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ONU eleva alerta para super El Niño e prevê aumento das temperaturas globais até 2027

Organização Meteorológica Mundial afirma que fenômeno está se fortalecendo no Oceano Pacífico e deve provocar calor recorde e eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta.

Por Natan AMPOST

04/07/2026 às 14:22

Resumo

  • Novo alerta: A ONU elevou a previsão para um El Niño forte nos próximos meses.
  • Impacto: O fenômeno deve aumentar as temperaturas globais e intensificar eventos climáticos extremos.
  • Regiões afetadas: América do Sul, América Central, Caribe, partes da Ásia e outras regiões podem enfrentar mudanças significativas no clima.
  • Duração: Os efeitos devem persistir até o fim de 2026 e se estender por 2027.

Notícias do Mundo A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou nesta sexta-feira (3) que elevou sua previsão para o desenvolvimento de um forte El Niño nos próximos meses.

Segundo a entidade, há um consenso entre os modelos climáticos de que o fenômeno já está se formando no Pacífico Equatorial e deverá ganhar intensidade ao longo do segundo semestre.

A OMM informou ainda que poderá revisar novamente a previsão caso os próximos dados indiquem um evento de intensidade ainda maior.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

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Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e influencia o regime de chuvas e temperaturas em diversas partes do mundo.

Normalmente, o fenômeno dura entre nove e doze meses, mas seus impactos podem permanecer por um período mais longo.

Quais impactos são esperados?

Segundo a OMM, um El Niño forte aumenta significativamente a probabilidade de eventos meteorológicos extremos.

Entre os principais efeitos previstos estão:

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  • aumento das temperaturas globais;
  • recordes de calor em diversas regiões;
  • períodos de seca acima do normal;
  • mudanças no regime de chuvas;
  • maior ocorrência de eventos climáticos severos.

De acordo com o cientista da OMM, Álvaro Silva, anos marcados pelo El Niño costumam registrar as maiores temperaturas médias já observadas no planeta.

Quais regiões podem ser mais afetadas?

As previsões sazonais da ONU indicam condições mais secas do que o normal em várias partes do mundo.

Entre as regiões citadas estão:

  • América do Sul;
  • América Central;
  • Caribe;
  • partes da América do Norte;
  • sul da Ásia durante o período das monções;
  • Indonésia e países do Sudeste Asiático.

Cada região poderá experimentar impactos diferentes, variando entre estiagens prolongadas, ondas de calor e alterações no volume de chuvas.

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O que aconteceu na Europa?

A atualização da OMM ocorre poucos dias após a Europa registrar a pior onda de calor de sua história recente entre 20 e 28 de junho.

Segundo especialistas, as altas temperaturas provocaram:

  • sobrecarga dos sistemas de saúde;
  • interrupções na geração de energia;
  • danos à infraestrutura.

Os cientistas destacam que o calor extremo foi impulsionado pelas mudanças climáticas, e o fortalecimento do El Niño pode contribuir para elevar ainda mais as temperaturas médias globais.

Como o El Niño pode afetar o Amazonas?

Embora a OMM tenha apresentado uma previsão global, historicamente episódios intensos de El Niño costumam aumentar o risco de estiagens na Amazônia.

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Leia mais: Setor de navegação do Amazonas pede redução do ICMS do diesel para enfrentar seca severa provocada pelo El Niño

Períodos de seca podem provocar:

  • redução do nível dos rios;
  • dificuldades no transporte fluvial;
  • impactos no abastecimento de comunidades isoladas;
  • aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.

Os efeitos específicos para o Amazonas dependerão das próximas atualizações dos órgãos meteorológicos brasileiros.

Contexto

O Amazonas já enfrentou episódios severos associados ao El Niño nos últimos anos, com secas históricas que afetaram a navegação, o abastecimento de municípios do interior e a biodiversidade da floresta. Por isso, o fortalecimento do fenômeno é acompanhado de perto por autoridades ambientais, Defesa Civil e setores produtivos que dependem dos rios para transporte e logística.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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