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STF autoriza investigação contra ministro afastado do STJ em apuração sobre suposta venda de sentenças

Cristiano Zanin atendeu a pedido da Polícia Federal para ampliar as investigações envolvendo o ministro afastado Marco Buzzi.

Por Jonas Souza

24/07/2026 às 14:17

  • O ministro Cristiano Zanin (STF) autorizou a Polícia Federal a ampliar as investigações sobre o afastado do STJ, Marco Buzzi, após novos elementos surgirem na Operação Sisamnes.
  • A PF investiga suspeitas de venda ilegal de sentenças no STJ, com possíveis crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e exploração de prestígio; as diligências ainda estão no início.
  • A defesa de Buzzi afirma que ele não tem relação com os atos atribuídos a familiares, diz que ele não foi investigado no inquérito e sustenta inexistência de irregularidades.
  • Além do inquérito criminal, Buzzi também responde a um PAD no STJ (julgamento em 6 de agosto, sob sigilo) por acusações de importunação/assédio; no mesmo caso, a investigação também foi autorizada para Paulo Dias de Moura Ribeiro.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Brasil – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a ampliar as investigações envolvendo o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. A decisão atende a um pedido da PF, que apontou novos elementos reunidos durante a Operação Sisamnes, responsável por investigar um suposto esquema de venda de sentenças envolvendo integrantes do STJ.

Segundo a corporação, materiais analisados durante a investigação mencionam familiares do magistrado, o que motivou a realização de novas diligências para verificar eventual ligação com os fatos apurados.

Leia mais: Governo prorroga desconto de R$ 0,44 na gasolina por mais 30 dias; veja até quando vale

O que diz a defesa de Marco Buzzi

Em nota, os advogados de Marco Buzzi afirmaram que o ministro não possui qualquer relação com atividades exercidas por seus familiares.

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A defesa também declarou que:

  • Buzzi é impedido de atuar em processos envolvendo parentes;
  • O magistrado não teria conhecimento dos fatos investigados;
  • Ele não figura, segundo os advogados, como investigado no inquérito.

Além disso, os defensores sustentam que não há irregularidades atribuíveis ao ministro.

O que é investigado na Operação Sisamnes

A Operação Sisamnes apura suspeitas de que decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça possam ter sido negociadas de forma ilegal.

As investigações buscam identificar possíveis crimes como:

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  • Organização criminosa;
  • Corrupção;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Exploração de prestígio.

Segundo a Polícia Federal, as diligências ainda estão em fase inicial e têm o objetivo de esclarecer se houve participação de ministros, servidores ou terceiros no suposto esquema.

Marco Buzzi responde a outro processo

Sim. Paralelamente ao inquérito criminal, Marco Buzzi também responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no Superior Tribunal de Justiça.

O julgamento está marcado para 6 de agosto e ocorrerá sob sigilo.

O magistrado está afastado cautelarmente das funções desde fevereiro.

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O processo reúne denúncias apresentadas por duas mulheres:

  • Uma jovem de 18 anos acusa o ministro de importunação sexual durante um período de férias em Balneário Camboriú (SC);
  • Uma ex-servidora do gabinete relata episódios de assédio sexual e importunação durante o período em que trabalhou com o magistrado.

A defesa afirma que as acusações “carecem de provas concretas”.

Quais punições Marco Buzzi pode sofrer

Ao final do Processo Administrativo Disciplinar, a Corte Especial do STJ poderá decidir pela aplicação de sanções administrativas.

Entre as penalidades previstas estão:

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  • Advertência;
  • Afastamento;
  • Aposentadoria compulsória;
  • Perda do cargo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à aposentadoria compulsória do ministro.

Na esfera criminal, a investigação continua sob a competência do STF em razão do foro por prerrogativa de função.

A investigação alcança outros ministros do STJ

Sim. No mesmo inquérito, Cristiano Zanin também autorizou a abertura de investigação contra o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro. Segundo a Polícia Federal, serão analisadas movimentações financeiras de empresas, familiares e servidores relacionados aos fatos investigados.

A corporação ressaltou, entretanto, que ainda não existem elementos suficientes para concluir se houve participação do ministro ou de pessoas ligadas a ele, destacando que novas diligências serão necessárias para esclarecer os fatos.

Contexto: por que o caso é relevante

As investigações envolvendo integrantes do STJ ocorrem em um dos maiores inquéritos recentes sobre suspeitas de corrupção no Poder Judiciário brasileiro. A apuração busca verificar se houve comercialização de decisões judiciais e eventual participação de magistrados, servidores e intermediários. Até o momento, a autorização para investigar representa uma etapa da apuração e não significa comprovação de culpa. O caso seguirá sob investigação da Polícia Federal e supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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