Acusação genérica de delegado-geral da PC-AM contra blogs gera reação de jornalistas em Manaus e pedidos de esclarecimento
Durante coletiva sobre a morte de um investigador da Polícia Civil, que há blogs que “vivem de propina” para criticar a corporação.
- O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, declarou em entrevista que “blogs” estariam espalhando informações falsas sobre a morte do investigador Luciano de Carvalho Sena e insinuou que parte desses veículos seria “financiada por propina” para atacar a corporação.
- A fala repercutiu mal entre profissionais de imprensa por levantar suspeitas de forma ampla, sem diferenciar quem age de maneira antiética de quem trabalha com responsabilidade jornalística.
- O jornalista Moisés Dutra criticou a generalização: argumentou que acusações genéricas acabam colocando “toda a categoria” sob desconfiança, defendendo que eventuais crimes sejam investigados e punidos individualmente.
- A reportagem buscou retorno da Polícia Civil sobre as declarações, mas não houve resposta até o fechamento, mantendo o espaço aberto para esclarecimentos.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Notícias de Polícia – Durante entrevista coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Bruno Fraga, afirmou que blogs estariam disseminando informações falsas sobre a morte do investigador Luciano de Carvalho Sena, de 44 anos, ocorrida na última sexta-feira (24), no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, e acusou parte desses veículos de ser “financiada por propina”. A fala gerou reação de alguns profissionais de imprensa.
Bruno Fraga afirmou que parte das críticas parte de blogs que, segundo ele, recebem propina para atacar o trabalho da corporação.
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“Eu falo aqui com a voz embargada, porque é difícil para a polícia passar por isso, passar por esse tipo de coisa e aí a gente ainda ter que ler comentários absurdos nas redes sociais, em blogs, que vivem de propina para criticar o trabalho da polícia. É óbvio que eu não estou falando de veículos sérios, que transmitem a verdade para o povo do Amazonas“, declarou.
A fala ocorreu durante a apresentação dos detalhes da operação que resultou na morte de Rafael Pereira Freitas, investigado por atirar contra o investigador Luciano Carvalho de Sena, do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).
Leia mais: Delegado Bruno Fraga afirma que polícia não vai recuar após morte de investigador do Denarc
Por que a declaração gerou repercussão
A manifestação do delegado-geral provocou reação entre profissionais da comunicação, que avaliaram que a declaração, mesmo com a ressalva feita ao final da fala, pode colocar sob suspeita jornalistas, blogueiros e comunicadores que atuam de forma ética.
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O jornalista Moisés Dutra se manifestou nas redes sociais rebatendo o delegado. A crítica é que afirmações genéricas acabam atingindo toda a categoria, sem distinguir quem eventualmente pratica ilícitos daqueles que exercem a atividade jornalística de forma responsável.
” Compreendo que este é um momento de grande comoção, mas esse tipo de afirmação, sem distinguir quem realmente pratica crimes, acaba colocando sob suspeita todos os profissionais da comunicação”, disse.
“Se existem criminosos travestidos de comunicadores, que sejam investigados, identificados e punidos com o rigor da lei. Mas não é justo que jornalistas, blogueiros e comunicadores sérios, que diariamente enfrentam desafios para levar informação de interesse público, tenham sua credibilidade questionada por causa da conduta de uma minoria”, completou o jornalista.
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Outro lado
A reportagem do Portal AM Post procurou a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e questionou sobre as declarações do delegado-geral, Bruno Fraga, mas até o o fechamento desta matéria não obtivemos retorno sobre o tema. O espaço permanece aberto.
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