MPF recorre para condenar policiais federais acusados de agredir médico em Tabatinga
Ministério Público Federal pede que o TRF1 reverta a absolvição de três policiais e solicita condenação por lesão corporal grave.
- O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da absolvição de três agentes da Polícia Federal acusados de agredir um médico do Exército em Tabatinga (AM) em 5 de abril de 2025.
- O MPF sustenta que há provas para condenação por lesão corporal grave, abuso de autoridade e constrangimento ilegal, pedindo também a perda dos cargos públicos.
- Segundo o processo, a vítima teria sofrido socos, coronhada na testa, golpe tipo “mata-leão” até perder a consciência e foi retirada à força do local.
- O recurso será analisado pelo TRF1 após tramitar na Vara Única de Tabatinga, podendo manter ou reformar a decisão; até então, seguem valendo contraditório e ampla defesa.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: PF
Notícias do Amazonas – O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso contra a sentença que absolveu três agentes da Polícia Federal acusados de agredir um médico oficial do Exército em Tabatinga, no interior do Amazonas.
O órgão sustenta que as provas reunidas no processo demonstram a prática dos crimes de lesão corporal grave, abuso de autoridade e constrangimento ilegal, razão pela qual pede que a decisão seja reformada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Além da condenação criminal, o MPF solicita a perda dos cargos públicos ocupados pelos policiais.
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Como ocorreu a abordagem ao médico, segundo o processo
De acordo com a denúncia, o episódio aconteceu em 5 de abril de 2025, em um estabelecimento comercial de Tabatinga.
Segundo o processo, os policiais suspeitaram que o médico teria arremessado uma garrafa de vidro em direção à mesa onde eles estavam. Em seguida, iniciaram as agressões físicas.
O MPF relata que a vítima foi:
- Agredida com socos;
- Atingida com uma coronhada na testa;
- Submetida a um golpe conhecido como “mata-leão” até perder a consciência;
- Retirada do local à força, enquanto estava ensanguentada.
Ainda conforme o recurso, os agentes utilizaram distintivos funcionais para impedir a intervenção de terceiros e deram voz de prisão em situação considerada incompatível com as hipóteses previstas em lei.
Quais argumentos o MPF apresenta no recurso
O Ministério Público afirma que o laudo pericial aponta que as lesões sofridas pelo médico são de natureza grave.
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Segundo o órgão, o exame de corpo de delito registrou:
- Perigo de morte decorrente de asfixia mecânica;
- Trauma craniano;
- Deformidade permanente na face.
Para o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, responsável pelo caso, as conclusões da perícia técnica devem prevalecer sobre protocolos de atendimento hospitalar ou avaliações feitas posteriormente durante audiência judicial.
O que mais o Ministério Público pede à Justiça
Além da condenação dos três policiais, o MPF requer que a Justiça determine:
- A perda dos cargos públicos dos agentes;
- O restabelecimento do afastamento dos policiais de atividades ostensivas e missões de campo.
O recurso também aponta como circunstâncias agravantes:
- O suposto consumo de bebida alcoólica por agentes armados;
- O alegado uso de viatura oficial da Polícia Federal para fins particulares por um dos réus.
O que acontece agora no processo
O recurso foi apresentado à Vara Única da Subseção Judiciária de Tabatinga.
Após os trâmites processuais, o caso será encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que decidirá se mantém ou reforma a sentença de absolvição.
Até que haja decisão definitiva, permanecem válidos os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Tabatinga é um dos principais municípios da faixa de fronteira do Amazonas e concentra intensa atuação das forças federais de segurança. Casos envolvendo agentes públicos e supostos excessos no exercício da função costumam ter grande repercussão local, especialmente quando envolvem profissionais da saúde e militares. O recurso apresentado pelo MPF não representa condenação, mas busca que a decisão seja reavaliada pela segunda instância da Justiça Federal.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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