Realização do ‘Corre de quinta’ em área monitorada por vazamento de gás vira alvo de críticas em Manaus
Evento esportivo foi mantido na noite de ontem, quinta-feira (16), mesmo com a cidade sob alerta da Defesa Civil e com suspensão de aulas e expedientes devido a odores nocivos.

(Foto: Divulgação)
Notícias de Manaus – A decisão de manter a realização do tradicional evento de corrida de rua Corre de Quinta na noite de quinta-feira (16), gerou uma onda de protestos nas redes sociais. A atividade aeróbica coletiva ocorreu em meio ao alerta geral provocado por um forte vazamento de gás que afetou diversas zonas de Manaus, mantendo a região sob estrito monitoramento e atenção das autoridades de segurança e da Defesa Civil devido à dispersão de compostos nocivos na atmosfera.
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Prática de esforço físico sob condições de risco ambiental é questionada
O avanço do cheiro forte de gás pela capital já havia provocado, ao longo do dia de ontem, o cancelamento de aulas em instituições de ensino e a suspensão do expediente em empresas como medida de precaução para evitar episódios de intoxicação. Por conta disso, a manutenção de um treino de corrida de alta intensidade como o Corre de Quinta, justamente nas proximidades das áreas afetadas e monitoradas, foi vista por moradores e analistas como uma desconexão com as diretrizes básicas de saúde coletiva.
Nas plataformas digitais, internautas manifestaram forte discordância de forma indireta com a postura dos organizadores. As principais queixas apontaram que expor um grande grupo de pessoas a um esforço respiratório acentuado, em uma noite onde a qualidade do ar estava visivelmente comprometida por efluentes químicos, configurou uma falha de julgamento e de gestão de riscos, submetendo o público a uma exposição desnecessária.
Divisão nas redes expõe falta de consenso sobre alertas de segurança
Embora as recomendações gerais de segurança orientassem a população a evitar locais abertos com forte concentração do odor, o Corre de Quinta registrou a presença de participantes que optaram por minimizar o impacto do incidente ambiental. Esse comportamento também foi alvo de debates nas redes, opondo aqueles que cobravam responsabilidade técnica e suspensão imediata da prova por zelo à integridade física, e frequentadores que justificavam a realização do treino sob o argumento de que os riscos estariam sendo superestimados.
Até o momento, os órgãos de fiscalização ambiental e de saúde do município continuam monitorando a qualidade do ar nas zonas afetadas para determinar a completa dissipação dos gases na atmosfera.
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