Governo reduz bloqueio do Orçamento e libera R$ 5,7 bilhões antes do início da campanha eleitoral
Ministério do Planejamento diminuiu o bloqueio de despesas de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões após revisão das estimativas de gastos.
- O governo Lula reduziu o bloqueio de despesas do Orçamento de 2026 de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões, liberando R$ 5,7 bilhões para execução de gastos públicos.
- A liberação foi viabilizada por nova avaliação das receitas e despesas primárias, com queda nas projeções de gastos obrigatórios (como pessoal, benefícios previdenciários e BPC), compensada por aumentos em áreas como saúde e abono salarial/seguro-desemprego.
- Com o desbloqueio, o governo pretende recompor recursos para custeio, investimentos e programas públicos, com prioridades definidas pelos ministérios até o fim de julho; entre os afetados anteriormente estavam Minha Casa, Minha Vida e Pé-de-Meia.
- Apesar de elevar a estimativa de arrecadação para 2026, o Executivo projeta déficit real de R$ 52 bilhões, mas afirma que as regras fiscais serão cumpridas com superávit estimado de R$ 10,8 bilhões.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: PT
Notícias do Brasil – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (24) a redução do bloqueio de despesas do Orçamento de 2026. O valor contingenciado caiu de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões, liberando R$ 5,7 bilhões para execução de despesas públicas. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida foi possível após uma nova avaliação das receitas e despesas da União, que apontou redução nas projeções de gastos obrigatórios.
O anúncio ocorre na véspera do início oficial da campanha eleitoral.
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O que permitiu a liberação de R$ 5,7 bilhões
De acordo com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre, houve redução nas estimativas de despesas com:
- Pessoal e encargos sociais: R$ 4,2 bilhões;
- Benefícios previdenciários: R$ 3,2 bilhões;
- Benefício de Prestação Continuada (BPC): R$ 3,2 bilhões.
Ao mesmo tempo, algumas despesas cresceram, entre elas:
- Saúde: R$ 3,4 bilhões;
- Abono salarial e seguro-desemprego: R$ 1,6 bilhão.
O saldo final abriu espaço dentro do limite de gastos previsto pelo arcabouço fiscal.
Quais programas podem receber os recursos liberados
Com a redução do bloqueio, o governo poderá recompor recursos para despesas de custeio, investimentos e programas públicos.
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Os valores disponíveis para cada ministério serão definidos até o fim de julho. Caberá a cada pasta decidir quais ações terão prioridade.
Entre os programas que haviam sido afetados pelo bloqueio anterior estavam:
- Minha Casa, Minha Vida;
- Programa Pé-de-Meia;
- Compra de caças da Aeronáutica;
- Custeio da Receita Federal;
- Estrutura de unidades especializadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como ficam as contas públicas em 2026
Além da revisão das despesas, o governo elevou em R$ 19,2 bilhões a estimativa de arrecadação para 2026. O principal aumento ocorreu na previsão de receitas com o Imposto de Renda, que deverá arrecadar R$ 12,7 bilhões acima da estimativa anterior.
Mesmo assim, o Executivo projeta um déficit real de R$ 52 bilhões nas contas públicas. Segundo o governo, porém, após os ajustes previstos nas regras fiscais, a meta será cumprida com um superávit estimado em R$ 10,8 bilhões dentro dos critérios do novo arcabouço fiscal.
O que diz o governo
Durante o anúncio da revisão orçamentária, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a redução do bloqueio não compromete o cumprimento das regras fiscais.
Segundo o ministro, a manutenção de R$ 17,9 bilhões ainda bloqueados demonstra o compromisso do governo com o limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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