“Me conta como era no seu tempo?”: ouvir causos dos avós é exercício poderoso para o cérebro e remédio contra a solidão
No Dia dos Avós, geriatra da Hapvida explica que relembrar histórias de vida estimula diferentes áreas do cérebro, fortalece vínculos familiares e ajuda a combater o isolamento.
- No Dia dos Avós (26 de julho), especialistas destacam que reservar tempo para conversar e ouvir as histórias dos mais velhos fortalece memória, linguagem e raciocínio, além do lado emocional.
- Convivência familiar pode reduzir a solidão na velhice; pequenos momentos do dia a dia (visitas, ligações e conversas sem pressa) ajudam o idoso a se sentir incluído, com impacto no humor e autoestima.
- Contar histórias exercita o cérebro ao transformar lembranças em narrativa, mas a prática não “previne sozinha” doenças como Alzheimer—interação social e estimulação cognitiva contribuem para um envelhecimento mais saudável.
- Para aproveitar a data, a geriatra sugere perguntas significativas (como infância, maior felicidade, grande amor, desafios e conselhos) e recomenda registrar áudios/vídeos apenas com consentimento, além de observar sinais persistentes de perda de memória que afetem a autonomia.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O clássico “No meu tempo…” pode representar muito mais do que uma história repetida durante um encontro de família.
Neste Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, especialistas chamam atenção para os benefícios de reservar tempo para conversar e ouvir as experiências das pessoas mais velhas.
Segundo a geriatra Mariana Queiroz Gaspar, da Hapvida, recordar acontecimentos mobiliza diferentes funções cognitivas, incluindo memória, linguagem, emoções e raciocínio.
“Sempre digo que, quando um avô ou uma avó começa uma história com ‘No meu tempo…’, vale a pena parar e ouvir. Naquele momento, não está sendo compartilhada apenas uma lembrança, mas uma vida inteira de experiências”, explica.
Para a médica, existe ainda um importante componente emocional. Quando alguém demonstra interesse pelas histórias, a pessoa idosa percebe que suas experiências continuam sendo valorizadas pela família.
Conversar com os avós pode diminuir a solidão?
A convivência familiar pode desempenhar papel importante no bem-estar emocional durante o envelhecimento.
Um estudo brasileiro baseado no ELSI-Brasil, publicado em 2024 na Revista Brasileira de Epidemiologia, acompanhou mais de 7 mil pessoas com 50 anos ou mais e encontrou associação entre vínculos familiares e menores níveis de solidão entre participantes que relataram esse sentimento.
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Para Mariana, pequenos momentos do cotidiano, como uma visita, uma ligação ou uma conversa sem pressa, podem contribuir para que a pessoa idosa continue se sentindo incluída.
“Ouvir os ‘causos’, rir das histórias repetidas e demonstrar interesse faz o idoso sentir que continua ocupando um lugar especial na família”, afirma a geriatra da Hapvida.
Segundo a especialista, esse sentimento pode contribuir para o humor, autoestima e bem-estar emocional.
Contar histórias ajuda a exercitar a memória?
Ao recuperar uma lembrança, o cérebro precisa mobilizar diferentes habilidades.
A pessoa acessa informações armazenadas, organiza acontecimentos, busca palavras e transforma experiências em uma narrativa.
Segundo Mariana, esse processo envolve memória, linguagem, raciocínio e emoções associadas às experiências vividas.
Isso não significa que contar histórias, isoladamente, seja capaz de prevenir doenças como Alzheimer. A interação social e a estimulação cognitiva, porém, fazem parte de hábitos associados a um envelhecimento mais saudável.
Quais perguntas fazer aos avós no Dia dos Avós?
Uma forma simples de aproveitar a data é reservar alguns minutos para conhecer histórias que talvez nunca tenham sido compartilhadas.
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Segundo a geriatra da Hapvida, perguntas que demonstram interesse pela pessoa — e não somente por datas e acontecimentos — podem despertar lembranças significativas.
Cinco perguntas sugeridas pela especialista são:
- Como era a sua infância e do que você mais sente saudade?
- Qual foi o dia mais feliz da sua vida?
- Quem foi o grande amor da sua história?
- Qual foi o maior desafio que você superou?
- Que conselho gostaria de deixar para seus filhos e netos?
Mais importante que seguir uma lista é demonstrar interesse pelas respostas e permitir que a conversa aconteça sem pressa.
Vale a pena gravar as histórias dos avós?
Registrar as conversas em vídeos ou áudios pode transformar esses momentos em uma espécie de arquivo da memória familiar.
Além dos acontecimentos, a gravação preserva elementos que fotografias não conseguem registrar, como a voz, as risadas, expressões e a maneira particular de contar cada história.
“Registrar essas histórias é um presente para toda a família. Um dia, essas vozes, essas risadas e esses ensinamentos se tornarão uma herança muito mais valiosa do que qualquer bem material”, orienta Mariana.
Antes de fazer o registro, é importante perguntar se a pessoa se sente confortável em ser gravada e respeitar assuntos que ela prefira manter privados.
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Esquecer nomes significa Alzheimer?
Não necessariamente.
A geriatra explica que alguns lapsos de memória podem acontecer durante o envelhecimento saudável e não significam automaticamente a presença de uma doença.
“É comum demorar um pouco mais para lembrar um nome e recordá-lo alguns minutos depois”, explica Mariana.
A situação merece maior atenção quando os esquecimentos passam a comprometer atividades do cotidiano e a autonomia da pessoa.
Quais sinais de perda de memória merecem atenção?
Segundo a especialista da Hapvida, familiares devem observar principalmente mudanças persistentes que interfiram em tarefas que a pessoa realizava normalmente.
Entre os sinais que merecem avaliação profissional estão:
- repetir várias vezes a mesma pergunta;
- esquecer compromissos importantes com frequência;
- perder-se em lugares conhecidos;
- apresentar dificuldade para administrar dinheiro;
- ter problemas para organizar ou tomar medicamentos;
- apresentar confusão sobre datas e lugares;
- ter dificuldade crescente para encontrar palavras;
- deixar de realizar atividades que sempre realizou;
- apresentar mudanças significativas de comportamento;
- perder progressivamente a autonomia.
Esses sinais não significam necessariamente Alzheimer. Diferentes condições podem provocar alterações cognitivas, e somente uma avaliação profissional poderá investigar a causa.
“Muitas famílias acreditam que isso faz parte da idade, mas envelhecer não significa perder a independência. Procurar ajuda precocemente é um gesto de carinho”, ressalta Mariana.
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Qual é o melhor presente para o Dia dos Avós?
Para a geriatra, presença e convivência podem ter um significado tão importante quanto presentes materiais.
Um almoço em família, uma visita, uma ligação ou simplesmente deixar o celular de lado para conversar são algumas formas de transformar o Dia dos Avós em um momento de conexão entre gerações.
“O maior presente é algo que não cabe em uma caixa: presença. Os avós dificilmente vão se lembrar de quanto custou um presente, mas nunca esquecem um abraço apertado, uma tarde de conversa, um almoço em família ou um neto que largou o celular para simplesmente ouvi-los”, afirma.
Histórias dos avós também preservam a memória familiar
Ouvir os mais velhos também ajuda a preservar experiências, costumes e acontecimentos que fazem parte da identidade de uma família.
Neste 26 de julho, uma alternativa é reunir filhos, netos e avós e reservar um período sem distrações para conversar.
“Como geriatra, aprendi que a longevidade não é feita apenas de remédios e exames. Ela também é construída com afeto, pertencimento e amor. Sentir-se lembrado, incluído e necessário faz bem para o coração, para a mente e para a alma”, conclui Mariana.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de atuação, a Hapvida presta serviços de saúde e odontologia nas cinco regiões do Brasil.
Segundo informações da companhia, a empresa possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários.
A estrutura informada pela Hapvida inclui 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades destinadas ao acompanhamento preventivo e de condições crônicas.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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