Máscaras comuns não protegem contra estireno; saiba como agir em caso de exposição ao gás em Manaus
Especialistas alertam que não existe antídoto para a substância e orientam a população sobre os cuidados necessários após o vazamento registrado no Distrito Industrial.
Notícias de Manaus – O vazamento de estireno registrado em Manaus na última quarta-feira (15) aumentou a procura da população por informações sobre os riscos da exposição ao gás e os procedimentos corretos para evitar complicações à saúde. Desde o incidente, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que funciona no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), registrou um crescimento significativo no número de atendimentos por telefone.
O estireno é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos, resinas e outros produtos industriais. Quando inalado, pode provocar irritação nas vias respiratórias, nos olhos e na pele, além de sintomas como dor de cabeça, náuseas e dificuldade para respirar. A intensidade dos efeitos depende da concentração do gás, do tempo de exposição e das condições de saúde de cada pessoa.
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De acordo com a chefe da Unidade de Farmácia Clínica do HUGV e responsável pelo CIATox, Sangely Mendonça, muitas das ligações recebidas pelo serviço são de pessoas que buscam orientações para familiares, colegas de trabalho e moradores das áreas próximas ao local do vazamento.
Os especialistas alertam que, ao perceber a presença do gás, a primeira medida é interromper imediatamente a exposição. A recomendação é deixar a área contaminada e procurar um ambiente aberto e bem ventilado. Caso a pessoa esteja dentro de casa, também deve buscar um local seguro onde não haja contato com a substância.
Se houver contato do estireno com os olhos ou com a pele, a orientação é lavar imediatamente a região atingida com água corrente em abundância. Roupas contaminadas também devem ser retiradas o quanto antes para reduzir a exposição ao produto químico.
Os profissionais de saúde destacam que alguns sintomas exigem atendimento médico imediato. Entre eles estão dificuldade intensa para respirar, dor forte no peito, sensação de desmaio ou perda de consciência. Nesses casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
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Outra orientação importante é evitar a automedicação. Segundo o CIATox, medicamentos não devem ser utilizados sem avaliação médica, já que não existe um antídoto específico para o estireno. O tratamento é sintomático e varia conforme as manifestações apresentadas pelo paciente, podendo incluir oxigenoterapia e outras medidas de suporte.
Especialistas também esclarecem que as máscaras de uso comum, como as cirúrgicas ou de tecido, não oferecem proteção contra gases tóxicos. Apenas equipamentos específicos, utilizados em ambientes industriais e por equipes especializadas, são capazes de reduzir esse tipo de exposição.
Enquanto houver risco de contaminação, a população deve acompanhar os comunicados oficiais para saber quais regiões podem ser afetadas pela dispersão do gás e evitar permanecer em áreas onde ainda exista concentração da substância.
Diante do aumento das ocorrências, o Hospital Universitário Getúlio Vargas aprovou um plano de contingência para situações de exposição acidental ao estireno, criando um Comitê de Crise para garantir resposta rápida, proteger pacientes, trabalhadores e visitantes e manter a continuidade dos atendimentos hospitalares. O CIATox funciona 24 horas por dia e presta orientações gratuitas à população pelos telefones (92) 3305-4702 e 0800 722 6001.
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