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PF acusa ex-presidente do INSS de receber até R$ 250 mil mensais em propina; 48 são indiciados

Relatório final da Operação Sem Desconto aponta que Alessandro Stefanutto, codinome “Italiano”, recebia vantagens indevidas para blindar entidades que aplicavam descontos ilegais em aposentados.

Por Ivan Mota

15/07/2026 às 08:48 - Atualizado em 15/07/2026 às 09:35

  • A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas por suspeita de fraudes e desvios no INSS, com foco no ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto.
  • Segundo as investigações, Stefanutto teria atuado como facilitador e recebido propina mensal (que poderia chegar a R$ 250 mil) para omitir-se da fiscalização, enquanto associações faziam “descontos” na folha sem autorização.
  • O esquema envolveria empresas de fachada para lavar dinheiro, e provas incluem agendas, anotações e mensagens em que Stefanutto era chamado de “Italiano”, além de planilhas com a periodicidade dos pagamentos.
  • O relatório foi enviado ao STF para análise do relator (André Mendonça) e da PGR, que decidirá se oferece denúncia; caso aceita, os indiciados se tornam réus em ação penal.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

(Foto: Divulgação)

Notícias do Brasil – A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório final da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas suspeitas de participar de um megaesquema de fraudes e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O principal alvo do indiciamento é o ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto. De acordo com a corporação, Stefanutto atuava como facilitador do esquema e era beneficiário de pagamentos mensais de propina que variavam e podiam alcançar a marca de R$ 250 mil.

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Como funcionava o esquema de descontos e blindagem no INSS?

Segundo as investigações da PF encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do INSS recebia as vantagens indevidas para omitir-se de suas funções de fiscalização. Stefanutto teria pleno conhecimento de que diversas entidades associativas estavam realizando descontos diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas sem qualquer autorização dos beneficiários, mas decidiu não adotar medidas para interromper as fraudes.

Os valores que alimentavam a propina vinham diretamente dessas entidades que mantinham acordos de cooperação com o INSS. Para ocultar o rastro do dinheiro sujo, a organização criminosa utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro, incluindo uma pizzaria que servia unicamente para a movimentação e ocultação dos repasses.

O codinome “Italiano” e as provas obtidas pela PF

Durante as buscas e apreensões realizadas ao longo da operação, a Polícia Federal reuniu uma robusta base de provas contra os suspeitos. Em anotações manuscritas, agendas e mensagens interceptadas pelos agentes, o ex-presidente do INSS era tratado frequentemente pelo codinome de “Italiano”.

Para os investigadores, a recorrência desse apelido associada a valores financeiros nas planilhas apreendidas reforça a periodicidade e a sistemática dos pagamentos ilícitos feitos a ele. Além de Stefanutto, a lista de 48 indiciados abrange:

  • Empresários do setor financeiro;

  • Dirigentes de associações e entidades de classe;

  • Servidores públicos do próprio INSS que facilitavam os trâmites.

Todos foram indiciados por crimes graves como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

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Quais são os próximos passos do processo no STF?

Com a conclusão do inquérito por parte da PF, o relatório detalhado foi enviado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. O material agora será formalmente analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

LEIA MAIS: Mutirão do INSS em São Gabriel da Cachoeira encerra agendamentos nesta sexta (10); veja como participar

Caberá à PGR decidir se apresentará uma denúncia formal contra Stefanutto e os demais indiciados. Se a denúncia for aceita pelo plenário ou turma do STF, os investigados viram réus e passam a responder a uma ação penal. Até o momento, as defesas dos citados não se manifestaram publicamente sobre o indiciamento, que representa a conclusão técnica da polícia antes do crivo do Ministério Público e do Judiciário.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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