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EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC; medida bloqueia bens e negócios no país

Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra brasileiros e empresas acusados de integrar uma rede de lavagem de dinheiro.

Por Jonas Souza

01/07/2026 às 13:19 - Atualizado em 01/07/2026 às 16:02

Resumo

  • Quem foi sancionado: Dois brasileiros e quatro empresas (três do Brasil e uma de Portugal).
  • Motivo: Suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Consequência: Bens sob jurisdição dos EUA serão bloqueados e empresas e cidadãos americanos ficam proibidos de negociar com os alvos.
  • Contexto: É a primeira sanção aplicada após os EUA classificarem o PCC como organização terrorista estrangeira.

Notícias do Mundo – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções econômicas contra dois brasileiros e quatro empresas por suposta participação em uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o governo americano, a medida foi adotada após investigações conduzidas pelo FBI, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e pela força-tarefa do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Leia mais: Venezuela tem colapso hospitalar após terremotos, alerta OMS

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As sanções determinam o bloqueio de bens e ativos que estejam sob jurisdição dos Estados Unidos. Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras americanas ficam proibidos de realizar negócios com os sancionados.

Quem são os brasileiros e as empresas sancionadas

Os brasileiros incluídos na lista de sanções são:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada;
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

As empresas sancionadas são:

  • Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda;
  • Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda;
  • Wave Construções Inteligentes Ltda;
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (Portugal).

De acordo com o Departamento do Tesouro, Victor Shimada teria atuado como intermediário entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, movimentando mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades criminosas em diversas cidades dos Estados Unidos.

Ainda conforme o comunicado, os recursos eram enviados ao Brasil por meio de operações envolvendo criptomoedas.

Qual é a ligação da Victory Trading com o caso Corinthians

O governo americano cita que Victor Shimada é sócio da Victory Trading, empresa que já aparece em investigações conduzidas no Brasil sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a empresa Vai de Bet. Sem mencionar nominalmente o clube, o Departamento do Tesouro afirma que a empresa foi utilizada para lavar recursos desviados por meio de um esquema fraudulento de publicidade.

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As investigações brasileiras também apontam que a Victory Trading realizou um repasse de R$ 200 mil para outra empresa investigada, valor que teria sido destinado posteriormente a uma companhia registrada em nome de um suposto “laranja”.

Já Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira é apontada pelas autoridades americanas como secretária e colaboradora de Shimada, responsável por organizar a logística da coleta de dinheiro em espécie.

O que muda com as sanções dos Estados Unidos

As medidas anunciadas pelos EUA têm efeitos financeiros e comerciais relevantes.

Entre as principais consequências estão:

  • bloqueio de ativos sob jurisdição americana;
  • proibição de negócios com pessoas e empresas dos Estados Unidos;
  • possibilidade de aplicação de sanções secundárias contra bancos e instituições financeiras estrangeiras que realizarem operações consideradas relevantes com os alvos.

Na prática, as restrições podem dificultar operações internacionais, acesso ao sistema financeiro global e negociações comerciais envolvendo empresas e instituições que mantenham relação com os sancionados.

Por que os EUA estão endurecendo as medidas contra o PCC

As sanções ocorrem menos de um mês após o governo do presidente Donald Trump classificar oficialmente o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

Com esse enquadramento, as autoridades americanas passam a ter instrumentos jurídicos mais amplos para rastrear ativos, aplicar sanções financeiras e responsabilizar pessoas ou empresas acusadas de prestar apoio às organizações.

A classificação também permite restrições migratórias, cancelamento de vistos e outras medidas contra indivíduos considerados vinculados às facções.

Contexto para o Amazonas: Embora a decisão tenha sido tomada pelos Estados Unidos e envolva empresas sediadas fora do estado, o combate às redes de lavagem de dinheiro e ao financiamento de organizações criminosas tem impacto nacional. Especialistas apontam que o fortalecimento da cooperação internacional pode atingir estruturas financeiras utilizadas por facções que atuam em diferentes regiões do Brasil, incluindo a Amazônia.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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