Casal de jovens lésbicas é assaltado e estuprado por cerca de duas horas: “Ele mandava a gente olhar para ele para ver o nosso desespero”
Vítimas de 19 e 20 anos afirmam que foram mantidas sob ameaça de um facão, abusadas em área de mata.
- Foto: Reprodução
Resumo
- O crime: Duas jovens foram assaltadas e estupradas durante cerca de duas horas em Sobradinho (DF).
- Como ocorreu: O suspeito as abordou com um facão, roubou pertences e as levou para uma área de mata, onde ocorreram os abusos.
- Como terminou: As vítimas conseguiram fugir após reagirem e receberam ajuda de um motorista de aplicativo.
- Situação do suspeito: O homem foi preso pela Polícia Civil, teve a prisão convertida em preventiva e é investigado por possível envolvimento em outros crimes.
Notícias do Brasil – Duas estudantes, de 19 e 20 anos, viveram momentos de terror na noite da última terça-feira (30), em Sobradinho, no Distrito Federal. Segundo relato de uma das vítimas ao portal Metrópoles, elas foram rendidas por um homem armado com um facão enquanto caminhavam para casa após desembarcarem na Rodoviária de Sobradinho.
De acordo com a jovem, o ônibus que normalmente utilizavam não passou naquele dia, obrigando as duas a fazer o restante do trajeto a pé. Durante o percurso, perceberam que estavam sendo seguidas e, em seguida, foram surpreendidas pelo criminoso.
Como o criminoso agiu durante o ataque?
Segundo o depoimento, o suspeito anunciou o assalto apontando um facão de cozinha para as vítimas. Após exigir celulares e revistar mochilas, passou a acreditar que elas escondiam os aparelhos, tornando-se ainda mais agressivo.
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Sob ameaças de morte, obrigou as jovens a entregar joias, óculos e outros objetos pessoais. Em seguida, determinou que retirassem as roupas para procurar os celulares e as levou para uma área de mata, onde, conforme o relato, ocorreram os estupros.
A vítima afirmou que, durante toda a ação, o agressor exigia que elas olhassem para ele e fazia ameaças constantes para aumentar o medo do casal.
Como as vítimas conseguiram escapar?
Mesmo sob violência, as duas tentaram proteger uma à outra durante todo o ataque. Ao perceber que elas mantinham um relacionamento, o suspeito passou a ameaçar matar uma delas caso a outra reagisse.
Em um momento de oportunidade, a jovem de 20 anos conseguiu tomar a faca das mãos do agressor e tentou golpeá-lo. Ela não conseguiu acertá-lo porque estava sem os óculos e tinha dificuldade para enxergar.
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Durante a luta, uma das vítimas correu em direção à rua enquanto a outra gritava para que seguisse em direção à iluminação da via. As duas conseguiram alcançar a avenida e foram socorridas por um motorista de aplicativo, que as levou até a 13ª Delegacia de Polícia.
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Como ocorreu a prisão do suspeito?
Após receber a denúncia, policiais civis da 13ª Delegacia localizaram Paulo Sérgio Sousa, de 42 anos, nas proximidades do local do crime.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito tentou se esconder embaixo de um caminhão, mas foi encontrado e preso. Com ele, os investigadores recuperaram objetos pertencentes às vítimas.
A corporação informou ainda que, antes mesmo de ser questionado sobre violência sexual, o homem afirmou espontaneamente que “não havia estuprado ninguém”, comportamento que, segundo os investigadores, reforçou os indícios de autoria.
As vítimas foram encaminhadas ao hospital para atendimento médico e realização dos protocolos previstos para casos de violência sexual. Posteriormente, reconheceram formalmente o suspeito na delegacia.
Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A Polícia Civil investiga se o homem pode estar envolvido em outros crimes sexuais registrados na região.
O que o caso reforça sobre segurança e atendimento às vítimas?
O relato das jovens também chama atenção para a importância do socorro imediato em situações de risco. Segundo uma das vítimas, diversos veículos passaram pelo local enquanto elas tentavam pedir ajuda, mas ninguém parou.
Especialistas em segurança pública orientam que, ao presenciar uma situação suspeita, a população acione imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190, evitando intervenções diretas quando houver risco, mas fornecendo informações que possam acelerar o atendimento às vítimas e a localização do suspeito.
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