Bar do Armando diz que não pode mais reverter despejo e pede apoio da população de Manaus
Após esgotar os recursos na Justiça, representantes do tradicional Bar do Armando afirmam que a permanência no imóvel depende agora da mobilização da sociedade amazonense.
- Representantes do Bar do Armando anunciaram, em coletiva nesta segunda-feira (13), a ameaça de despejo do imóvel onde o estabelecimento funciona.
- O advogado Fausto Ventura afirmou que as medidas judiciais cabíveis já foram tomadas e que a disputa não permite mais reverter o direito de permanecer no local.
- Com mais de 60 anos no Largo de São Sebastião e reconhecido desde 2015 como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas, o bar alega que sempre operou mediante contrato de locação com a Diocese do Alto Solimões.
- A coletiva também destacou os desdobramentos da ação judicial e os impactos de uma eventual desocupação para o Centro Histórico e para a preservação do espaço cultural.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Notícias de Manaus – Representantes do Bar do Armando, localizado no centro de Manaus, realizaram uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13) para anunciar que o estabelecimento enfrenta uma ameaça de despejo e que já não há mais recursos judiciais capazes de reverter a decisão.
Durante a coletiva, o advogado do bar, Fausto Ventura, afirmou que todas as medidas cabíveis foram adotadas na Justiça.
“Tudo que tinha que ser feito no âmbito do Judiciário foi feito e nesse momento nos cortaram qualquer possibilidade de reaver esse direito de permanecer aqui nesse local”, declarou.
Segundo a defesa, o processo chegou ao fim quanto ao mérito da ação.
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Como começou a disputa pelo imóvel?
De acordo com o advogado, o Bar do Armando ocupa o imóvel há 63 anos mediante contrato de locação firmado com a Diocese do Alto Solimões.
Ele explicou que, em março de 2015, a administração recebeu uma notificação extrajudicial determinando a desocupação do imóvel.
“O bar está aqui há 63 anos, mas sempre mediante contrato de locação com a Diocese do Alto Solimões. A família não é proprietária do local. Em março de 2015 a Cláudia recebeu uma notificação extrajudicial pedindo para que desocupasse o imóvel imediatamente sem nenhuma justificativa.”
Ainda segundo Ventura, após o início da disputa foi firmado um contrato que prorrogou temporariamente a permanência no local.
O patrimônio cultural não impediu o despejo?
Segundo a defesa, um dos principais argumentos apresentados durante o processo foi justamente o reconhecimento do Bar do Armando como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas.
O advogado afirmou, no entanto, que esse fator não foi suficiente para impedir a desocupação.
“Eu queria deixar bem claro que durante esses 10 anos de peleja o que nos movia era o período que a lei nos conferia e o fato do bar ter tombamento como patrimônio cultural e imaterial, mas não logramos êxito nessa pretensão.”
Ele concluiu afirmando que a discussão judicial chegou ao fim.
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“Em resumo, nós temos um problema: não existe mais possibilidade de reverter o mérito da questão relacionado com o despejo para uso próprio promovido pela locadora.”
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
O que diz a administração do Bar do Armando?
A representante do estabelecimento, Ana Cláudia, afirmou que a expectativa agora é contar com o apoio da sociedade.
“Nós já não temos mais como lutar juridicamente para reverter essa situação. Agora só nos resta ter a força do povo amazonense que reconhece o Bar do Armando como um local cultural e histórico.”
Segundo ela, a mobilização popular passa a ser a principal esperança para tentar manter o funcionamento do estabelecimento.
Qual a importância do Bar do Armando para Manaus?
Localizado na Rua 10 de Julho, no Largo de São Sebastião, no centro de Manaus, o Bar do Armando tornou-se um dos espaços mais tradicionais da capital amazonense.
Ao longo de mais de seis décadas, o estabelecimento se consolidou como ponto de encontro de artistas, jornalistas, músicos, intelectuais, turistas e frequentadores do Centro Histórico de Manaus.
O espaço também entrou para a história por abrigar o surgimento da banda da Bica, uma das mais tradicionais manifestações do carnaval amazonense.
Desde 2015, o bar possui o reconhecimento de Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas, título que reforça sua relevância para a memória e a identidade cultural da cidade.
Contexto
O possível fechamento do Bar do Armando ocorre em um momento de debates sobre a preservação do Centro Histórico de Manaus e de seus espaços tradicionais. Além do valor comercial, o estabelecimento é considerado por frequentadores e representantes do setor cultural como um símbolo da vida boêmia e da produção artística da capital, o que amplia a repercussão da disputa judicial.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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