Aliados dizem que Bolsonaro é o único preso da história impedido até de escrever cartas e relembram que Lula tinha esse direito na cadeia
Decisão de Alexandre de Moraes suspendeu visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias ao pai.
- O ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro e abriu questionamentos sobre a publicação de uma carta.
- Aliados afirmam que Bolsonaro passou a ser o único preso impedido de divulgar correspondências, e comparam o caso ao de Lula, que teria escrito cartas e recebido muitas visitas enquanto preso.
- A decisão teria sido motivada por um vídeo de Flávio lendo uma “carta aos brasileiros”, visto por Moraes como possível tentativa de burlar medida que proíbe o uso de redes sociais.
- A defesa de Bolsonaro terá 48 horas para esclarecer se houve autorização/conhecimento sobre a divulgação pública da carta, enquanto a suspensão das visitas segue valendo.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Notícias do Brasil – Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que ele passou a ser tratado de forma injusta após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que por ter escrito uma carta o penalizou suspendendo por por 90 dias as visitas do seu filho senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Segundo os bolsonaristas, o político é o único preso impedido de divulgar cartas, situação que, na avaliação deles, contrasta com o tratamento dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve preso entre 2018 e 2019.
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Além da suspensão das visitas, Moraes concedeu prazo de 48 horas para que a defesa esclareça se Bolsonaro tinha conhecimento de que o documento seria divulgado publicamente.
O que motivou a decisão de Alexandre de Moraes?
A decisão foi tomada depois que Flávio Bolsonaro publicou um vídeo fazendo a leitura de uma “carta aos brasileiros” escrita pelo ex-presidente.
Na avaliação de Alexandre de Moraes, o episódio representou uma tentativa de burlar a medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.
Por isso, além de suspender as visitas do senador, o ministro determinou que a defesa informe se o ex-presidente autorizou ou tinha conhecimento da divulgação pública da carta.
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Qual foi a comparação feita com Lula?
A reação de parlamentares bolsonaristas resgatou o período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
Na época, Lula escreveu cartas que foram divulgadas publicamente e recebeu diversas visitas de aliados políticos.
O senador Sergio Moro (União-PR) afirmou que, durante o período de prisão, Lula recebeu 572 visitas, incluindo 21 encontros com Fernando Haddad, então candidato à Presidência da República.
Segundo Moro, os visitantes concediam entrevistas relatando as conversas mantidas com o petista.
🚨 Moro compara caso e diz que Lula teve 572 visitas em 2018, incluindo Haddad
Sergio Moro criticou a decisão de Moraes de suspender visitas de Flávio a Bolsonaro, lembrando que Lula recebeu 572 visitas em 2018, sendo 21 do então candidato Fernando Haddad, sem qualquer… pic.twitter.com/VtMI1hbSDH
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) July 13, 2026
Em 2018, durante a campanha eleitoral, o então ex-presidente Lula – que estava preso na Superintendência da PF – escreveu uma carta que foi lida em um ato de campanha de Fernando Haddad, candidato à Presidência na ocasião. pic.twitter.com/6KHaz3z6KE
— Sam Pancher (@SamPancher) July 13, 2026
O que disse Sergio Moro?
Em publicação nas redes sociais, Moro criticou a decisão do STF e afirmou que nunca cogitou restringir visitas ou correspondências de Lula.
O senador também declarou que Bolsonaro “não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso”, reforçando as críticas à decisão do Supremo.
O que argumenta a defesa de Flávio Bolsonaro?
A defesa do senador afirmou que a decisão viola garantias previstas na Constituição, na Lei de Execução Penal e no Estatuto da Advocacia.
Os advogados destacam que a legislação assegura aos presos:
- O direito de receber visitas de familiares;
- O direito de manter comunicação com o mundo exterior.
A defesa também sustenta que Flávio Bolsonaro atua como advogado do pai e, por isso, a proibição também afetaria a comunicação entre defensor e cliente.
O que acontece agora?
A defesa de Jair Bolsonaro terá prazo de 48 horas para responder aos questionamentos feitos por Alexandre de Moraes sobre a divulgação da carta.
Enquanto isso, permanece em vigor a decisão que suspende por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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