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Flávio Dino cobra transparência nas emendas e dá 30 dias para Congresso prestar explicações

Ministro do STF afirma que apenas parlamentares podem indicar emendas e exige explicações sobre os mecanismos de transparência.

Por Jonas Souza

14/07/2026 às 13:29

  • O ministro Flávio Dino (STF) afirmou que apenas deputados e senadores têm legitimidade constitucional para propor e deliberar emendas parlamentares, criticando a “terceirização/privatização” dessas emendas por terceiros.
  • A decisão determina prazo de 30 dias para Câmara, Senado, Ministério da Saúde, Conass e Conasems informarem como garantem transparência e rastreabilidade das emendas, além de sugerirem melhorias no controle.
  • O STF quer detalhamento sobre a distribuição dos recursos e mecanismos para acompanhar a aplicação desde a indicação até a execução, incluindo avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional sobre padronização de códigos contábeis.
  • A medida não muda as regras das emendas, mas amplia a fiscalização para verificar se os sistemas atuais identificam quem indicou, para onde foi o dinheiro e como está sendo usado, no contexto de investigações sobre influência de terceiros.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Brasil – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que apenas deputados e senadores têm legitimidade constitucional para propor e deliberar sobre emendas parlamentares. Na decisão publicada nesta terça-feira (14), o magistrado criticou o que chamou de “mercado de terceirização ou privatização de emendas”, argumentando que a prática contraria os princípios da moralidade, da legalidade e da finalidade na administração pública.

Segundo Dino, permitir que ex-parlamentares ou dirigentes partidários influenciem a destinação de recursos do Orçamento da União representa uma distorção do modelo previsto pela Constituição.

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Quais órgãos terão de prestar informações ao STF

A decisão estabelece prazo de 30 dias para que diferentes instituições expliquem quais mecanismos utilizam para garantir transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

Entre os órgãos que deverão se manifestar estão:

  • Câmara dos Deputados;
  • Senado Federal;
  • Ministério da Saúde;
  • Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass);
  • Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Além de detalhar os procedimentos atuais, os órgãos deverão apresentar sugestões para aprimorar o sistema de controle dos recursos.

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O que o STF quer saber sobre o rastreamento das emendas

Flávio Dino determinou que sejam apresentadas informações claras sobre como ocorre a distribuição dos recursos e quais mecanismos permitem acompanhar a aplicação do dinheiro público desde a indicação até sua execução. O ministro também solicitou que a Secretaria do Tesouro Nacional informe se existe viabilidade técnica para padronizar os códigos contábeis utilizados na liberação das emendas, medida que pode facilitar a fiscalização dos gastos.

Qual o contexto da decisão

A nova determinação integra o acompanhamento feito pelo STF sobre as medidas de transparência das emendas parlamentares. O despacho foi publicado poucos dias após o bloqueio de bens do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do ex-deputado Eduardo Cunha, investigados por supostamente influenciarem a indicação de emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar.

Na decisão, Dino afirmou que a participação de terceiros na definição dos recursos públicos configura um “vício insanável” por contrariar os princípios constitucionais da administração pública.

O que muda com a decisão

Neste momento, a decisão não altera as regras das emendas parlamentares, mas amplia a fiscalização sobre sua execução. O objetivo do STF é verificar se os mecanismos atuais garantem transparência suficiente para identificar quem indicou os recursos, para onde o dinheiro foi destinado e como ele está sendo aplicado.

O debate sobre a transparência das emendas parlamentares tem ocupado espaço nas discussões entre os Poderes nos últimos anos. As decisões do STF buscam fortalecer mecanismos de controle sobre recursos públicos, permitindo maior rastreabilidade dos valores destinados a estados, municípios e entidades beneficiadas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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