Gêmeas siamesas que nasceram unidas pelo abdômen se preparam para cirurgia de separação pelo SUS
Maria Helena e Maria Eva, que nunca passaram um segundo separadas desde o nascimento, iniciarão em Goiânia um tratamento que pode transformar completamente suas vidas.
- Maria Helena e Maria Eva nasceram siamesas, unidas pelo abdômen, no interior de São Paulo, e a suspeita foi confirmada após exames de ultrassom.
- A cirurgia de separação será feita gratuitamente pelo SUS em Goiânia (GO), com equipe liderada pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, após a implantação de expansores de pele.
- Apesar do procedimento ser custeado pelo SUS, a família precisa arcar com deslocamento, hospedagem, alimentação e permanência durante o tratamento.
- Os pais criaram uma campanha de arrecadação para garantir o suporte financeiro, com a expectativa de que a cirurgia permita mais autonomia para cada menina.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias do Brasil – A gravidez parecia seguir normalmente até a realização do exame morfológico. Inicialmente, a mãe chegou a brincar com a médica durante a primeira ultrassonografia.
— “Doutora, tem certeza que é um só?”
Dias depois, veio a confirmação de que ela esperava duas meninas. Mais do que isso: as bebês estavam unidas pelo abdômen.
Foi naquele momento que a família recebeu o diagnóstico de que Maria Helena e Maria Eva eram gêmeas siamesas.
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Quais eram as chances de sobrevivência das meninas?
Após o diagnóstico, a gestante foi encaminhada para acompanhamento especializado no Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Segundo a mãe, durante toda a gravidez os médicos alertaram que o prognóstico era delicado e que existia a possibilidade de as meninas não sobreviverem ao parto ou viverem apenas poucas horas após o nascimento.
Hoje, com pouco mais de três meses de vida, as irmãs desafiam essas previsões.
“Durante toda a gravidez, a gente escutou que era muito difícil elas nascerem com vida. Diziam que talvez sobrevivessem só algumas horas ou alguns dias. Hoje, elas estão aqui”, relembra a mãe.
Onde será realizada a cirurgia de separação?
A cirurgia será realizada em Goiânia (GO), sob os cuidados da equipe liderada pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, referência nacional em procedimentos de separação de gêmeos siameses.
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Segundo a família, o contato com a equipe médica aconteceu após a mãe conhecer, pelas redes sociais, a história de outra família atendida pelo especialista.
Depois da análise dos exames, veio a confirmação de que Maria Helena e Maria Eva poderão passar pelo procedimento.
Antes da cirurgia principal, as meninas ainda precisarão passar pela implantação de expansores de pele, etapa considerada fundamental para o sucesso da separação.
A cirurgia será custeada pelo SUS?
Sim. Todo o procedimento médico será realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entretanto, os custos relacionados ao deslocamento da família até Goiânia, hospedagem, alimentação e permanência durante todo o tratamento não são cobertos pelo sistema público.
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Por isso, os pais decidiram criar uma campanha de arrecadação para ajudar a custear esse período.
“O SUS vai fazer a cirurgia, mas precisamos de ajuda com tudo o que acontece ao redor desse momento. Qualquer contribuição faz diferença”, afirmaram.
O que muda após a cirurgia?
Desde o nascimento, Maria Helena e Maria Eva viveram absolutamente todos os momentos juntas.
Dormem lado a lado, compartilham os mesmos movimentos e nunca passaram sequer um segundo separadas.
A expectativa da família é que a cirurgia permita que cada uma desenvolva sua autonomia e tenha novas possibilidades de crescimento, preservando o vínculo que construíram desde o primeiro instante de vida.
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Por que casos de gêmeos siameses exigem cirurgias complexas?
A separação de gêmeos siameses depende da forma como os irmãos estão unidos e dos órgãos compartilhados.
Antes da cirurgia, equipes multidisciplinares realizam uma série de exames para mapear a anatomia das crianças e planejar cada etapa do procedimento.
Em muitos casos, o tratamento inclui meses de preparação, utilização de expansores de pele e acompanhamento intensivo antes e depois da operação.
Esperança para uma nova etapa
A história de Maria Helena e Maria Eva reúne os desafios enfrentados por famílias de crianças com condições raras e também evidencia a importância da medicina especializada disponível no SUS.
Enquanto aguardam o início da preparação cirúrgica em Goiânia, os pais concentram esforços para garantir que possam permanecer ao lado das filhas durante todo o tratamento.
Depois de dividirem cada segundo de vida desde o nascimento, as duas meninas se aproximam de um momento que poderá marcar o início de uma nova etapa: a possibilidade de cada uma seguir seu próprio caminho, sem deixar de compartilhar a história que começou juntas.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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