Split payment: entenda como funcionará o novo sistema que descontará impostos automaticamente nas compras
Mecanismo da reforma tributária começará em fase de testes e fará a divisão automática do pagamento entre empresas e o Fisco.
- O split payment na reforma tributária separa automaticamente, no momento do pagamento, a parcela dos tributos e envia ao Fisco, ao invés de a empresa recolher depois.
- Funciona em tempo real: o pagador divide o valor entre vendedor (líquido) e governo (impostos), com início para Pix, boletos e transferências; cartões e vouchers entram depois.
- O cronograma prevê testes em 2026 (alíquotas simbólicas), cobrança efetiva da CBS em 2027 e conclusão da transição tributária com substituição do ICMS e do ISS pelo IBS em 2033.
- Deve movimentar volume muito maior que o Pix (estimativa de 170x), exigindo adaptação tecnológica de empresas e instituições financeiras, com impacto principalmente nos bastidores do fluxo de caixa.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Notícias do Brasil – O split payment é um dos principais mecanismos previstos na reforma tributária brasileira. O sistema fará a separação automática dos tributos no momento em que uma compra for paga, enviando imediatamente a parcela correspondente aos impostos para o governo. No modelo atual, a empresa recebe o valor integral da venda e posteriormente recolhe os tributos. Com a nova tecnologia, essa etapa será automatizada.
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Como o split payment vai funcionar
Sempre que uma compra for realizada, a instituição financeira responsável pelo pagamento fará a divisão automática dos recursos.
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Na prática:
- uma parte do valor será destinada ao vendedor;
- a outra será enviada diretamente ao Fisco;
- a empresa receberá apenas o valor líquido da operação.
Todo o processo ocorrerá em tempo real, sem necessidade de recolhimento posterior do imposto referente àquela venda.
Quais meios de pagamento serão utilizados
Na primeira fase, o sistema funcionará para:
- Pix;
- boletos bancários;
- transferências eletrônicas.
Segundo o Ministério da Fazenda, cartões de crédito, cartões de débito e vouchers serão incorporados posteriormente, conforme o cronograma de implantação.
Quando o sistema começa a valer
O cronograma definido pela reforma tributária prevê uma implantação gradual.
As principais etapas são:
- 2026: fase de testes, com alíquotas simbólicas;
- 2027: início da cobrança efetiva da CBS;
- 2033: conclusão da transição tributária, com substituição definitiva do ICMS e do ISS pelo IBS.
Durante esse período, empresas e instituições financeiras adaptarão seus sistemas ao novo modelo.
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Qual será o tamanho da operação
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o split payment deverá movimentar um volume muito superior ao do Pix.
As estimativas oficiais apontam que:
- o sistema será cerca de 170 vezes maior que o Pix;
- poderá processar aproximadamente 70 bilhões de documentos fiscais por ano;
- somente em 2026 o governo prevê investir cerca de R$ 2 bilhões no desenvolvimento da plataforma.
Hoje, o Pix realiza aproximadamente 300 milhões de operações diárias.
Qual a relação entre o split payment e a reforma tributária
O mecanismo está diretamente ligado aos novos tributos criados pela reforma tributária:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal;
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado entre estados e municípios.
Ambos foram instituídos pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentados pela Lei Complementar nº 214/2025, que redesenham o sistema tributário brasileiro.
O que muda para empresas e consumidores
Para os consumidores, a forma de realizar pagamentos continuará praticamente a mesma. A principal mudança ocorrerá nos bastidores do sistema financeiro. Já para as empresas, o recolhimento dos tributos passará a ocorrer automaticamente no momento da venda, reduzindo etapas operacionais e alterando a gestão do fluxo de caixa.
Especialistas apontam que o modelo pode diminuir a inadimplência tributária e reduzir a sonegação, mas exigirá adaptação tecnológica por parte das empresas e das instituições financeiras.
A implementação do split payment representa uma das maiores mudanças operacionais da reforma tributária. Para empresários, especialmente pequenos e médios empreendedores, será importante acompanhar as orientações da Receita Federal e das instituições financeiras sobre a adaptação dos sistemas de emissão de notas fiscais e recebimento de pagamentos. Para o consumidor, a expectativa é que o processo seja transparente, sem alterações na experiência de compra.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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