Estudo da UFAM com apoio da Eneva revela potencial econômico consolidado em quatro municípios do Médio Amazonas
Levantamento identifica décadas de ocupação humana, atividades produtivas estruturadas e aponta caminhos para impulsionar a bioeconomia e o desenvolvimento regional.
- Estudo da UFAM (Atlas ODS Amazônia e Instituto Acariquara) identificou ocupação humana consolidada e atividades econômicas estruturadas há décadas em Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Urucará.
- A economia local é diversificada e baseada em cadeias tradicionais amazônicas, como agricultura familiar, pesca artesanal, extrativismo vegetal, produção de farinha, manejo florestal sustentável e pecuária, com apoio de associações e cooperativas.
- As principais potencialidades por município incluem: Urucará com guaraná orgânico certificado; Itapiranga com tucumã e manejo florestal; Silves com farinha e iniciativas de bioeconomia; e São Sebastião do Uatumã com turismo de base comunitária e atividades ligadas à sociobiodiversidade.
- Apesar do potencial, há desafios como saneamento deficiente, dificuldade de crédito, entraves logísticos e necessidade de qualificação técnica; o estudo recomenda a criação de um consórcio intermunicipal para integrar ações em educação, saúde, cultura, empreendedorismo, bioeconomia e turismo comunitário.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Gabriel Vieira/Portal AM POST
Notícias do Amazonas – Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por meio do projeto Atlas ODS Amazônia, em parceria com o Instituto Acariquara e com apoio da Eneva, revelou evidências de ocupação humana consolidada e da existência de atividades econômicas estruturadas há décadas em municípios do Médio Amazonas.
A pesquisa analisou Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Urucará, mapeando atividades produtivas, estruturas sociais, organizações comunitárias e características econômicas que demonstram a presença contínua das populações e o uso sustentável do território ao longo do tempo.
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Segundo o coordenador do estudo, Danilo Egle Santos Barbosa, o levantamento combinou dados oficiais, pesquisas de campo e a escuta de moradores e lideranças locais para reconstruir a trajetória econômica e social da região.
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“O estudo mostra que esses municípios possuem uma longa trajetória de ocupação e organização econômica e social. Ao reunir dados históricos e relatos das comunidades, foi possível entender como essas atividades se desenvolveram ao longo do tempo e continuam presentes na dinâmica econômica da região.”
Quais atividades econômicas fortalecem o Médio Amazonas?
O levantamento mostra que os quatro municípios possuem uma economia diversificada, construída ao longo de décadas e baseada em atividades tradicionais da Amazônia.
Entre os principais segmentos identificados estão:
- Agricultura familiar;
- Pesca artesanal;
- Extrativismo vegetal;
- Produção de farinha;
- Manejo florestal sustentável;
- Pecuária;
- Cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade amazônica.
Além da produção, os pesquisadores registraram a atuação de cooperativas, associações comunitárias, organizações de produtores e outras formas de organização social que fortalecem a economia local.
Quais são os principais destaques de cada município?
O estudo também identificou vocações econômicas já consolidadas em cada cidade.
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Entre os destaques estão:
- Urucará: produção de guaraná orgânico certificado;
- Itapiranga: cadeia produtiva do tucumã e manejo florestal;
- Silves: produção de farinha e iniciativas voltadas à bioeconomia;
- São Sebastião do Uatumã: turismo de base comunitária e fortalecimento da sociobiodiversidade.
Segundo os pesquisadores, essas atividades representam oportunidades para ampliar a geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável na região.
Quais desafios ainda precisam ser superados?
Apesar do potencial econômico identificado, o levantamento aponta que os municípios ainda enfrentam desafios estruturais importantes.
Entre eles estão:
- Baixa cobertura de saneamento básico;
- Dificuldades de acesso ao crédito;
- Gargalos logísticos;
- Necessidade de qualificação técnica;
- Ampliação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Um dos exemplos citados é Itapiranga, que apresenta taxa de escolarização de 98,45% entre crianças de 6 e 14 anos, mas ainda possui indicadores reduzidos de acesso aos serviços de saneamento.
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O que os pesquisadores propõem para acelerar o desenvolvimento regional?
Com base no diagnóstico, os pesquisadores defendem a criação de um consórcio intermunicipal envolvendo Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Urucará.
A proposta busca ampliar a cooperação entre os municípios em áreas como:
- Educação;
- Saúde;
- Cultura;
- Empreendedorismo;
- Bioeconomia;
- Turismo de base comunitária;
- Desenvolvimento econômico.
De acordo com Danilo Barbosa, os quatro municípios compartilham desafios e potencialidades semelhantes, tornando a integração regional uma estratégia para acelerar investimentos e fortalecer políticas públicas.
Como o estudo foi realizado?
O Mapa de Potencialidades Territoriais foi desenvolvido por pesquisadores do projeto Atlas ODS Amazônia, da Universidade Federal do Amazonas, e do Instituto Acariquara.
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O levantamento utilizou cruzamento de dados oficiais, pesquisas documentais e atividades de campo realizadas nos quatro municípios.
Entre os diferenciais da pesquisa está a escuta ativa de moradores, produtores rurais, lideranças comunitárias, representantes do poder público e organizações da sociedade civil. Ao longo do estudo foram promovidos encontros, grupos focais, entrevistas, aplicação de questionários e visitas técnicas para identificar dinâmicas econômicas, sociais e culturais que muitas vezes não aparecem nas estatísticas tradicionais.
Qual foi a participação da Eneva no projeto?
O estudo contou com o apoio da Eneva, empresa que atua no setor de energia e tem desenvolvido iniciativas voltadas ao conhecimento e ao desenvolvimento sustentável dos territórios onde está presente.
O apoio possibilitou a realização das etapas de pesquisa de campo e da construção do Mapa de Potencialidades Territoriais, que reúne informações estratégicas sobre a economia, as vocações produtivas e os desafios dos municípios do Médio Amazonas.
Os resultados completos serão consolidados em uma publicação prevista para os próximos meses.
Contexto
O levantamento reforça que o Médio Amazonas reúne cadeias produtivas consolidadas, conhecimento tradicional e potencial para ampliar a bioeconomia. Ao mesmo tempo, evidencia que investimentos em infraestrutura, logística, saneamento e qualificação profissional continuam sendo fundamentais para transformar essas vocações em mais emprego, renda e qualidade de vida para a população da região.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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