MP investiga atuação do Imtrans após denúncias de abordagens hostis e cobranças em Manacapuru
Relatos enviados ao Ministério Público apontam supostas condutas coercitivas durante fiscalizações e cobranças de até R$ 1,8 mil para liberação de motocicletas apreendidas.
- O MPAM instaurou um procedimento preparatório para acompanhar e fiscalizar a atuação do Imtrans (Instituto Municipal de Trânsito e Transportes de Manacapuru) após denúncias de supostas irregularidades em abordagens e fiscalizações.
- As acusações incluem conduta “hostil, coercitiva e desproporcional”, exigência imediata para motoristas desembarcarem, retirada de chaves e documentos sem diálogo, constrangimentos, recusa de regularização no local e alegação de uso de força; também há relatos de cobranças de R$ 1.300 a R$ 1.800 para liberar motocicletas.
- O caso é apurado a partir da Notícia de Fato nº 040.2025.001822, sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Manacapuru, com prazo inicial de 90 dias (podendo prorrogar por mais 90).
- O Imtrans foi notificado para prestar esclarecimentos em até 10 dias, e a apuração visa verificar se os atos seguem as normas legais e como são tratados procedimentos e valores cobrados.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento preparatório para acompanhar e fiscalizar a atuação dos agentes do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes de Manacapuru (Imtrans).
A medida foi adotada após uma denúncia apontar supostas irregularidades durante abordagens e fiscalizações realizadas pelo órgão municipal de trânsito.
A apuração teve início a partir da Notícia de Fato nº 040.2025.001822 e está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Manacapuru.
O que diz a denúncia contra os agentes do Imtrans?
Segundo o documento encaminhado ao Ministério Público, agentes do Imtrans estariam adotando comportamento considerado “hostil, coercitivo e desproporcional” durante abordagens de trânsito.
Entre as situações relatadas estão supostas abordagens em tom “áspero e irônico” e exigência imediata para que motoristas desembarquem dos veículos.
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A denúncia também menciona retirada de chaves e documentos sem diálogo prévio e situações que teriam causado constrangimento aos cidadãos abordados.
As alegações ainda serão apuradas e não significam que as irregularidades estejam comprovadas.
Agentes teriam impedido motoristas de regularizar situações no local?
Esse é outro ponto apresentado na denúncia.
Segundo os relatos recebidos pelo MPAM, em determinadas situações os agentes teriam se recusado a permitir a apresentação de um condutor habilitado ou a regularização imediata da situação encontrada durante a fiscalização.
Também foram relatadas operações frequentes durante o período noturno e suposto uso de força física para retirada de chaves e documentos.
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Caberá ao procedimento instaurado pelo Ministério Público verificar as circunstâncias dessas abordagens e se a atuação dos agentes seguiu as normas aplicáveis.
MP apura cobrança de até R$ 1,8 mil para liberar motocicletas?
Sim. Uma das alegações apresentadas ao Ministério Público envolve supostas cobranças de valores entre R$ 1.300 e R$ 1.800 para a liberação de motocicletas apreendidas.
Conforme a denúncia, os valores não corresponderiam às taxas legalmente previstas ou a débitos cobrados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).
Ainda segundo o relato apresentado ao MPAM, as quantias seriam supostamente destinadas à prefeitura.
Não há, nas informações divulgadas até o momento, confirmação de que essas cobranças tenham ocorrido de forma irregular. Esse é justamente um dos pontos que deverão ser esclarecidos durante a apuração.
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O Imtrans terá que prestar esclarecimentos?
Como uma das primeiras providências, o promotor de Justiça João Ribeiro Guimarães Netto determinou o envio de uma cópia do procedimento ao Imtrans.
O órgão municipal deverá receber a documentação no prazo estabelecido de até dez dias.
O acompanhamento do Ministério Público busca reunir informações para verificar como são realizadas as abordagens e fiscalizações de trânsito no município.
Quanto tempo vai durar a investigação?
O MPAM estabeleceu prazo inicial de 90 dias para conclusão do procedimento preparatório.
Esse período poderá ser prorrogado por mais 90 dias, caso seja necessário aprofundar a apuração.
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Durante esse intervalo, a Promotoria poderá reunir documentos, solicitar esclarecimentos e adotar outras diligências necessárias para verificar as denúncias.
O que é um procedimento preparatório do Ministério Público?
O procedimento preparatório é utilizado pelo Ministério Público para reunir informações e verificar se existem elementos suficientes para outras providências.
A abertura do procedimento não representa uma conclusão de que os agentes do Imtrans ou o próprio órgão tenham cometido irregularidades.
Neste momento, o objetivo é verificar os relatos apresentados e acompanhar de forma contínua a atuação do instituto municipal.
Fiscalização de trânsito deve seguir regras e garantir direitos
Blitze e abordagens são instrumentos importantes para fiscalizar irregularidades e aumentar a segurança no trânsito, mas a atuação dos agentes públicos também precisa respeitar os limites previstos na legislação e os direitos dos cidadãos.
Para os moradores de Manacapuru, a investigação poderá esclarecer tanto os procedimentos utilizados nas fiscalizações quanto a composição e destinação dos valores cobrados para regularização e liberação de veículos.
O procedimento também permitirá que o Imtrans apresente esclarecimentos sobre as acusações e explique os protocolos adotados pelos agentes durante as operações.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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