IA de Bolsonaro: Nunes Marques será relator de ação do PT contra vídeo exibido em convenção do PL
Ação questiona o uso de inteligência artificial para promover a candidatura de Flávio Bolsonaro e aponta possível violação das regras eleitorais.
- O ministro Nunes Marques, do STF, foi sorteado para relatar ação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) contra um vídeo com inteligência artificial que mostra Jair Bolsonaro apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
- O PT questiona o uso do conteúdo por supostamente exceder limites para divulgação de pré-candidatura, por tentar influenciar eleitores e por ter aparência de autenticidade (deepfake), inclusive com possível responsabilidade do partido por anunciar a exibição na convenção do PL.
- A ação argumenta que Jair Bolsonaro, por estar em prisão domiciliar com restrições, não poderia fazer manifestações político-eleitorais nem por terceiros, e que o uso de IA aumenta o potencial de persuasão por recriar imagem e voz com alto realismo.
- Como relator, Nunes Marques vai conduzir o processo (analisar pedidos, pedir manifestações e decidir medidas iniciais), mas ainda não há decisão de mérito sobre a legalidade do vídeo ou sobre responsabilidades.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias do Brasil – O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido por sorteio para relatar a ação movida pela Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — contra um vídeo produzido com inteligência artificial em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece declarando apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
A ação foi protocolada no domingo (26), um dia após a exibição do vídeo durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo.
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Por que o PT questiona o vídeo de inteligência artificial
Segundo a representação, o conteúdo gerado por inteligência artificial teria ultrapassado os limites permitidos para divulgação de uma pré-candidatura.
Os autores da ação sustentam que o vídeo foi utilizado para:
- Promover eleitoralmente a candidatura de Flávio Bolsonaro;
- Influenciar o eleitorado por meio de conteúdo sintético;
- Veicular uma mensagem com aparência de autenticidade por meio de tecnologia de IA generativa (deepfake).
Na avaliação da federação, o partido também pode ser responsabilizado por ter anunciado previamente a exibição do material durante a convenção.
O que diz a ação sobre Jair Bolsonaro
A representação destaca que Jair Bolsonaro está submetido a medidas cautelares em prisão domiciliar, entre elas a proibição de realizar manifestações de natureza político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros e independentemente do meio utilizado.
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Com base nesse argumento, a federação sustenta que a utilização de um vídeo criado por inteligência artificial pode contrariar as restrições impostas pela Justiça.
Por que o uso de inteligência artificial é citado como agravante
O processo afirma que o emprego de inteligência artificial generativa aumenta o potencial de influência da mensagem sobre os eleitores.
Segundo os autores da ação, a tecnologia foi utilizada para recriar com elevado grau de realismo a imagem e a voz de Jair Bolsonaro, conferindo maior credibilidade aparente ao conteúdo exibido durante o evento político.
Qual será o papel de Nunes Marques
Como relator, o ministro Nunes Marques será responsável por conduzir a tramitação do processo no Supremo Tribunal Federal.
Entre suas atribuições estão:
- Analisar os pedidos apresentados pela Federação Brasil da Esperança;
- Solicitar manifestações das partes, se necessário;
- Decidir sobre eventuais medidas iniciais relacionadas ao caso.
Até o momento, não há decisão de mérito sobre a legalidade do vídeo ou sobre eventual responsabilização dos envolvidos.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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