TRE-AM abre processo para investigar pesquisa que colocou Maria do Carmo na liderança ao Governo do Amazonas
Justiça determinou que o Instituto apresente defesa após ação questionar pesquisa que apontou Maria do Carmo na liderança pelo Governo.
- O TRE-AM abriu processo para apurar supostas irregularidades no registro da pesquisa eleitoral AM-03497/2026, do Instituto Veritá, questionada pela Federação União Progressista.
- O juiz recebeu a representação e determinou a citação do Instituto Veritá para apresentar defesa em dois dias, com tramitação em urgência e posterior envio à Procuradoria Regional Eleitoral.
- As alegadas falhas incluem ausência de informações sobre municípios/bairros pesquisados, falta de detalhamento do número de entrevistados por setor censitário e inexistência da composição final da amostra por gênero, faixa etária, escolaridade e nível socioeconômico no sistema PesqEle.
- A pesquisa ainda não foi anulada: o processo está na fase inicial; só após a manifestação da Procuradoria o TRE-AM poderá decidir sobre descumprimento das regras e eventuais sanções.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias de Política – O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) instaurou um processo para analisar supostas irregularidades no registro da pesquisa eleitoral AM-03497/2026, realizada pelo Instituto Veritá sobre a disputa pelo Governo do Amazonas e pelo Senado nas eleições de 2026. A representação foi apresentada pela Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), e distribuída ao juiz eleitoral Érico Rodrigo Freitas Pinheiro.
Na decisão publicada no Diário da Justiça Eletrônico, o magistrado recebeu a ação por entender que ela preenche os requisitos legais para tramitação e determinou a citação do Instituto Veritá, que terá prazo de dois dias para apresentar defesa.
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Quais irregularidades são apontadas na ação
Segundo a federação, o Instituto Veritá teria deixado de cumprir exigências previstas na Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disciplina o registro e a divulgação de pesquisas eleitorais.
Entre as supostas falhas apontadas estão:
- ausência do arquivo com os municípios e bairros efetivamente pesquisados;
- falta do detalhamento do número de entrevistados por setor censitário;
- inexistência da composição final da amostra por:
- gênero;
- faixa etária;
- escolaridade;
- nível socioeconômico.
A representação sustenta que essas informações deveriam ter sido anexadas ao sistema PesqEle dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.
Leia mais: Processo Veritá
O que decidiu o juiz do TRE-AM
Na decisão, o relator esclareceu que não analisou o mérito das acusações nesta fase do processo.
O magistrado apenas verificou que a representação atende aos requisitos legais e determinou:
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- a citação do Instituto Veritá para apresentar defesa em dois dias;
- o envio posterior dos autos à Procuradoria Regional Eleitoral para emissão de parecer;
- a análise futura sobre eventual julgamento antecipado ou necessidade de produção de provas.
O juiz também determinou que o processo tramite com urgência em razão da natureza eleitoral da demanda.
A pesquisa foi anulada pela Justiça Eleitoral
Até o momento, o TRE-AM não declarou a pesquisa irregular nem determinou a suspensão ou anulação de seus resultados. O processo está em fase inicial, destinada à apresentação da defesa do Instituto Veritá e à análise dos argumentos das partes antes de qualquer decisão sobre o mérito.
Qual pesquisa está sendo questionada
A ação envolve a pesquisa registrada sob o número AM-03497/2026, realizada entre 1º e 5 de julho de 2026, com 1.220 entrevistas, margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi divulgado em julho e apontou a pré-candidata Maria do Carmo Seffair (PL) na liderança da corrida pelo Governo do Amazonas.
Após a divulgação, Maria do Carmo compartilhou o resultado em suas redes sociais e destacou que o levantamento havia sido realizado por iniciativa do próprio Instituto Veritá.
Na publicação, a pré-candidata escreveu:
“Muito obrigada pela confiança, Amazonas! A verdade sempre prevalece. Seguimos com os pés no chão, porque ainda há muito o que conquistar.”
A postagem também informava que a pesquisa havia sido realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá e citava o registro TRE AM-03497/2026. Após a apresentação da defesa pelo Instituto Veritá, os autos serão encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral para manifestação.
Após a apresentação da defesa pelo Instituto Veritá, os autos serão encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral para manifestação. Somente depois dessa etapa o TRE-AM decidirá se houve descumprimento das regras previstas na legislação eleitoral e se caberá a aplicação de eventuais sanções, como multa ou outras medidas previstas em lei.
Pesquisas eleitorais registradas no sistema PesqEle são instrumentos amplamente utilizados durante o período pré-eleitoral para medir a intenção de voto do eleitorado. A legislação exige uma série de informações técnicas para garantir transparência e permitir a fiscalização por partidos, candidatos, Ministério Público e Justiça Eleitoral. A abertura do processo pelo TRE-AM não significa que a pesquisa seja inválida, mas que as alegações apresentadas serão analisadas conforme o devido processo legal.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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