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Senado aprova MP do Frete; veja o que muda para caminhoneiros e transportadoras

Texto mantém o piso mínimo do frete, endurece punições para quem descumprir a regra e segue para sanção do presidente Lula.

Por Jonas Souza

14/07/2026 às 21:15

  • O Senado aprovou a Medida Provisória que altera o piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, mantendo a exigência de frete mínimo, mas retirando a previsão de piso nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância.
  • A definição e atualização do piso do frete seguem com a ANTT, com valores calculados por fatores como distância, tipo de carga, número de eixos e custos (ex.: diesel e pedágios), além de atualização quando o combustível variar mais de 5%.
  • A MP endurece a fiscalização e as punições para quem pagar abaixo do piso, com multas que podem chegar a R$ 1 milhão e possibilidade de suspensão/cancelamento do registro, incluindo intermediadores e plataformas digitais.
  • O texto também aborda anistia de multas das manifestações de 2022, mas o governo indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar esse trecho.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Brasil – O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a Medida Provisória que altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. A proposta mantém a obrigatoriedade de um valor mínimo para o frete, mas retira do texto a previsão de um piso nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância.

Segundo os senadores, a fixação de um valor pelo Congresso poderia ser considerada inconstitucional. Com isso, a definição do piso continua sob responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Leia mais: Veja como votou a bancada do Amazonas na ‘pauta-bomba’ da aposentadoria dos agentes de saúde

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Quem define o valor do frete mínimo

A ANTT continuará sendo responsável por calcular e atualizar a tabela do piso mínimo do frete.

Os valores levarão em consideração fatores como:

  • Distância percorrida;
  • Tipo de carga transportada;
  • Número de eixos do veículo;
  • Custos operacionais, como diesel e pedágios.

A agência também deverá atualizar os valores sempre que houver variação superior a 5% no preço do combustível, em até três dias úteis.


Quais serão as punições para quem descumprir a regra

A medida provisória endurece a fiscalização sobre empresas e contratantes que pagarem abaixo do piso mínimo.

Entre as penalidades previstas estão:

  • Multas que podem chegar a R$ 1 milhão;
  • Suspensão do registro do transportador;
  • Cancelamento do registro em casos de reincidência grave.

As regras também passam a atingir intermediadores e plataformas digitais que ofertem fretes abaixo do valor mínimo estabelecido.

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O que acontece com a proposta de salário de R$ 5 mil

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, parlamentares incluíram um dispositivo que criava um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância. No Senado, esse trecho foi retirado por entendimento de que caberia à legislação trabalhista e não à medida provisória estabelecer remuneração mínima para a categoria.

Assim, permanece apenas a exigência de um piso mínimo para o valor do frete.


A MP também trata das multas aplicadas nas manifestações de 2022

Sim. A proposta aprovada pelo Congresso inclui um dispositivo que anistia multas aplicadas a caminhoneiros envolvidos nas manifestações de 2022.

No entanto, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá vetar esse trecho durante a sanção presidencial.


Por que a MP foi aprovada com urgência

A medida provisória perderia a validade nesta quinta-feira (16), caso não fosse analisada pelo Congresso Nacional.

Além disso, caminhoneiros autônomos vinham pressionando pela votação e realizaram paralisações em portos, como o de Santos (SP), cobrando regras mais rígidas para garantir o cumprimento do piso do frete.


Qual o impacto para o Amazonas

No Amazonas, onde grande parte da logística depende da integração entre transporte rodoviário e hidroviário, alterações nas regras do frete podem influenciar diretamente os custos de distribuição de alimentos, combustíveis, materiais de construção e mercadorias que abastecem Manaus e municípios do interior. O endurecimento das punições busca garantir maior previsibilidade para os caminhoneiros, enquanto setores produtivos alertam para um possível aumento dos custos logísticos, que pode refletir nos preços ao consumidor.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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