Má-fé ou sensacionalismo? Alessandra Campelo acusou Kamila Fernanda de sequestro e associação criminosa, mas MP não deu prosseguimento a denúncia
Denúncia apresentada pelo MP afasta crimes mais graves inicialmente investigados pela Polícia Civil.
- O MP-AM não denunciou Kamila Fernanda por sequestro, cárcere privado e associação criminosa, por entender que faltaram indícios mínimos para sustentar essas imputações.
- A denúncia foi mantida contra Kamila (e outros investigados) por coação no curso do processo e por contravenção penal ligada à falsa atribuição de qualidade.
- O MP também afastou o crime de ameaça, por considerar que estaria absorvido pela coação no curso do processo.
- A Justiça decidirá se recebe a denúncia e inicia a ação penal, após repercussão pública das acusações feitas pela deputada Alessandra Campelo.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: AM POST
Notícias de Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) não denunciou Kamila Fernanda Alves de Almeida pelos crimes de sequestro, cárcere privado e associação criminosa, apesar de esses fatos terem sido investigados pela Polícia Civil durante inquérito. A mulher é companheira do tenente da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) Osvaldo Lima da Silva, suspeito de estupro de vulnerável envolvendo ao menos duas vítimas, e foi acusada publicamente pela a titular da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), como envolvida em um caso de sequestro e ameaça contra uma das denunciantes.
Na denúncia do MP protocolada na última quinta-feira (23), o promotor João Gaspar Rodrigues afirma que não encontrou elementos suficientes para sustentar essas imputações perante a Justiça.
Conforme a denúncia do Ministério Público, a vítima teria sido atraída após receber uma ligação de uma mulher que se apresentou como integrante da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e ofereceu um suposto auxílio financeiro. Ao sair de casa e entrar no veículo dos investigados, ela teria sido levada para diferentes locais, onde, conforme a acusação, foi submetida a intensa pressão psicológica e intimidação para retirar a denúncia de estupro apresentada contra um policial militar.
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Segundo o documento, o MP entendeu que não há indícios mínimos de que a vítima tenha entrado no veículo mediante força ou coação nem elementos que demonstrem tentativa de fuga ou manifestação de discordância durante o trajeto. Por isso, afastou a imputação de sequestro ou cárcere privado.
Em relação à associação criminosa, o Ministério Público afirma que não ficou demonstrada a existência de um vínculo estável e permanente entre os denunciados para a prática de crimes, requisito previsto na legislação para esse tipo penal.
Quais crimes permanecem na denúncia?
Embora tenha afastado os crimes mais graves inicialmente investigados, o Ministério Público denunciou Kamila Fernanda, Matheus de Souza Ferreira e Yasmim Cabral Alves por:
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- Coação no curso do processo (artigo 344, parágrafo único, do Código Penal);
- Contravenção penal por falsa atribuição de qualidade, ao entender que os denunciados teriam se apresentado como “funcionários da Procuradoria da Mulher”.
O MP também deixou de denunciar pelo crime de ameaça por entender que essa conduta está absorvida pelo delito de coação no curso do processo.
O que diz a denúncia do Ministério Público?
Segundo a peça apresentada à Justiça, Kamila teria arquitetado um plano para convencer a vítima de um processo de estupro a mudar sua versão dos fatos.
Ainda de acordo com a denúncia, Matheus e Yasmim teriam ido até a residência da vítima após uma ligação em que Yasmim teria se apresentado como funcionária da Procuradoria da Mulher. A vítima entrou no veículo e, durante o trajeto, teria sido submetida a pressão psicológica para favorecer o réu do processo de estupro.
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Esses fatos embasam a acusação por coação no curso do processo, cuja análise agora caberá ao Poder Judiciário.
O que Alessandra Campelo afirmou sobre o caso?
O caso ganhou ampla repercussão após a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), presidente da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), afirmar publicamente que a vítima do suposto estupro praticado pelo tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva havia sido sequestrada e coagida por pessoas ligadas ao acusado.
Em abril deste ano, a parlamentar afirmou em coletiva de imprensa que o advogado Matheus de Souza Ferreira e Kamila Fernanda, companheira do policial militar, teriam sequestrado a vítima.
Segundo Alessandra, a vítima foi convencida a sair de casa após receber a promessa de que receberia um auxílio em nome da Procuradoria. A deputada afirmou que, após entrar no veículo dos investigados, a jovem teria sido mantida por mais de uma hora sob pressão para retirar a denúncia de estupro apresentada contra o policial militar.
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A parlamentar também informou que sua equipe localizou a vítima, prestou assistência e a acompanhou até a delegacia, onde o caso foi formalmente comunicado às autoridades.
Kamila Fernanda chegou a ter a prisão preventiva decretada e foi alvo de investigações no caso, mas a sua prisão foi revogada pela Justiça do Amazonas em julho de 2026, respondendo agora ao processo em liberdade sob medidas cautelares.
Denúncia do MP teve enquadramento diferente
Embora a deputada tenha afirmado que a jovem foi sequestrada, a denúncia apresentada posteriormente pelo Ministério Público do Amazonas não imputou aos investigados os crimes de sequestro, cárcere privado ou associação criminosa.
Na peça encaminhada à Justiça, o MP entendeu que não havia elementos suficientes para sustentar essas acusações e denunciou os investigados pelos crimes de coação no curso do processo e por contravenção penal relacionada à falsa atribuição de qualidade, deixando a análise definitiva do caso a cargo do Poder Judiciário.
Outro lado
A reportagem do AM POST procurou a deputada Alessandra Campelo (PSD), por meio de e-mail enviado a sua assessoria, e questionou sobre caso. Até o fechamento desta matéria não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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