Justiça manda soltar dois suspeitos pela morte de jovem lançada sem corda em salto radical
Decisão atende a pedido da Polícia Civil após descartar participação direta dos investigados; quatro pessoas seguem presas e foram denunciadas pelo Ministério Público.

(Foto: Divulgação)
Resumo
O que aconteceu: A Justiça de São Paulo revogou a prisão temporária de dois investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu de uma ponte durante salto de rope jump em Limeira (SP).
Quem foi solto: João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Eles estavam presos desde 20 de junho, mas não foram indiciados pela polícia nem denunciados pelo Ministério Público por falta de provas.
Situação dos demais: Outros quatro integrantes e organizadores do evento continuam presos e viraram réus por homicídio com dolo eventual e fraude processual.
Notícias do Brasil – A juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, determinou a soltura de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. A decisão atendeu a um pedido da própria Polícia Civil, que contou com o parecer favorável do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
PUBLICIDADE
As investigações apontaram que ambos não tiveram participação direta na falha que causou a queda da jovem. João Antonio atuava na parte de baixo da ponte retirando os equipamentos dos participantes pós-salto, enquanto Gabriel operava na debreagem (frenagem da corda) e não tinha visão do momento em que a vítima foi lançada sem as amarras.
Quais organizadores do rope jump continuam presos pelo crime?
Quatro pessoas continuam presas e foram formalmente denunciadas pelo MPSP por homicídio com dolo eventual qualificado — quando se assume o risco de matar por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os réus que permanecem detidos são:
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves: Instrutores que participaram diretamente do lançamento da jovem na ponte;
Evelyne dos Santos Gonçalves: Responsável pela empresa organizadora “Entre Cordas”, denunciada por omissão imprópria e por fraude processual.
O que apontou o Ministério Público sobre a conduta dos denunciados?
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os instrutores ignoraram protocolos básicos de checagem ao permitir o salto de Maria Eduarda de uma altura de cerca de 40 metros na Ponte do Esqueleto. A jovem despencou em queda livre direta e morreu no local por politraumatismo.
LEIA MAIS: Milagre: bebê declarado morto volta a respirar horas depois dentro de necrotério
Além da negligência técnica com a segurança, a organizadora Evelyne dos Santos Gonçalves foi acusada de fraude processual. A polícia identificou que ela tentou recolher e ocultar a câmera que estava acoplada ao corpo da vítima no momento do acidente, na tentativa de obstruir as investigações oficiais.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





