Fiscalização noturna do MPAM flagra abate cruel, falta de higiene e risco à saúde no novo Matadouro de Eirunepé
Inspeção surpresa realizada com a Polícia Civil revela ausência de pistola de insensibilização, falta de refrigeração no transporte e violação das normas de bem-estar animal na gestão da prefeita Professora Áurea (MDB).
- Fiscalização noturna do MPAM, com apoio da Polícia Civil, flagrou irregularidades graves no recém-inaugurado Matadouro Municipal de Eirunepé, com risco à saúde pública e ao bem-estar animal
- Houve descumprimento de protocolos de abate humanitário (sem pistola de insensibilização e sem descanso obrigatório dos animais), além de falhas estruturais como falta de refrigeração adequada, higiene precária e ferramentas inadequadas
- Trabalhadores atuam sem EPIs suficientes, com exposição a riscos biológicos e físicos, e também foram identificados problemas na destinação de resíduos e subprodutos
- MPAM vai adotar medidas administrativas e judiciais para obrigar a Prefeitura a regularizar imediatamente a operação do matadouro conforme normas sanitárias e técnicas vigentes
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

(Foto: Divulgação)
Notícias do Amazonas – Uma operação noturna realizada na última sexta-feira (17) pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) expôs a grave situação de funcionamento do recém-inaugurado Matadouro Municipal de Eirunepé, no interior do estado. A fiscalização surpresa, que contou com o apoio da Polícia Civil, flagrou uma extensa lista de irregularidades que colocam em risco direto a saúde pública, desrespeitam o bem-estar animal e expõem a precariedade do trabalho na unidade mantida pela Prefeitura sob a gestão da prefeita Professora Áurea (MDB).
A inspeção acompanhou em tempo real o abate dos bovinos, desde o manuseio e corte até a preparação do produto para o consumo da população e o transporte pelas ruas da cidade.
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abate cruel e ausência de controle sanitário na carne
Entre os achados mais críticos apontados pelos fiscalizadores está o descumprimento total dos protocolos de abate humanitário. O matadouro não dispõe de pistola de insensibilização, fazendo com que os bovinos sejam abatidos em condições de sofrimento desnecessário, além de não conceder o período obrigatório de descanso aos animais antes do processo.
A segurança alimentar do consumidor eirunepeense também está comprometida por falhas estruturais severas:
Falta de Refrigeração: As carcaças não passam pelo período obrigatório de resfriamento ou maturação em câmara frigorífica e são transportadas em veículos abertos, sem qualquer sistema de refrigeração.
Higiene Precária: Foi registrada deficiência grave na limpeza das instalações e inadequação dos ganchos para suspensão e manejo das peças de carne.
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Ferramentas Inadequadas: A unidade sequer possui serras apropriadas para o corte das carcaças.
Trabalhadores desprotegidos e descarte irregular de resíduos
A fiscalização também constatou que os operários trabalham expostos a riscos biológicos e físicos devido à falta ou insuficiência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
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Na área ambiental, o MPAM identificou a necessidade urgente de readequação do descarte e destinação de subprodutos e resíduos do abate, que estavam sendo manejados em desacordo com as diretrizes ambientais.
MPAM cobra providências e medidas corretivas
O promotor de Justiça Cláudio Moisés Rodrigues Pereira reforçou que, embora a entrega da nova estrutura física seja relevante para o município, a operação do local não pode ocorrer ao arrepio da legislação sanitária.
“A estrutura deve operar em conformidade com as normas técnicas e sanitárias vigentes, assegurando a proteção da saúde pública, o respeito ao bem-estar animal, a segurança dos trabalhadores e a oferta de alimentos de qualidade à população”, pontuou o representante do Ministério Público.
Diante do cenário de degradação sanitária e maus-tratos, o MPAM informou que adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para compelir os gestores do município a regularizarem a operação do matadouro imediatamente.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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