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MPF recorre para condenar policiais federais acusados de agredir médico em Tabatinga

Ministério Público Federal pede que o TRF1 reverta a absolvição de três policiais e solicita condenação por lesão corporal grave.

Por Jonas Souza

16/07/2026 às 16:04

  • O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da absolvição de três agentes da Polícia Federal acusados de agredir um médico do Exército em Tabatinga (AM) em 5 de abril de 2025.
  • O MPF sustenta que há provas para condenação por lesão corporal grave, abuso de autoridade e constrangimento ilegal, pedindo também a perda dos cargos públicos.
  • Segundo o processo, a vítima teria sofrido socos, coronhada na testa, golpe tipo “mata-leão” até perder a consciência e foi retirada à força do local.
  • O recurso será analisado pelo TRF1 após tramitar na Vara Única de Tabatinga, podendo manter ou reformar a decisão; até então, seguem valendo contraditório e ampla defesa.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Amazonas  – O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso contra a sentença que absolveu três agentes da Polícia Federal acusados de agredir um médico oficial do Exército em Tabatinga, no interior do Amazonas.

O órgão sustenta que as provas reunidas no processo demonstram a prática dos crimes de lesão corporal grave, abuso de autoridade e constrangimento ilegal, razão pela qual pede que a decisão seja reformada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Além da condenação criminal, o MPF solicita a perda dos cargos públicos ocupados pelos policiais.

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Leia mais: Vazamento de estireno em Manaus: Bombeiros dizem que operação deve durar mais 24 horas

Como ocorreu a abordagem ao médico, segundo o processo

De acordo com a denúncia, o episódio aconteceu em 5 de abril de 2025, em um estabelecimento comercial de Tabatinga.

Segundo o processo, os policiais suspeitaram que o médico teria arremessado uma garrafa de vidro em direção à mesa onde eles estavam. Em seguida, iniciaram as agressões físicas.

O MPF relata que a vítima foi:

  • Agredida com socos;
  • Atingida com uma coronhada na testa;
  • Submetida a um golpe conhecido como “mata-leão” até perder a consciência;
  • Retirada do local à força, enquanto estava ensanguentada.

Ainda conforme o recurso, os agentes utilizaram distintivos funcionais para impedir a intervenção de terceiros e deram voz de prisão em situação considerada incompatível com as hipóteses previstas em lei.

Quais argumentos o MPF apresenta no recurso

O Ministério Público afirma que o laudo pericial aponta que as lesões sofridas pelo médico são de natureza grave.

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Segundo o órgão, o exame de corpo de delito registrou:

  • Perigo de morte decorrente de asfixia mecânica;
  • Trauma craniano;
  • Deformidade permanente na face.

Para o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, responsável pelo caso, as conclusões da perícia técnica devem prevalecer sobre protocolos de atendimento hospitalar ou avaliações feitas posteriormente durante audiência judicial.

O que mais o Ministério Público pede à Justiça

Além da condenação dos três policiais, o MPF requer que a Justiça determine:

  • A perda dos cargos públicos dos agentes;
  • O restabelecimento do afastamento dos policiais de atividades ostensivas e missões de campo.

O recurso também aponta como circunstâncias agravantes:

  • O suposto consumo de bebida alcoólica por agentes armados;
  • O alegado uso de viatura oficial da Polícia Federal para fins particulares por um dos réus.

O que acontece agora no processo

O recurso foi apresentado à Vara Única da Subseção Judiciária de Tabatinga.

Após os trâmites processuais, o caso será encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que decidirá se mantém ou reforma a sentença de absolvição.

Até que haja decisão definitiva, permanecem válidos os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Tabatinga é um dos principais municípios da faixa de fronteira do Amazonas e concentra intensa atuação das forças federais de segurança. Casos envolvendo agentes públicos e supostos excessos no exercício da função costumam ter grande repercussão local, especialmente quando envolvem profissionais da saúde e militares. O recurso apresentado pelo MPF não representa condenação, mas busca que a decisão seja reavaliada pela segunda instância da Justiça Federal.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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