Terremotos na Venezuela deixam 774 edifícios colapsados e mais de 2,5 mil estruturas danificadas
Governo venezuelano informa que 189 prédios desabaram completamente e cria comissão para avaliar risco de novas estruturas após a tragédia.

FOTO: Reuters/Handout
Resumo:
- Edifícios atingidos: 774 sofreram colapso, sendo 189 totalmente destruídos.
- Infraestrutura: Mais de 2,5 mil estruturas foram danificadas em todo o país.
- Vítimas: Balanço oficial aponta 1,5 mil mortos e 3.150 feridos.
- Resgates: Cerca de 25 mil socorristas seguem atuando nas áreas afetadas.
Notícias do Mundo – Os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) provocaram o colapso de 774 edifícios em diferentes regiões do país. Segundo o governo venezuelano, 189 construções foram completamente destruídas, enquanto outras 585 sofreram danos parciais.
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O balanço foi apresentado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que também informou que 2,5 mil estruturas registraram algum tipo de dano provocado pelos tremores.
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Hospitais e infraestrutura também foram afetados
Além dos prédios residenciais e comerciais, os abalos comprometeram importantes estruturas públicas. De acordo com o levantamento oficial, foram atingidos:
- 38 hospitais;
- 44 centros comerciais;
- Cerca de 1,6 mil quilômetros de estradas, pontes e outras obras de infraestrutura.
Comissão vai avaliar risco de desabamentos
A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a criação de uma comissão técnica para inspecionar imóveis e obras nas áreas afetadas.
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O grupo fará uma classificação das estruturas utilizando três níveis de risco:
- Vermelho: alto risco de desabamento;
- Amarelo: risco moderado;
- Verde: estrutura considerada segura.
Segundo a presidente, muitas construções apresentam danos que nem sempre são visíveis externamente, tornando necessária uma avaliação técnica detalhada.
Número de vítimas continua aumentando
O balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (29) aponta 1,5 mil mortos e 3.150 feridos. No entanto, as autoridades alertam que esses números ainda podem crescer.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto aproximadamente 25 mil socorristas, sendo 2,6 mil estrangeiros, participam das operações de busca e resgate.
Até o momento, 33 pessoas foram retiradas com vida dos escombros. O Brasil segue colaborando com a resposta humanitária e já enviou quatro aeronaves com bombeiros, especialistas e equipamentos para auxiliar nas buscas.
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