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Justiça manda soltar sancionados pelos EUA em investigação sobre suposta ligação com PCC

Decisão da Justiça Federal revogou a prisão de sete investigados da Operação Exchange; outros seis tiveram prisão preventiva decretada.

Por Jonas Souza

08/07/2026 às 13:58

Resumo

  • Decisão: Justiça Federal revogou a prisão temporária de sete investigados da Operação Exchange.
  • Sancionada pelos EUA: Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira está entre os beneficiados pela soltura.
  • Novas prisões: Seis investigados tiveram a prisão preventiva decretada, incluindo Victor Henrique de Oliveira Shimada.
  • Investigação: Polícia Federal apura suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Notícias do Brasil – A Justiça Federal mandou soltar sete investigados da Operação Exchange, entre eles Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelos Estados Unidos por suspeita de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A decisão revogou as prisões temporárias, mas determinou a prisão preventiva de outros seis investigados.

Leia mais: URGENTE: PF faz buscas por armas e munições na casa de Jair Bolsonaro em Brasília

A decisão da 7ª Vara Criminal Federal também revogou as prisões de outros seis investigados detidos na operação. Segundo a defesa de Stella, a decisão deveria ser cumprida ainda nesta terça-feira. Os advogados afirmaram que não comentariam os autos por causa do sigilo judicial.

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Por que Stella Stefanie foi alvo de sanções dos Estados Unidos

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi incluída na lista de sanções do governo dos Estados Unidos na semana passada. As autoridades americanas apontam que ela teria atuado como colaboradora de Victor Henrique de Oliveira Shimada, empresário investigado por supostamente operar uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Segundo a apuração, Stella seria responsável pelo apoio logístico e pela coleta de grandes quantias em dinheiro. s sanções dos Estados Unidos podem prever bloqueio de bens em território norte-americano e atingir empresas controladas direta ou indiretamente pelos alvos.

Quem teve prisão preventiva decretada na Operação Exchange

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de seis investigados no caso. Eles são apontados pela Polícia Federal como integrantes da estrutura investigada.

Entre os alvos estão:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como coordenador logístico e financeiro do grupo;
  • Ygor Fokin Saviolli, investigado por suposta coordenação financeira e logística;
  • Amauri Henrique de Oliveira, suspeito de prestar apoio operacional e transportar dinheiro em espécie;
  • Anderson Gonçalves Amaral, sócio-administrador de empresa investigada;
  • Romany Cutolo Bonente, conhecido como “Roma”, apontado como operador financeiro;
  • Diego Lameiro Diz, investigado por suposto suporte à abertura de empresas de fachada.

Segundo a decisão, os investigados não localizados no Brasil são considerados foragidos. Ygor Fokin Saviolli, porém, foi preso em janeiro deste ano nos Estados Unidos, durante uma fiscalização de fronteira em um aeroporto da Flórida.

Quem mais foi solto pela Justiça

Além de Stella, a Justiça negou a conversão da prisão temporária em preventiva para outros seis investigados.

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Os beneficiados pela decisão são:

  • Carlos Henrique Costa Almeida;
  • João Gilberto Codognotto, conhecido como “Giba”;
  • Gabriel Innocente;
  • Jefferson Costa de Britis;
  • Leandro de Proença;
  • Paulo Roberto Macedo, conhecido como “Urso”.

A revogação da prisão não encerra a investigação nem representa absolvição. O inquérito continua sob responsabilidade da Polícia Federal e da Justiça Federal.

O que a Operação Exchange investiga

A Operação Exchange foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas. De acordo com a investigação, os recursos teriam sido movimentados por meio de uma estrutura que incluía empresas, contas bancárias, transporte de valores e operações com criptomoedas.

Entre as práticas investigadas estão:

  • transferências de criptoativos;
  • operações bancárias de alto valor;
  • transporte de dinheiro em espécie;
  • repasses entre pessoas físicas e jurídicas;
  • criação e uso de empresas suspeitas de ocultar a origem de recursos.

Em tese, os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Quem é Victor Shimada, apontado como “doleiro moderno” pela PF

Victor Henrique de Oliveira Shimada é investigado pela Polícia Federal por supostamente utilizar uma rede com mais de 70 empresas para movimentar recursos de origem ilícita. Policiais federais envolvidos na investigação o descrevem como um “doleiro moderno”, expressão usada para se referir a operadores que movimentam recursos fora dos mecanismos financeiros regulares. Segundo as autoridades dos Estados Unidos, Shimada teria sido um elo entre pessoas ligadas ao PCC na Flórida e traficantes internacionais. A acusação aponta suspeita de movimentação de mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos.

As suspeitas ainda serão analisadas durante o andamento do processo. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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