Alexandre de Moraes decide manter Bolsonaro em prisão domiciliar
Ex-presidente continua sob monitoramento de tornozeleira.
- Foto: Reprodução
Resumo
- Decisão: Alexandre de Moraes prorrogou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
- Restrições mantidas: Bolsonaro continuará usando tornozeleira eletrônica e segue proibido de acessar redes sociais e utilizar celular.
- Nova determinação: O STF ordenou a apreensão de dez armas registradas em nome do ex-presidente.
- Prazo: Moraes não definiu uma nova data para o fim da prisão domiciliar.
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão, Bolsonaro permanecerá sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e continuará sujeito às medidas cautelares impostas pelo Supremo.
Moraes não estabeleceu um novo prazo para o encerramento da prisão domiciliar.
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Quais restrições continuam valendo?
Além da tornozeleira eletrônica, o ex-presidente permanece proibido de:
- utilizar telefone celular;
- acessar redes sociais, direta ou indiretamente;
- gravar vídeos para publicação na internet;
- receber visitas sem autorização judicial.
Segundo a decisão, policiais militares do Distrito Federal continuarão responsáveis pela segurança da residência onde Bolsonaro cumpre a medida.
O que o STF decidiu sobre as armas?
Na mesma decisão, Alexandre de Moraes determinou:
- a suspensão do porte de arma de Jair Bolsonaro;
- a apreensão de dez pistolas e espingardas registradas em nome do ex-presidente.
A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF).
A medida foi tomada após a repercussão da apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares de Bolsonaro.
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Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha concluído que a arma estava regular e não tenha indiciado o ex-presidente, Moraes entendeu que o armamento deve permanecer apreendido.
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Bolsonaro pode voltar ao regime fechado?
Na decisão, Moraes advertiu que o descumprimento das condições impostas poderá resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno imediato ao regime fechado.
Ao mesmo tempo, o ministro reconheceu que Bolsonaro não praticou falta grave relacionada ao episódio envolvendo a arma apreendida com seu segurança.
Segundo Moraes, não existem elementos que justifiquem, neste momento, o retorno do ex-presidente ao sistema prisional.
Qual é o contexto do caso?
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Após passar por uma cirurgia e apresentar quadro de pneumonia bacteriana, o ex-presidente obteve autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos humanitários.
O benefício teve início em 27 de março e o prazo inicial de 90 dias se encerrou em 25 de maio. Agora, a medida foi prorrogada por decisão do STF, sem previsão para seu término.
Contexto
A decisão mantém inalteradas as principais restrições impostas ao ex-presidente enquanto o Supremo acompanha sua situação processual e de saúde. Além da continuidade da prisão domiciliar, a apreensão das armas e a manutenção das medidas cautelares reforçam que o descumprimento das determinações poderá acarretar o retorno ao regime fechado.
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