiro, com destino ao município de Pacaraima, em Roraima, de onde seguirá para a Venezuela.
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Ao anunciar a operação humanitária, o prefeito Renato Junior afirmou que a decisão foi motivada pela solidariedade entre os povos e pela necessidade de agilizar o socorro às vítimas.
“As fronteiras separam países, mas jamais podem separar os povos. Neste momento, não estou aqui apenas como prefeito de Manaus, mas como brasileiro e, acima de tudo, como ser humano. Cada dia que conseguimos antecipar essa ajuda representa um dia a menos de sofrimento para milhares de famílias.”
O prefeito também lembrou que a Venezuela prestou auxílio ao Amazonas durante a crise de oxigênio na pandemia da Covid-19, quando enviou cilindros para abastecer hospitais do estado.
“O que estamos fazendo hoje também é um gesto de gratidão. No pior momento da história recente do Amazonas, durante a pandemia, a Venezuela estendeu a mão ao nosso povo. Agora é Manaus que estende a mão ao povo venezuelano.”
Quais medicamentos fazem parte da ajuda
Além dos alimentos e materiais de primeira necessidade, a operação inclui medicamentos destinados às unidades de saúde e equipes médicas que atuam nas áreas atingidas.
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Entre os itens enviados estão:
- 50 mil comprimidos de paracetamol 500 mg;
- Mil frascos de paracetamol solução oral;
- 20 mil comprimidos de amoxicilina 500 mg;
- 50 mil comprimidos de cefalexina 500 mg;
- 50 mil comprimidos de sulfametoxazol;
- Mil frascos de soro fisiológico (250 ml);
- 800 frascos de cloreto de sódio injetável (500 ml);
- Mil frascos de Ringer Lactato;
- Mil envelopes de sais para reidratação oral.
Como foi organizada a operação humanitária
Antes do envio da primeira remessa, Renato Junior informou que manteve contato com autoridades brasileiras e venezuelanas para agilizar a logística da ajuda. Segundo a prefeitura, participaram das articulações representantes do Governo Federal, do Comando Militar da Amazônia, da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Boa Vista, além de autoridades municipais e representantes venezuelanos.
O prefeito também determinou que a Prefeitura de Manaus mantenha diálogo permanente com os municípios atingidos para identificar novas demandas e ampliar o apoio, caso seja necessário.
O que disse o prefeito Renato Junior
Durante a coletiva, Renato Junior afirmou que a mobilização vai além da atuação institucional e representa um gesto de solidariedade entre povos vizinhos.
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“As fronteiras separam países, mas jamais podem separar os povos. Cada dia que conseguimos antecipar essa ajuda representa um dia a menos de sofrimento para milhares de famílias”, declarou.
O prefeito também lembrou a ajuda recebida pelo Amazonas durante a crise de oxigênio na pandemia da Covid-19.
Segundo ele, a Venezuela enviou oxigênio medicinal para o estado naquele período, e a atual operação humanitária representa também um gesto de reconhecimento por esse apoio.
Qual é a situação na Venezuela
Os terremotos registrados na última quarta-feira (24) já deixaram mais de 1,4 mil mortos, cerca de 3,3 mil feridos e milhares de desabrigados. Organismos internacionais alertam que o número de vítimas pode aumentar, enquanto equipes de resgate continuam procurando sobreviventes em meio aos escombros.
Como a população de Manaus pode ajudar
A Prefeitura de Manaus informou que está recebendo doações da população, empresas e instituições interessadas em colaborar com a ação humanitária.
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As entregas podem ser feitas no almoxarifado da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), localizado no bairro Petrópolis, onde os materiais passam por triagem antes de serem encaminhados à Venezuela.
A proximidade entre Amazonas e Venezuela faz com que a cooperação humanitária seja estratégica em situações de emergência. Além dos laços econômicos e culturais entre os dois territórios, a ligação terrestre pela BR-174 permite que Manaus funcione como um importante centro logístico para o envio de ajuda internacional. O gesto também remete ao apoio prestado pela Venezuela ao Amazonas durante a crise de oxigênio enfrentada na pandemia de Covid-19.
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