MP-AM cobra multa e responsabilização do prefeito por atraso em reforma de escola em Apuí
MP- afirma que prefeitura descumpriu decisão judicial e pede medidas mais rígidas para garantir a segurança de alunos e professores.
- O MPAM informou que a Prefeitura de Apuí não cumpriu no prazo as determinações judiciais para corrigir problemas estruturais na Escola Municipal de Tempo Integral Alta União, pedindo medidas mais rigorosas para garantir a segurança dos estudantes e servidores.
- A ação civil pública aponta irregularidades como fiação elétrica exposta, falhas estruturais no prédio, ausência de comprovação da potabilidade da água, problemas de acessibilidade, alagamentos e falta de laudos do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, o que teria contribuído para a suspensão das aulas presenciais.
- O MP pediu que a Justiça reconheça o descumprimento, aplique multa diária de R$ 5 mil, inclua o prefeito no processo, permita multa pessoal em novo descumprimento e autorize bloqueio de recursos para execução das obras.
- O MP contestou o laudo apresentado pela prefeitura por inconsistências nas datas e solicitou perícia independente e inspeção da Defesa Civil em 15 dias para avaliar segurança estrutural, risco de desabamento, necessidade de interdição e riscos à integridade física.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informou que a Prefeitura de Apuí não cumpriu, dentro do prazo estabelecido pela Justiça, as determinações para corrigir problemas estruturais na Escola Municipal de Tempo Integral Alta União. Diante disso, o órgão pediu que a Justiça adote medidas mais rigorosas para assegurar a execução das obras e garantir a segurança dos estudantes e servidores.
Segundo o MP, a administração municipal respondeu apenas após o vencimento do prazo judicial e ainda solicitou mais 90 dias para concluir as intervenções.
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Quais irregularidades foram encontradas na escola
De acordo com a ação civil pública, a unidade apresenta diversas falhas que colocam em risco a comunidade escolar.
Entre os problemas apontados estão:
- Fiação elétrica exposta;
- Quadro de energia sem proteção;
- Falhas estruturais no prédio;
- Ausência de comprovação da potabilidade da água;
- Problemas de acessibilidade;
- Alagamentos nas dependências;
- Falta de laudos do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária.
Segundo o MPAM, as irregularidades também contribuíram para a suspensão das aulas presenciais.
O que o Ministério Público pediu à Justiça
Na nova manifestação, o MPAM solicita que a Justiça reconheça formalmente o descumprimento da decisão liminar e determine novas medidas para forçar o cumprimento das obrigações.
Os pedidos incluem:
- Aplicação de multa diária de R$ 5 mil, prevista na decisão judicial;
- Inclusão do prefeito Marquinhos Macil no polo passivo da ação;
- Possibilidade de multa pessoal em caso de novo descumprimento;
- Bloqueio de recursos públicos para garantir a execução das obras, caso a situação permaneça sem solução.
Por que o MP questiona o laudo apresentado pela prefeitura
O Ministério Público também contestou o laudo técnico apresentado pelo município. Segundo o órgão, o documento foi elaborado por um engenheiro da própria Secretaria Municipal de Educação e apresenta inconsistências nas datas, comprometendo sua confiabilidade.
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Por esse motivo, o MP solicitou à Justiça a realização de uma perícia independente para avaliar as reais condições da escola.
Quais novas inspeções foram solicitadas
Além da perícia, o Ministério Público pediu que a Defesa Civil realize uma inspeção na unidade escolar no prazo de 15 dias.
O objetivo é elaborar um laudo sobre:
- Segurança estrutural do prédio;
- Risco de desabamento;
- Necessidade de interdição de áreas;
- Condições de habitabilidade;
- Riscos à integridade física de alunos e servidores.
A medida complementa os laudos já requisitados ao Corpo de Bombeiros e à Vigilância Sanitária.
O que diz o promotor responsável pelo caso
O promotor de Justiça Lucas Souza Pinha afirmou que o MP acompanha de perto a situação da educação no município de Apuí por meio de inspeções presenciais.
Segundo ele, as irregularidades encontradas na Escola Municipal Alta União motivaram o ajuizamento da ação civil pública e a concessão da tutela de urgência pela Justiça. O promotor informou ainda que uma nova inspeção presencial está prevista para o início de agosto para verificar se houve avanço no cumprimento das determinações judiciais.
A manutenção da infraestrutura escolar é uma obrigação do poder público e está diretamente ligada ao direito constitucional à educação e à segurança dos estudantes. A atuação do Ministério Público busca garantir que as obras sejam executadas dentro dos padrões técnicos exigidos, evitando riscos para alunos, professores e demais profissionais da unidade.
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Declaração de Transparência
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