Delegado revela que menino morto em queda no Parque Dez já havia se pendurado na janela
Menino com diagnóstico de autismo caiu do quinto andar de um condomínio na Zona Centro-Sul. Polícia Civil investiga se houve rompimento da rede de proteção e trata o caso, inicialmente, como uma fatalidade.
- (Foto: Denivaldo Oliveira/AM POST)
Resumo
- O que aconteceu: Criança de 11 anos morreu após cair do quinto andar de um condomínio no bairro Park Dez, em Manaus.
- O que a polícia apura: Perícia investiga se a rede de proteção foi rompida ou arrebentada antes da queda.
- Situação da família: A mãe havia saído para um exame admissional de emprego e deixou o menino aos cuidados da irmã de 14 anos.
- Estado da investigação: A DEHS trata o caso, até o momento, como um acidente e aguarda os laudos periciais.
Notícias policiais- A criança Pietro Farias da Silva, de apenas 11 anos morreu na manhã desta terça-feira (30) após cair do quinto andar de um apartamento no condomínio Life Parque Dez, localizado na Avenida Tancredo Neves, no bairro Park Dez, Zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo o delegado Gérson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), equipes das polícias Civil e Militar foram acionadas por volta das 9h da manhã, quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no local.
Quando os socorristas chegaram, a criança ainda estava viva e tentaram reanimá-lo, mas não obtiveram sucesso.
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O que a investigação da DEHS apura?
De acordo com o delegado Gerson Oliveira da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a principal linha de investigação é esclarecer como ocorreu a queda e se houve rompimento da rede de proteção instalada na janela do apartamento.
Os peritos analisam:
- Se a rede foi cortada ou arrebentada;
- As condições da trava de segurança da janela;
- A dinâmica exata da queda.
Até o momento, nenhum objeto cortante foi encontrado dentro do imóvel que pudesse indicar interferência na rede de proteção.
Segundo Gerson Oliveira, o caso é tratado inicialmente como uma fatalidade.
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“Por volta das 9 da manhã, as polícias Civil e Militar foram acionadas. O Samu já estava no local e a criança infelizmente já estava em óbito. Neste momento, tudo indica tratar-se de um caso acidental”, afirmou o delegado.
Onde estava a família no momento da ocorrência?
A mãe da criança havia saído de casa por volta das 7h da manhã para participar de um exame admissional de emprego.
Antes de sair, deixou os dois filhos no apartamento:
- o menino de 11 anos;
- uma adolescente de 14 anos.
Segundo a polícia, a irmã estava dormindo quando o acidente aconteceu e só tomou conhecimento da situação depois de ser avisada por moradores do condomínio, que pediram que ela descesse imediatamente.
A mãe será ouvida oficialmente pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.
O que disseram os moradores do condomínio?
Durante as diligências, moradores relataram aos investigadores que a criança, que possuía alto grau de autismo, já havia sido vista em outras ocasiões se aproximando da janela e se pendurando próximo à área protegida.
A investigação aponta, de forma preliminar, que o menino teria jogado um travesseiro pela janela e, em seguida, empurrado a rede de proteção, momento em que ocorreu a queda.
Essa versão ainda depende da conclusão dos laudos periciais.
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O condomínio se pronunciou?
Até a publicação desta reportagem, o condomínio Life Park Dez não havia divulgado posicionamento oficial sobre o ocorrido.
A Polícia Civil informou que a investigação continua e aguarda os resultados da perícia técnica para confirmar a dinâmica do acidente.
Contexto regional
O caso chamou a atenção de moradores da Zona Centro-Sul de Manaus e reacende o debate sobre a manutenção periódica das redes de proteção em apartamentos, especialmente em imóveis onde vivem crianças e pessoas com deficiência.
Especialistas recomendam que moradores realizem inspeções regulares nas redes de proteção, observando o prazo de validade do material e as condições das fixações, além de manter travas de segurança em janelas e reforçar a supervisão de crianças em ambientes elevados.
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