Polícia contesta versão de legítima defesa apresentada por suspeito de matar funcionário de condomínio em Manaus
Investigação aponta que depoimentos, imagens e demais provas contradizem a alegação apresentada pelo suspeito preso pelo homicídio

FOTO: Reprodução
Resumo
- Investigação: A Polícia Civil afirmou que não acredita na versão de legítima defesa apresentada por Eduardo Klein.
- Crime: O suspeito está preso preventivamente pela morte de Rafael Souza, de 34 anos, funcionário do Condomínio Tocantins, em Manaus.
- Confissão: Segundo a polícia, Eduardo confessou o homicídio, mas alegou que agiu após se sentir ameaçado.
- Posição da polícia: As provas e os depoimentos de testemunhas, de acordo com a investigação, não corroboram essa versão.
Notícias Policiais – A Polícia Civil do Amazonas reforçou, nesta terça-feira (30), que a versão apresentada pela defesa de Eduardo Klein não é compatível com as provas reunidas durante o inquérito que apura a morte de Rafael Souza, de 34 anos.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, responsável pelas investigações, o suspeito confessou o crime, mas afirmou ter agido em legítima defesa por supostamente se sentir ameaçado pela vítima.
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De acordo com o delegado, os elementos colhidos até o momento apontam para uma versão diferente.
“O Eduardo confessou o crime com riqueza de detalhes, alegando que se sentia ameaçado pelo funcionário, mas essa versão diverge totalmente do que foi apurado no inquérito policial”, afirmou Ricardo Cunha.
O que apontam os depoimentos?
Conforme a Polícia Civil, moradores e testemunhas ouvidos durante a investigação descreveram Rafael Souza como um funcionário respeitado e de boa convivência no condomínio.
Segundo o delegado, os relatos também indicam que Eduardo Klein era conhecido por dificuldades de relacionamento com outros moradores.
As declarações integram o conjunto de provas que está sendo analisado pela investigação.
O que a polícia apurou sobre o suspeito?
Durante as investigações, Eduardo informou ser usuário de entorpecentes.
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Segundo a Polícia Civil, essa informação foi registrada, mas não há, até o momento, qualquer laudo pericial que comprove transtornos mentais capazes de influenciar a responsabilização criminal.
“O que a polícia está apurando é um homicídio qualificado”, destacou o delegado.
Como ocorreu o crime?
O homicídio foi registrado por câmeras e por um vídeo gravado por um funcionário do condomínio.
Segundo a investigação, Rafael Souza foi atacado com uma arma branca enquanto recolhia uma mangueira utilizada nas dependências do residencial.
As imagens, juntamente com os depoimentos de testemunhas, fazem parte do material analisado pela Polícia Civil.
O caso continua sob investigação
Eduardo Klein permanece preso preventivamente enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito.
Após a finalização da investigação, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.
Experiência regional
Em investigações de homicídio, a alegação de legítima defesa é analisada em conjunto com depoimentos, imagens, perícias e demais provas técnicas. A versão apresentada pelo investigado não é suficiente, por si só, para caracterizar a excludente de ilicitude, cabendo às autoridades avaliar se os elementos reunidos confirmam ou não essa hipótese.
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