Ex-prefeito Simão Peixoto, que já foi preso três vezes, aumentou patrimônio em mais de R$ 5 milhões em seis anos, apontam dados do TSE
Ex-prefeito de Borba e pré-candidato a deputado estadual informou ao TSE patrimônio de R$ 7,2 milhões.
- Simão Peixoto (MDB), ex-prefeito de Borba, declarou ao TSE patrimônio de R$ 7.205.806,14 para 2026, acima dos R$ 2.170.000,00 informados em 2020 (aumento de R$ 5.035.806,14; +232,06%).
- A maior parte dos bens é agropecuária, com destaque para duas propriedades rurais e 2.595 cabeças de gado, além de uma fazenda de 500 hectares (avaliada em R$ 3,6 milhões) e outros itens como lancha e caminhão.
- Ele tem histórico de operações e investigações pela PF e pelo MPAM (ex.: Operação Garrote e Operação Voz do Poder), com episódios de prisões preventivas revogadas por decisões judiciais.
- Apesar das investigações e prisões em momentos distintos, não há condenação definitiva com trânsito em julgado informada nos casos citados; ele responde aos processos em liberdade.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução/IA
Notícias de política – O ex-prefeito de Borba e pré-candidato a deputado estadual Simão Peixoto (MDB) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 7.205.806,14 para as eleições de 2026. O valor representa um crescimento de 232,06% em relação aos R$ 2.170.000,00 informados nas eleições municipais de 2020, quando disputou e venceu a Prefeitura de Borba.
Na comparação entre as duas declarações, a evolução patrimonial foi de R$ 5.035.806,14 em seis anos, período em que Simão exerceu o mandato de prefeito do município.
Como evoluiu o patrimônio de Simão Peixoto?
Os dados disponíveis no sistema de divulgação de candidaturas do TSE mostram uma evolução significativa do patrimônio declarado pelo ex-prefeito.
Comparativo das declarações
| Eleição | Cargo | Patrimônio declarado |
|---|---|---|
| 2020 | Prefeito de Borba | R$ 2.170.000,00 |
| 2026 | Deputado Estadual | R$ 7.205.806,14 |
Diferença: R$ 5.035.806,14
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Crescimento: 232,06%
As informações são públicas e foram prestadas pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral.
Veja a declaração de bens de 2026:
Veja a declaração de bens de 2020:
Quais são os principais bens declarados?
A declaração de bens entregue ao TSE mostra que a maior parte do patrimônio está concentrada no setor agropecuário.
Entre os principais bens informados estão:
- duas propriedades rurais na margem esquerda do Rio Madeira, em Borba;
- 2.595 cabeças de gado;
- uma fazenda de 500 hectares avaliada em R$ 3,6 milhões;
- outra propriedade rural avaliada em R$ 1,82 milhão;
- uma lancha com dois motores de 300 HP, avaliada em R$ 420 mil;
- um caminhão avaliado em R$ 200 mil;
- residência com 11 cômodos no bairro São Sebastião, em Borba, avaliada em R$ 650 mil;
- cotas de capital em empresa de construção civil, no valor de R$ 400 mil.
Qual é o histórico de Simão Peixoto na Justiça?
Além da evolução patrimonial, Simão Peixoto possui um histórico de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).
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Operação Garrote
Em maio de 2023, o então prefeito foi alvo da Operação Garrote, deflagrada pelo MPAM.
Segundo o Ministério Público, Simão era investigado por supostamente liderar uma organização criminosa voltada para fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Conforme a investigação, o esquema teria movimentado aproximadamente R$ 29,2 milhões.
Na ocasião, o ex-prefeito chegou a ficar foragido antes de se apresentar às autoridades.
Posteriormente, obteve liberdade provisória mediante decisão judicial, com pagamento de fiança, uso de tornozeleira eletrônica e afastamento do cargo.
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Por que Simão também foi preso em 2023?
Em março de 2023, Simão Peixoto teve a prisão preventiva decretada em investigação por supostas práticas de:
- ameaça;
- desacato;
- violência política de gênero contra a vereadora Tatiana Franco dos Santos.
Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus, revogando a prisão.
O que investigou a Operação Voz do Poder?
Em janeiro de 2024, Simão voltou a ser preso durante a Operação Voz do Poder, da Polícia Federal.
Segundo a investigação, ele teria tentado influenciar depoimentos de testemunhas em um inquérito que apurava supostos desvios de recursos destinados à compra de kits de merenda escolar durante a pandemia da Covid-19.
A PF apontou suspeitas de que o então prefeito teria oferecido assistência jurídica e fretamento de aeronaves custeados pelo município para beneficiar investigados.
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Dias depois, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), revogou a prisão.
O que a investigação sobre a merenda escolar apontou?
Segundo a Polícia Federal, o inquérito identificou indícios como:
- quantidade de carne bovina inferior à prevista nos contratos;
- ausência de produtos contratados, como charque;
- suspeitas de falsificação de recibos;
- pagamentos sem documentação comprobatória;
- suposta tentativa de interferência em depoimentos de testemunhas.
As investigações continuam em tramitação.
Qual é a situação atual do ex-prefeito?
Atualmente, Simão Peixoto disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas pelo MDB.
Embora tenha sido preso em diferentes momentos durante as investigações, o ex-prefeito foi colocado em liberdade por decisões judiciais. Até o momento, não há notícia de condenação definitiva com trânsito em julgado relacionada aos casos mencionados.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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