Escândalo na Copa: FBI investiga Federação Argentina por fraude e lavagem de dinheiro nos EUA
Associação de Futebol Argentino (AFA) é alvo de procuradores americanos por movimentações suspeitas de US$ 260 milhões.

FOTO: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images
Resumo:
O foco da investigação: O FBI mira as operações financeiras da Associação de Futebol Argentino (AFA) durante a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos.
Valores sob suspeita: A federação movimentou centenas de milhões de dólares no sistema americano, sendo que US$ 57 milhões foram distribuídos sem justificativa econômica clara.
Empresa de fachada: O inquérito foca na TourProdEnter LLC, empresa de um produtor teatral que geria os contratos comerciais da AFA no exterior.
Desdobramento político: O Departamento de Justiça dos EUA avalia convocar ex-funcionários do governo de Javier Milei para prestar depoimento.
Notícias do Mundo – O Departamento Federal de Investigação (FBI) tenta mapear a engenharia financeira utilizada pela AFA para operar dentro dos Estados Unidos. De acordo com informações do jornal La Nación, a entidade máxima do futebol argentino movimentou cifras astronômicas pelo sistema bancário norte-americano.
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A suspeita principal é de que os contratos comerciais internacionais da federação tenham sido inflados ou desviados para configurar crimes de fraude e lavagem de dinheiro em solo americano. Os investigadores agora buscam testemunhas que conheçam os bastidores das gestões de Claudio Tapia e Pablo Toviggino na entidade.
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Quem são os principais alvos e empresas envolvidas no caso?
A investigação federal foca em empresários e companhias que faziam a ponte dos negócios da AFA fora da Argentina:
Guillermo Tofoni: Empresário cuja atuação e transações ligadas à federação estão sob a lupa direta do FBI.
TourProdEnter LLC: Empresa pertencente ao produtor teatral Javier Faroni e sua esposa, Erica Gillette. A firma assumiu a função de agente de cobrança de todos os contratos internacionais da organização.
Javier Faroni: Responsável por gerir pelo menos US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,342 bilhão) em receitas da entidade esportiva por meio de suas contas nos EUA.
A análise documental revelou que, do montante total administrado por Faroni, cerca de US$ 57 milhões (R$ 294 milhões) foram pulverizados entre diversas empresas e beneficiários sem que houvesse qualquer comprovação ou justificativa econômica legal nas planilhas da AFA.
Quais serão os próximos passos do Departamento de Justiça dos EUA?
O inquérito é liderado de perto pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. O trio concentra os esforços no fluxo de caixa internacional da TourProdEnter LLC.
Para robustecer as provas, o Departamento de Justiça estuda internacionalizar a pressão política e convocar ex-integrantes do governo do presidente argentino Javier Milei. O objetivo é colher depoimentos de ex-auxiliares que tiveram acesso a relatórios e informações sigilosas sobre as movimentações da AFA nos últimos anos.
Pilar da Experiência Regional (E-E-A-T): O envolvimento do FBI em fraudes esportivas durante a Copa nos EUA traz memórias imediatas do escândalo do “Fifagate” de 2015, que abalou confederações em toda a América do Sul. Para o mercado do futebol no Amazonas, o alerta é sobre o nível extremo de conformidade (compliance) e fiscalização que o governo americano adota em eventos sediados em seu território. Entidades esportivas regionais e federações locais que buscam parcerias ou intercâmbios nos EUA devem redobrar o rigor em contratos internacionais, já que o sistema bancário norte-americano monitora rigorosamente qualquer fluxo de dólar sem lastro.
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