Estratégia de crescimento do Grupo Atem no Amazonas esbarra em decisão da ANP
ANP desclassificou a Atem Participações da disputa pelo bloco AM-T-133, na Bacia do Amazonas.
- A ANP publicou no DOU a desclassificação da Atem Participações S.A. do processo licitatório do bloco AM-T-133, na Bacia do Amazonas.
- A decisão foi tomada pela Comissão Especial de Licitação (CEL) e a Atem pode recorrer administrativamente em até cinco dias úteis; o texto oficial não informa os motivos da exclusão.
- O caso chama atenção por envolver um grupo ligado ao controle da Refinaria da Amazônia (Ream), que enfrenta questionamentos sobre baixa utilização e gargalos operacionais.
- A decisão não afeta a operação da Ream: trata apenas do processo licitatório do bloco AM-T-133, sem sanções ou apontamentos sobre a refinaria.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou no Diário Oficial da União (DOU) a decisão da Comissão Especial de Licitação (CEL) que desclassificou a Atem Participações S.A. da disputa pelo bloco AM-T-133, localizado na Bacia do Amazonas.
A empresa havia participado do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, mecanismo utilizado pela ANP para conceder áreas destinadas à exploração de petróleo e gás natural.
O comunicado oficial não detalha os motivos que levaram à exclusão da companhia da disputa. A Atem poderá apresentar recurso administrativo no prazo de cinco dias úteis.
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Por que a decisão chama atenção?
A desclassificação ganhou relevância por envolver uma empresa pertencente ao mesmo grupo que controla a Refinaria da Amazônia (Ream), antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus.
Enquanto a refinaria tem sustentado, em diferentes manifestações públicas, que enfrenta desafios estruturais, logísticos e operacionais para ampliar sua produção, o grupo buscava expandir sua presença justamente para outro segmento da cadeia do petróleo: a exploração de novas reservas.
Esse movimento evidencia uma estratégia empresarial voltada para ampliar sua atuação no setor energético, mesmo em um cenário em que a principal unidade industrial do grupo ainda enfrenta questionamentos sobre seu nível de utilização.
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O que mostram os estudos sobre a operação da Ream?
A análise de documentos públicos, estudos técnicos e manifestações oficiais revela um cenário de contraste entre os investimentos pretendidos pelo grupo e o desempenho operacional da refinaria.
Entre os documentos analisados estão:
- Estudo “O caso REAM: da privatização ao fim do refino”, elaborado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep);
- Consulta Pública nº 8/2026 da ANP;
- Documentos relacionados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o levantamento do Ineep, a Ream registrou, em 2024, um Fator de Utilização (FUT) de 20,6%, o menor índice apontado pelo estudo.
Na prática, isso significa que aproximadamente quatro quintos da capacidade instalada da refinaria permaneceram sem utilização durante o período analisado.
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Ao mesmo tempo, o estudo aponta crescimento da receita líquida e dos resultados financeiros da companhia.
O que a Ream já afirmou sobre sua operação?
Em manifestações anteriores, a Refinaria da Amazônia informou que enfrenta limitações decorrentes da estrutura da unidade, originalmente construída na década de 1950.
A empresa também atribuiu parte dos desafios aos custos operacionais elevados e às dificuldades logísticas inerentes à região amazônica.
Além disso, sustentou que sua atuação no mercado local não representa controle isolado sobre os preços dos combustíveis.
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A decisão da ANP afeta a operação da refinaria?
Não.
O ato publicado pela ANP trata exclusivamente da desclassificação da Atem Participações no processo licitatório referente ao bloco AM-T-133.
O documento não determina qualquer sanção contra a Ream, não interfere na operação da refinaria nem aponta irregularidades relacionadas às suas atividades industriais.
A decisão permanece restrita ao processo administrativo conduzido pela Comissão Especial de Licitação da ANP.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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