Governo adia fim do subsídio da gasolina por temor de nova alta do petróleo
Conflito entre Estados Unidos e Irã levou a equipe econômica a adotar cautela antes de encerrar o benefício que ajuda a conter o preço do combustível.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
O que aconteceu? O governo federal adiou a decisão sobre o encerramento do subsídio da gasolina.
Por que a medida foi adiada? A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã aumentou o receio de uma nova alta no preço internacional do petróleo.
Qual o próximo passo? A equipe econômica pretende reavaliar o cenário na próxima semana antes de definir quando iniciará a retirada gradual do benefício.
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Notícias do Brasil – A equipe econômica do governo federal decidiu adiar a retirada do subsídio concedido à gasolina após o agravamento da crise no Oriente Médio elevar as incertezas sobre o mercado internacional de petróleo.
A avaliação do Ministério da Fazenda é que uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã pode provocar aumento no preço do barril, refletindo diretamente no valor dos combustíveis vendidos no Brasil.
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Governo opta por cautela
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a intenção continua sendo encerrar gradualmente o programa de subsídios, mas o momento exige prudência.
De acordo com o ministro, o recente agravamento das tensões internacionais e as declarações envolvendo o fim das negociações de paz acenderam um sinal de alerta na equipe econômica, que passou a acompanhar diariamente os impactos da crise sobre a economia brasileira.
Inflação preocupa equipe econômica
O governo teme que uma retirada imediata do benefício provoque aumento no preço da gasolina e pressione a inflação.
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Além do impacto no custo de vida da população, a alta dos combustíveis pode influenciar diversos setores da economia, elevando despesas com transporte e logística.
O ministro também afirmou que o governo não estuda ampliar os subsídios atualmente em vigor, mas apenas definir o momento mais adequado para iniciar sua retirada.
Benefício foi criado durante a crise internacional
A subvenção à gasolina foi implementada como uma medida emergencial para reduzir os efeitos da alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio.
Além da gasolina, o governo adotou incentivos para outros combustíveis, como diesel, gás de cozinha e querosene de aviação, além de reduzir tributos sobre parte desses produtos.
Segundo a equipe econômica, a política sempre teve caráter temporário e dependeria da estabilização do mercado internacional para ser encerrada.
Congresso acompanha discussão
A Medida Provisória que autoriza a concessão dos subsídios teve sua validade prorrogada por mais 60 dias, dando ao governo mais tempo para decidir sobre o futuro da política.
Enquanto isso, o Executivo segue monitorando a evolução da crise internacional e seus reflexos sobre a oferta global de petróleo. A expectativa é de que a retirada do benefício ocorra de forma gradual, desde que o cenário geopolítico permita.
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