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TSE orienta tribunais a firmar parcerias com empresas de tecnologia para combater desinformação nas eleições

Tribunal Superior Eleitoral quer ampliar o uso de inteligência artificial, perícia digital e análise técnica para fortalecer o combate à desinformação.

Por Jonas Souza

23/07/2026 às 17:06

  • O TSE orientou os TREs a firmarem acordos de cooperação técnica com instituições especializadas em inteligência artificial, perícia digital e análise de conteúdos para combater a desinformação nas Eleições 2026.
  • As parcerias podem incluir capacitação de especialistas, compartilhamento de metodologias, acesso a laboratórios/equipamentos, desenvolvimento de pesquisas e criação de protocolos para padronizar a análise de provas técnicas.
  • Os acordos não mudam a competência dos magistrados: ao juiz eleitoral caberá decidir sobre a necessidade de perícia, nomear peritos, avaliar sua qualificação e valorar as provas.
  • Os instrumentos devem respeitar regras como proteção de dados (LGPD), sigilo processual e cadeia de custódia, com governança e avaliação periódica; no Amazonas, a medida tende a ampliar a capacidade do TRE-AM para lidar com deepfakes e conteúdos manipulados.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.


Notícias de Política – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orientou os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país a celebrarem acordos de cooperação técnica com instituições especializadas em inteligência artificial, perícia digital e análise de conteúdos.

A medida busca fortalecer o combate à desinformação durante as Eleições 2026 e ampliar a capacidade técnica da Justiça Eleitoral para analisar conteúdos produzidos com novas tecnologias, como materiais sintéticos gerados por inteligência artificial.

Segundo o TSE, a iniciativa pretende oferecer mais segurança jurídica na produção de provas em processos eleitorais.

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Como funcionarão essas parcerias

A recomendação foi encaminhada pela Presidência do TSE por meio de um ofício-circular aos tribunais regionais eleitorais.

Os acordos poderão incluir:

  • formação de cadastro de especialistas em perícia digital;
  • compartilhamento de metodologias técnicas;
  • acesso a laboratórios e equipamentos tecnológicos;
  • desenvolvimento de pesquisas e boas práticas;
  • realização de cursos e capacitações para servidores;
  • elaboração de protocolos e manuais para padronizar procedimentos.

O objetivo é garantir maior eficiência e uniformidade na análise de provas técnicas relacionadas à desinformação.

O que muda nos processos eleitorais?

O TSE esclareceu que os acordos não alteram a competência dos magistrados responsáveis pelos processos.

Continuará cabendo ao juiz eleitoral:

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  • decidir se haverá necessidade de perícia;
  • nomear os profissionais responsáveis;
  • avaliar a qualificação técnica dos peritos;
  • analisar e valorar as provas produzidas.

Ou seja, as parcerias servirão como suporte técnico, sem interferir na independência das decisões judiciais.

Quais regras deverão ser respeitadas?

Os instrumentos de cooperação deverão seguir a legislação vigente sobre:

  • proteção de dados pessoais;
  • sigilo processual;
  • cadeia de custódia das provas;
  • garantias processuais;
  • normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, o TSE determinou que os acordos contemplem mecanismos de governança, monitoramento e avaliação periódica dos resultados.

O que acontece após a assinatura dos acordos

Depois de formalizados, os Tribunais Regionais Eleitorais deverão encaminhar cópia dos acordos à Presidência do TSE. O tribunal fará o acompanhamento das iniciativas para consolidar as ações de cooperação institucional desenvolvidas em todo o país durante o período eleitoral.

A medida está alinhada à Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pela Resolução TSE nº 23.755/2026, que disciplina o enfrentamento da desinformação no processo eleitoral.

Qual o impacto para o Amazonas

No Amazonas, a orientação poderá ampliar a capacidade técnica do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para analisar casos envolvendo conteúdos manipulados, deepfakes e outras formas de desinformação que possam influenciar o eleitorado durante a campanha de 2026.

O uso de especialistas e ferramentas tecnológicas tende a fortalecer a produção de provas em ações eleitorais, especialmente diante do crescimento do uso da inteligência artificial na criação e disseminação de conteúdos digitais.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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