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Ameaça de seca severa coloca economia do Amazonas em alerta e pode elevar custos da Zona Franca

Projeções indicam risco elevado de estiagem, com impactos na logística, na indústria e no abastecimento da região.

Por Jonas Souza

27/07/2026 às 13:18 - Atualizado em 27/07/2026 às 13:19

  • Projeções do SGB e da Defesa Civil apontam risco elevado de estiagem severa no Amazonas a partir do segundo semestre de 2026, com impacto potencial na navegação fluvial e na economia regional.
  • Como cerca de 95% dos insumos e produtos do Polo Industrial de Manaus dependem de transporte por rios, a seca pode elevar custos e interromper logística, afetando mais setores como ar-condicionado, motocicletas, eletrônicos e importações por navegação.
  • Na estiagem de 2023, a indústria da Zona Franca teve custos extras estimados em R$ 1,4 bilhão (ex.: “taxa seca”, aumento de frete, transbordos, mais combustível e armazenagem), e empresas já buscam reduzir prejuízos com estoques, antecipação de compras e planejamento logístico.
  • O Governo do Amazonas mantém monitoramento e prepara ações (boletins hidrológicos, planejamento emergencial, dragagem autorizada e assistência humanitária), enquanto a recuperação da BR-319 é discutida como alternativa para reduzir a dependência das hidrovias.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Amazonas  – A possibilidade de um El Niño mais intenso a partir do segundo semestre de 2026 acendeu o alerta entre empresários, especialistas e autoridades do Amazonas. As projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Defesa Civil do Amazonas indicam risco elevado de uma nova estiagem severa, cenário que pode comprometer a navegação nos rios e afetar diretamente a economia regional.

A preocupação ocorre porque aproximadamente 95% dos insumos destinados ao Polo Industrial de Manaus (PIM) e dos produtos fabricados na Zona Franca são transportados por vias fluviais. Qualquer redução no nível dos rios dificulta a logística e aumenta os custos das operações.

Leia mais: TJAM derruba prisão domiciliar de grávida presa em operação que terminou na morte de policial em Manaus

Quais setores da Zona Franca podem ser mais afetados

Os segmentos mais dependentes do transporte aquaviário são considerados os mais vulneráveis caso a estiagem se confirme.

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Entre eles estão:

  • Indústria de ar-condicionado;
  • Fabricantes de motocicletas;
  • Setor de televisores e eletrônicos;
  • Empresas que dependem de importação de componentes via navegação de longo curso.

Segundo o coordenador da Comissão de Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Augusto César Barreto Rocha, empresas desses segmentos já reforçam estoques para evitar interrupções na produção.

Quanto a seca pode custar para o Amazonas

O histórico recente preocupa o setor produtivo.

Durante a estiagem de 2023, os custos extras enfrentados exclusivamente pela indústria da Zona Franca de Manaus foram estimados em R$ 1,4 bilhão.

Entre os principais impactos registrados estiveram:

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  • cobrança da chamada “taxa seca” por armadores;
  • aumento do frete fluvial e marítimo;
  • operações extras de transbordo;
  • maior consumo de combustível;
  • elevação dos custos de armazenagem.

Caso os rios atinjam níveis críticos novamente, embarcações poderão reduzir a carga transportada ou realizar transbordos em portos intermediários, aumentando o tempo de entrega dos produtos.

O que as empresas estão fazendo para reduzir os prejuízos

Diante das projeções, parte das indústrias já adotou medidas preventivas.

As principais estratégias incluem:

  • antecipação das compras internacionais;
  • envio antecipado de componentes para Manaus;
  • formação de estoques estratégicos;
  • planejamento logístico para o período de vazante.

Empresas que utilizam balsas ou transporte rodoviário tendem a sofrer impactos menores em comparação às que dependem exclusivamente do transporte por contêineres nos rios amazônicos.

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A BR-319 volta ao centro do debate

Sim. A possibilidade de uma nova estiagem reacendeu a discussão sobre a recuperação da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho (RO).

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, a estrada representa uma alternativa estratégica para reduzir o isolamento logístico do Amazonas.

Segundo ele, uma rodovia plenamente recuperada poderia reduzir o tempo de transporte entre Manaus e o restante do país de cerca de 28 a 30 dias para aproximadamente 3 a 5 dias, diminuindo a dependência exclusiva das hidrovias.

A pavimentação da BR-319, porém, continua sendo alvo de disputas judiciais relacionadas ao licenciamento ambiental.

A seca já está confirmada para este ano

Especialistas afirmam que o risco é considerado elevado, mas ainda depende da evolução das chuvas nos próximos meses.

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De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica que o El Niño já está estabelecido, deve ganhar intensidade até o fim de 2026 e possui alta probabilidade de permanecer até o início de 2027.

Apesar disso, ela ressalta que ainda não é possível afirmar que a estiagem terá a mesma intensidade observada em 2023 ou 2024.

Outro fator considerado positivo é que o cenário hidrológico de 2026 começou em condições mais favoráveis, com níveis dos rios acima da média no início da vazante em Manaus.

Quais medidas o Governo do Amazonas está adotando

O Governo do Amazonas informou que mantém o monitoramento permanente da situação por meio do Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.

Entre as ações anunciadas estão:

  • acompanhamento dos boletins hidrológicos;
  • autorização ambiental para serviços de dragagem em trechos críticos das hidrovias federais;
  • planejamento de medidas emergenciais caso a estiagem se agrave;
  • preparação de assistência humanitária para municípios mais afetados.

Em situações de seca severa, comunidades ribeirinhas costumam enfrentar dificuldades no abastecimento de alimentos, medicamentos, combustíveis e acesso aos serviços públicos.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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