Caso Djidja: Saiba quem são os condenados por tráfico de cetamina em Manaus
Sete pessoas foram condenadas por integrar um esquema de tráfico de cetamina que, segundo a Justiça.
- A Justiça do Amazonas condenou sete pessoas por integrar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus, com penas que variam de 8 anos e 6 meses a 10 anos e 11 meses.
- Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues (mãe de Djidja Cardoso, apontada como líder) e Ademar Farias Cardoso Neto (irmão de Djidja, apontado como principal executor), ambos em regime fechado.
- A sentença afirma que a cetamina era adquirida ilegalmente via clínica veterinária (MaxVet) e usada em rituais da seita “Pai, Mãe, Vida”, com relatos de cárcere privado e abusos sexuais relacionados ao efeito da droga.
- Três acusados foram absolvidos por falta de provas; a prisão preventiva de quatro condenados foi mantida, enquanto outros podem recorrer em liberdade com medidas cautelares (como tornozeleira eletrônica).
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – A Justiça do Amazonas condenou, nesta quarta-feira (23), sete pessoas investigadas por integrar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, encontrada morta em maio de 2024.
A sentença foi assinada pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante, da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute).
Segundo a magistrada, as provas reunidas durante a investigação demonstraram a existência de uma associação criminosa voltada à aquisição, distribuição e aplicação ilegal da cetamina.
Quais foram as penas aplicadas?
As penas variam entre 8 anos e 6 meses e 10 anos e 11 meses de prisão.
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Confira as condenações:
- Cleusimar Cardoso Rodrigues (mãe de Djidja): 10 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado. A Justiça a apontou como líder da associação criminosa.
- Ademar Farias Cardoso Neto (irmão de Djidja): 10 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado. Foi considerado o principal executor das ações do grupo.
- José Máximo Silva de Oliveira (veterinário): 10 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado. Segundo a sentença, fornecia a cetamina por meio da clínica veterinária MaxVet.
- Hatus Moraes Silveira (personal trainer): 10 anos e 5 meses de reclusão, em regime fechado. Atuava na logística e intermediação da droga.
- Verônica da Costa Seixas (gerente): 10 anos de prisão, em regime fechado. Auxiliava na aquisição e ocultação dos materiais utilizados pelo grupo.
- Sávio Soares Pereira (funcionário de clínica veterinária): 9 anos de prisão, em regime semiaberto. Era responsável pelas negociações da droga por meio do WhatsApp.
- Bruno Roberto da Silva Lima (ex-namorado de Djidja): 8 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado. Segundo a decisão, participava da logística de aquisição e incentivava o consumo da substância.
Quem poderá recorrer em liberdade?
A Justiça manteve a prisão preventiva de quatro condenados:
- Cleusimar Cardoso Rodrigues;
- Ademar Farias Cardoso Neto;
- José Máximo Silva de Oliveira;
- Hatus Moraes Silveira.
Eles permanecerão presos e não poderão recorrer em liberdade.
Já Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima poderão recorrer da sentença em liberdade, desde que cumpram medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
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Como funcionava o esquema de tráfico de cetamina?
De acordo com as investigações da Operação Mandrágora, a cetamina era adquirida ilegalmente por meio da clínica veterinária MaxVet e distribuída pelo grupo.
Leia mais: Justiça do Amazonas mantém prisão da mãe e irmão de Djidja Cardoso
Segundo a sentença, a droga era utilizada durante rituais promovidos pela seita religiosa “Pai, Mãe, Vida”. Conforme a decisão judicial, os participantes eram convencidos de que a substância proporcionava “cura espiritual” e “elevação”.
A Justiça afirma que a cetamina, originalmente destinada ao uso veterinário, era aplicada em seres humanos em doses consideradas perigosas.
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Durante as investigações, testemunhas também relataram episódios de cárcere privado e abusos sexuais praticados contra vítimas que estariam sob efeito da droga. Essas informações constam nos autos do processo.
Quem foi absolvido?
Três acusados foram absolvidos por insuficiência de provas.
São eles:
- Emicley Araújo Freitas, motoboy;
- Claudiele Santos da Silva, maquiadora;
- Marlisson Vasconcelos Dantas, maquiador.
Segundo a Justiça, não houve elementos suficientes para condená-los pelos crimes de tráfico de drogas ou associação para o tráfico.
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Qual a relação do processo com a morte de Djidja Cardoso?
Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, foi encontrada morta em 28 de maio de 2024.
O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a morte ocorreu em decorrência de um edema cerebral que comprometeu as funções cardíaca e respiratória.
Embora o exame não tenha indicado a causa exata do edema, a principal linha de investigação da Polícia Civil considera a hipótese de overdose de cetamina.
No dia em que o corpo foi encontrado, policiais apreenderam frascos de cetamina enterrados no quintal da residência, além de seringas, caixas da substância, bulas e medicamentos descartados no imóvel.
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