Justiça da Bolívia manda prender Evo Morales por suposta liderança em protestos que paralisaram o país
Ex-presidente é investigado por suposto envolvimento em bloqueios de rodovias e pode responder por crimes como terrorismo e levante armado; Evo nega as acusações e fala em perseguição política.
- A Justiça da Bolívia expediu um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusado de liderar protestos que bloquearam rodovias e geraram desabastecimento.
- O Ministério Público investiga Morales por supostos crimes de terrorismo e levante armado, envolvendo bloqueios ocorridos entre maio e junho.
- Morales nega as acusações e diz que é alvo de perseguição política, afirmando que busca-se culpá-lo para desviar a atenção da crise econômica.
- Este é o segundo mandado contra Morales: desde outubro de 2024 ele já era considerado foragido em outro caso, relacionado a suposto tráfico de uma menor (também negado por ele).
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: Leandro Prazeres/BBC Brasil
Notícias do Mundo – A Justiça da Bolívia expediu um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusado de liderar os protestos que bloquearam rodovias e provocaram desabastecimento em diversas regiões do país. O Ministério Público investiga o ex-chefe de Estado por supostos crimes de terrorismo e levante armado. Morales nega todas as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.
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Ministério Público determina prisão
O procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, confirmou nesta quarta-feira (29) a expedição do mandado de prisão contra Evo Morales.
A investigação apura o suposto papel do ex-presidente na organização dos bloqueios realizados entre maio e junho deste ano, período em que diversas rodovias foram interditadas durante manifestações contra o governo do presidente Rodrigo Paz.
Protestos agravaram crise no país
Os bloqueios afetaram principalmente as cidades de La Paz e El Alto, causando desabastecimento de alimentos, escassez de medicamentos e longas filas em postos de combustíveis.
Durante os protestos, o governo boliviano acusou grupos ligados a Morales de tentar desestabilizar a ordem democrática e atribuiu ao ex-presidente a liderança das manifestações.
Evo é investigado por terrorismo e levante armado
A apuração teve início após uma denúncia apresentada pelo Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, entidade formada por empresários e lideranças civis, que acusa Morales de supostos crimes de terrorismo e levante armado.
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Posteriormente, o Ministério do Governo aderiu à denúncia, fortalecendo a investigação conduzida pelo Ministério Público.
Até o momento, não há condenação contra o ex-presidente relacionada a esse caso, e as acusações ainda serão analisadas pela Justiça.
Ex-presidente fala em perseguição
Após a divulgação da decisão, Evo Morales utilizou as redes sociais para negar qualquer envolvimento criminoso.
Segundo ele, o processo faz parte de uma perseguição política e busca responsabilizá-lo pelas manifestações para desviar a atenção da crise econômica enfrentada pela Bolívia.
Segundo mandado de prisão
Este é o segundo mandado de prisão expedido contra Evo Morales.
Desde outubro de 2024, o ex-presidente já era considerado foragido em outro processo, no qual é investigado por suposto tráfico de uma menor de idade, acusação que ele nega.
Morales permanece na região de Chapare, tradicional produtora de coca, onde conta com apoio de agricultores que fazem vigilância para impedir uma eventual operação policial.
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