STF autoriza investigação contra ministro afastado do STJ em apuração sobre suposta venda de sentenças
Cristiano Zanin atendeu a pedido da Polícia Federal para ampliar as investigações envolvendo o ministro afastado Marco Buzzi.
- O ministro Cristiano Zanin (STF) autorizou a Polícia Federal a ampliar as investigações sobre o afastado do STJ, Marco Buzzi, após novos elementos surgirem na Operação Sisamnes.
- A PF investiga suspeitas de venda ilegal de sentenças no STJ, com possíveis crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e exploração de prestígio; as diligências ainda estão no início.
- A defesa de Buzzi afirma que ele não tem relação com os atos atribuídos a familiares, diz que ele não foi investigado no inquérito e sustenta inexistência de irregularidades.
- Além do inquérito criminal, Buzzi também responde a um PAD no STJ (julgamento em 6 de agosto, sob sigilo) por acusações de importunação/assédio; no mesmo caso, a investigação também foi autorizada para Paulo Dias de Moura Ribeiro.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a ampliar as investigações envolvendo o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. A decisão atende a um pedido da PF, que apontou novos elementos reunidos durante a Operação Sisamnes, responsável por investigar um suposto esquema de venda de sentenças envolvendo integrantes do STJ.
Segundo a corporação, materiais analisados durante a investigação mencionam familiares do magistrado, o que motivou a realização de novas diligências para verificar eventual ligação com os fatos apurados.
Leia mais: Governo prorroga desconto de R$ 0,44 na gasolina por mais 30 dias; veja até quando vale
O que diz a defesa de Marco Buzzi
Em nota, os advogados de Marco Buzzi afirmaram que o ministro não possui qualquer relação com atividades exercidas por seus familiares.
PUBLICIDADE
A defesa também declarou que:
- Buzzi é impedido de atuar em processos envolvendo parentes;
- O magistrado não teria conhecimento dos fatos investigados;
- Ele não figura, segundo os advogados, como investigado no inquérito.
Além disso, os defensores sustentam que não há irregularidades atribuíveis ao ministro.
O que é investigado na Operação Sisamnes
A Operação Sisamnes apura suspeitas de que decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça possam ter sido negociadas de forma ilegal.
As investigações buscam identificar possíveis crimes como:
PUBLICIDADE
- Organização criminosa;
- Corrupção;
- Lavagem de dinheiro;
- Exploração de prestígio.
Segundo a Polícia Federal, as diligências ainda estão em fase inicial e têm o objetivo de esclarecer se houve participação de ministros, servidores ou terceiros no suposto esquema.
Marco Buzzi responde a outro processo
Sim. Paralelamente ao inquérito criminal, Marco Buzzi também responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no Superior Tribunal de Justiça.
O julgamento está marcado para 6 de agosto e ocorrerá sob sigilo.
O magistrado está afastado cautelarmente das funções desde fevereiro.
PUBLICIDADE
O processo reúne denúncias apresentadas por duas mulheres:
- Uma jovem de 18 anos acusa o ministro de importunação sexual durante um período de férias em Balneário Camboriú (SC);
- Uma ex-servidora do gabinete relata episódios de assédio sexual e importunação durante o período em que trabalhou com o magistrado.
A defesa afirma que as acusações “carecem de provas concretas”.
Quais punições Marco Buzzi pode sofrer
Ao final do Processo Administrativo Disciplinar, a Corte Especial do STJ poderá decidir pela aplicação de sanções administrativas.
Entre as penalidades previstas estão:
PUBLICIDADE
- Advertência;
- Afastamento;
- Aposentadoria compulsória;
- Perda do cargo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à aposentadoria compulsória do ministro.
Na esfera criminal, a investigação continua sob a competência do STF em razão do foro por prerrogativa de função.
A investigação alcança outros ministros do STJ
Sim. No mesmo inquérito, Cristiano Zanin também autorizou a abertura de investigação contra o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro. Segundo a Polícia Federal, serão analisadas movimentações financeiras de empresas, familiares e servidores relacionados aos fatos investigados.
A corporação ressaltou, entretanto, que ainda não existem elementos suficientes para concluir se houve participação do ministro ou de pessoas ligadas a ele, destacando que novas diligências serão necessárias para esclarecer os fatos.
Contexto: por que o caso é relevante
As investigações envolvendo integrantes do STJ ocorrem em um dos maiores inquéritos recentes sobre suspeitas de corrupção no Poder Judiciário brasileiro. A apuração busca verificar se houve comercialização de decisões judiciais e eventual participação de magistrados, servidores e intermediários. Até o momento, a autorização para investigar representa uma etapa da apuração e não significa comprovação de culpa. O caso seguirá sob investigação da Polícia Federal e supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






