SUS pode oferecer PrEP injetável contra HIV com aplicação a cada dois meses
Ministério da Saúde vai pedir à Conitec a avaliação do cabotegravir para inclusão na rede pública;
- O Ministério da Saúde pretende solicitar à Conitec a avaliação do cabotegravir para inclusão da PrEP injetável no SUS, permitindo proteção prolongada a cada dois meses.
- A PrEP injetável pode melhorar a adesão ao reduzir a necessidade de uso diário, mas a oferta só depende das etapas de avaliação e da decisão final do Ministério.
- Hoje, a PrEP no SUS já é oferecida gratuitamente, principalmente em comprimidos de uso oral, e a possível chegada do injetável não substitui automaticamente a modalidade atual.
- O preço e a viabilidade de custos estão entre os fatores considerados, e para Manaus/AM não há mudança imediata até eventual incorporação e distribuição aos estados.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias do Brasil – O Sistema Único de Saúde (SUS) pode incorporar ainda este ano uma nova modalidade de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV, administrada por meio de injeções de longa duração.
O Ministério da Saúde informou que pretende encaminhar à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) o pedido para avaliação do cabotegravir.
O medicamento permite um intervalo de dois meses entre as aplicações, diferentemente da modalidade oral de uso diário disponível atualmente na rede pública.
A possível incorporação, porém, ainda depende das etapas de avaliação e da decisão do Ministério da Saúde.
O que é o cabotegravir e como funciona?
O cabotegravir é um medicamento utilizado como PrEP, estratégia de prevenção destinada a pessoas sem HIV que apresentam maior risco de exposição ao vírus.
Na modalidade de ação prolongada, o medicamento é administrado por injeção e mantém a proteção durante um período maior, reduzindo a necessidade de tomar comprimidos diariamente.
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Essa característica é considerada uma das principais vantagens da tecnologia, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades para manter a regularidade da PrEP oral.
A PrEP ajuda a prevenir a infecção pelo HIV, mas não substitui métodos de prevenção contra outras infecções sexualmente transmissíveis.
Quando a PrEP injetável poderá chegar ao SUS?
Ainda não existe uma data confirmada para o início da oferta.
Primeiro, o cabotegravir deverá passar pela avaliação da Conitec, que analisa evidências científicas, benefícios, segurança, custos e impacto da incorporação de novas tecnologias no SUS.
A recomendação da comissão servirá de base para a decisão do Ministério da Saúde.
Por isso, apesar da expectativa de uma possível incorporação ainda em 2026, o medicamento não deve ser tratado como uma opção já disponível de forma ampla na rede pública.
Por que o governo negocia o preço do cabotegravir?
O custo é um dos fatores considerados para decidir se uma nova tecnologia poderá ser oferecida em larga escala pelo SUS.
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Durante coletiva realizada antes da 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo negocia condições para aquisição do medicamento.
“Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo aos sistemas nacionais de saúde, com os preços adequados, não preços estratosféricos”, declarou.
A negociação busca compatibilizar o custo do medicamento com a possibilidade de disponibilizá-lo no sistema público brasileiro.
Qual é a diferença entre cabotegravir e lenacapavir?
Os dois medicamentos representam estratégias de longa duração, mas possuem características e intervalos de administração diferentes.
O cabotegravir considerado pelo governo para a PrEP tem aplicação a cada dois meses.
Já o lenacapavir oferece proteção por um período maior, com administração semestral.
Segundo o Ministério da Saúde, entretanto, as condições financeiras apresentadas para o lenacapavir não foram consideradas viáveis para incorporação ao SUS neste momento.
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Padilha afirmou que o governo não aceitou o preço apresentado nas negociações.
A Gilead, responsável pelo lenacapavir, declarou que busca alternativas sustentáveis de acesso no Brasil e informou ter firmado memorando de entendimento com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para avaliar possibilidades de transferência de tecnologia.
Por que uma PrEP injetável pode facilitar a prevenção do HIV?
Um dos principais desafios relacionados à PrEP oral é manter corretamente o esquema recomendado.
A modalidade injetável de longa duração reduz a frequência de administração e pode ser uma alternativa para determinados usuários.
Uma pesquisa da Fiocruz realizada com aproximadamente 1.400 voluntários em seis capitais brasileiras apontou que 83% dos participantes preferiram a modalidade injetável.
Segundo os dados apresentados, 94% retornaram aos serviços de saúde nos períodos previstos para as aplicações.
Os resultados reforçam o potencial da tecnologia para melhorar a adesão, embora a indicação adequada de cada modalidade de PrEP dependa de avaliação dos serviços de saúde.
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Quantas pessoas já utilizam PrEP pelo SUS?
Mais de 350 mil pessoas já foram beneficiadas pela estratégia de PrEP oferecida pelo Sistema Único de Saúde, conforme os dados apresentados pelo governo.
Atualmente, a prevenção é disponibilizada principalmente por meio de medicamentos de uso oral.
A eventual chegada do cabotegravir não significa necessariamente a substituição dos comprimidos.
A proposta é ampliar as possibilidades disponíveis para prevenção, permitindo que diferentes perfis de usuários tenham acesso à estratégia mais adequada após avaliação profissional.
O que muda para quem busca PrEP em Manaus?
Para moradores de Manaus e do restante do Amazonas, nada muda imediatamente com o anúncio.
A PrEP injetável ainda precisa cumprir o processo de avaliação para eventual incorporação ao SUS. Até que haja decisão e implementação, os usuários devem seguir as modalidades e orientações atualmente disponibilizadas pelos serviços de saúde.
Caso o cabotegravir seja incorporado nacionalmente, o passo seguinte será acompanhar como ocorrerá a distribuição aos estados e municípios e quais unidades estarão habilitadas para realizar as aplicações.
Quem busca prevenção contra o HIV pode procurar os serviços do SUS para receber orientação sobre testagem e sobre as modalidades de PrEP atualmente disponíveis, sem esperar pela eventual chegada da nova tecnologia.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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