Polícia interrompe cirurgia íntima e investiga falso exercício da medicina em clínicas de estética de Manaus
Operação da Polícia Civil cumpriu mandados em duas clínicas e apura atuação de mulheres suspeitas de realizar procedimentos cirúrgicos sem formação em Medicina.
Notícias Policiais – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizou, na manhã desta quarta-feira (22), uma operação para investigar duas mulheres suspeitas de exercer ilegalmente a medicina em Manaus.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em clínicas localizadas nos bairros Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, e São José, na Zona Leste da capital.
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O que aconteceu durante a abordagem?
No momento da operação, os policiais interromperam uma cirurgia íntima que seria realizada em uma paciente.
Segundo a investigação, a mulher estava prestes a ser submetida a uma ninfoplastia, procedimento cirúrgico destinado à redução ou correção dos pequenos lábios da região íntima feminina.
De acordo com a Polícia Civil, as investigadas se apresentavam como médicas e realizavam procedimentos cirúrgicos exclusivos de profissionais habilitados, embora nenhuma delas possuísse formação em Medicina.
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O que disse a paciente?
Conforme a Polícia Civil, a paciente informou aos investigadores que acreditava estar sendo atendida por uma médica.
Ela afirmou que desconhecia o fato de que a responsável pelo procedimento não possuía habilitação para exercer a profissão.
O que a investigação apura?
Segundo o delegado Jorge Arcanjo, responsável pelo caso, a operação teve como principal objetivo interromper a realização dos procedimentos e reunir provas para fortalecer as investigações.
Além do exercício ilegal da medicina, a Polícia Civil apura a possível prática de outros crimes relacionados às atividades desenvolvidas pelas clínicas. A extensão do esquema ainda está sendo investigada.
Destaque regional
Casos de exercício ilegal da medicina representam riscos à saúde dos pacientes, especialmente quando envolvem procedimentos cirúrgicos. Antes de realizar qualquer intervenção estética, especialistas recomendam verificar se o profissional possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e se o estabelecimento está regularizado junto aos órgãos competentes.
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