Bets: Neymar é citado em ação do MP que pede 120 milhões de Virgínia Fonseca e Blaze
Atacante da Seleção Brasileira não é alvo do processo, mas documento é considerado peça-chave para investigar a estratégia de divulgação da plataforma de apostas.
Resumo
- Por que Neymar entrou no caso? O MP quer analisar o contrato do jogador com a Blaze.
- Ele responde ao processo? Não. O atleta foi citado apenas como parte das apurações.
- Quem está sendo processado? A casa de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca.
- Quanto o MP pede de indenização? Pelo menos R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
- O que motivou a ação? Suposta publicidade enganosa, incentivo às apostas e violações aos direitos dos cidadãos.
Notícias do Brasil– O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) quer acesso ao contrato firmado entre Neymar Jr. e a plataforma de apostas Blaze no âmbito da ação civil pública movida contra a empresa e a influenciadora Virginia Fonseca.
Embora o camisa 10 da Seleção Brasileira não seja réu, o órgão considera que o documento pode ajudar a esclarecer como era estruturada a estratégia de publicidade utilizada pela empresa e qual era a participação do jogador nas campanhas de divulgação.
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A Promotoria pretende analisar os valores acertados, as cláusulas contratuais e as obrigações assumidas por Neymar durante a parceria comercial.
Influenciadores também tiveram contratos solicitados
Além do atleta, o MPDFT determinou que a Blaze apresente os contratos firmados com Virginia Fonseca, Lucas Lira e Bruna Unzueta.
A investigação busca identificar se havia orientações padronizadas para os influenciadores durante as campanhas, principalmente relacionadas ao uso de expressões como “renda extra” e outras mensagens que poderiam transmitir uma falsa expectativa de lucro aos consumidores.
O procedimento também apura reclamações de usuários sobre bloqueios de contas, retenção de saldos, dificuldades para saque de valores, regras de bônus consideradas abusivas e o cumprimento das normas que regulamentam o mercado de apostas de quota fixa.
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Virginia é apontada como peça central da estratégia
Na ação, o Ministério Público sustenta que Virginia Fonseca teve papel relevante na divulgação da Blaze e afirma que a influenciadora utilizava sua credibilidade junto aos seguidores para incentivar apostas.
Segundo o promotor Paulo Roberto Binicheski, o alcance e a confiança conquistados por influenciadores digitais fazem com que recomendações comerciais tenham forte impacto sobre o comportamento do público, podendo gerar expectativas incompatíveis com a realidade do serviço anunciado.
Por esse motivo, o MP pede que Virginia e a Blaze sejam condenadas ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
MP também pede retirada de conteúdos sobre apostas
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a remoção imediata de publicações que, segundo o Ministério Público, prometam ganhos irreais, incentivem apostas em eventos esportivos específicos ou utilizem publicidade disfarçada de conteúdo pessoal.
O órgão afirma que o objetivo da ação não é apenas reparar eventuais prejuízos aos consumidores, mas também impedir que práticas consideradas abusivas continuem sendo reproduzidas nas redes sociais.
O processo tramita na 7ª Vara Cível de Brasília e ainda aguarda decisão judicial.
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