Silas Malafaia defende Sóstenes Cavalcante e chama Flávio Dino de “comunista do pior ramo”
Pastor criticou investigação da Polícia Federal sobre suposto desvio de verba parlamentar.
- Foto: Adriano Machado
Resumo
- Defesa do deputado: Silas Malafaia saiu em defesa do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.
- Ataques ao STF: O pastor criticou o ministro Flávio Dino, relator do caso, e o chamou de “comunista do pior ramo”.
- Dinheiro apreendido: A PF investiga a origem de R$ 468,7 mil encontrados em espécie com o parlamentar.
- Operação: O caso integra a terceira fase da Operação Rent a Car, que apura supostos desvios de recursos da cota parlamentar por contratos de aluguel de veículos.
Notícias do Brasil – O pastor Silas Malafaia publicou vídeo nesta segunda-feira (6) em defesa do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados. A manifestação ocorreu após o avanço de uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, conhecida como Ceap.
Malafaia negou as suspeitas contra o deputado e classificou como “safadeza” as acusações relacionadas ao aluguel de um veículo pago com verba parlamentar.
“Eu andei nesse Corolla várias vezes quando eu vou a Brasília e pego carona com Sóstenes para ir ao Congresso Nacional”, afirmou o pastor.
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Qual é a explicação apresentada para os R$ 468,7 mil apreendidos
Sobre os R$ 468,7 mil apreendidos em espécie com Sóstenes Cavalcante, Malafaia afirmou que o dinheiro seria resultado da venda de um imóvel. Segundo a versão apresentada pelo líder religioso, o deputado teria comprado a residência em 2023, declarado o bem no Imposto de Renda e colocado o imóvel à venda em março de 2025.
Malafaia disse que, após não encontrar comprador inicialmente, o imóvel teria sido vendido a um pecuarista e advogado por R$ 500 mil em dinheiro.
“O deputado não conhece os advogados apontados pela investigação”, declarou o pastor, ao desafiar a PF a verificar os registros telefônicos dos envolvidos.
Por que Silas Malafaia atacou Flávio Dino
Durante o vídeo, Malafaia dirigiu críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, relator do caso na Corte. “Quem é que está comandando esse inquérito? É aqui que começa a trama. O comunista Flávio Dino”, declarou.
Em outro trecho, o pastor afirmou que Dino seria “comunista do pior ramo que tem, o leninista”.
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As declarações representam a posição de Malafaia e foram feitas sem apresentação, no vídeo citado, de elementos que comprovem a alegação de uma “trama” na condução da investigação.
O que a Polícia Federal investiga no caso de Sóstenes Cavalcante
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que rastreou a origem dos R$ 468,7 mil apreendidos com Sóstenes Cavalcante até dois irmãos advogados investigados por movimentações superiores a R$ 15 milhões em saques em espécie. De acordo com a corporação, os valores teriam passado por empresas do mesmo grupo antes dos saques, em uma dinâmica que, segundo os investigadores, poderia dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos.
A apuração faz parte da terceira fase da Operação Rent a Car, que investiga suspeitas de desvio de recursos da Ceap por meio de contratos de locação de veículos.
Sóstenes Cavalcante foi alvo da operação
Embora o deputado não tenha sido alvo desta etapa da Operação Rent a Car, a Polícia Federal questiona a versão apresentada para explicar a origem do dinheiro apreendido. A investigação também aponta inconsistências na documentação relacionada à suposta venda do imóvel citada pela defesa.
O caso segue sob apuração, e as versões apresentadas por Malafaia e pelos investigadores deverão ser analisadas no andamento do inquérito.
Por que o caso chama atenção no debate político nacional
O episódio envolve um dos principais líderes do PL na Câmara, partido que tem papel central na oposição ao governo federal e em articulações para as eleições de 2026. Além das acusações investigadas, o caso ganhou repercussão pela troca de críticas entre aliados do deputado e integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Para o leitor, é importante separar as declarações políticas das informações processuais: a investigação ainda está em andamento e não há condenação judicial mencionada no caso.
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